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26 de jun. de 2012


O deputado Raimundo Cutrim (PSD), em inflamado discurso nesta manhã de terça-feira (26), acusou o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, de ter “preparado” o pistoleiro executor do jornalista Décio Sá para envolvê-lo na trama assassina. 

“Não aceito o que esse moleque travestido de secretário quer fazer comigo, isso é uma falta de respeito”, discursou em tom nervoso para um plenário atento e silencioso ouvir várias vezes o parlamentar proferir palavrões para pedir que seja investigado e se colocar à disposição da comissão de delegados que está comandando o inquérito.

O parlamentar disse que está acompanhando atentamente os  fatos que estão sendo divulgados pela imprensa e se viu na obrigação de prestar esclarecimento sobre a citação do seu nome do interrogatório do pistoleiro Jonattan. “Me sinto enojado com essa moleacagem que estão querendo fazer comigo”, desabafou.
Ex-secretário de Segurança do Estado, Cutrim disse que tem ouvido calado a tentativa de envolvimento do seu nome com o assassinato do jornalista, mas que não é homem de ficar calado. “Não admito que esse moleque travestido de secretário venha querer me desmoralizar”, repetiu.

Raimundo Cutrim narrou sua história de policial e os caso em que atuou que tiveram repercussão nacional para cobra respeito com ele, ressaltando que nunca foi homem de mandar fazer e muito menos serviu de moleque de recado.

“Se o Júnior Bolinha tem problemas com o caso eu não tenho nada a ver com isso. Não porque uma pessoa é amiga da outra e essa outra pessoa comete um crime quer você tenha algum envolvimento, agora ensaiar um papagaio e jogar em cima de mim eu não admito”, enfatizou Cutrim.

O deputado disse ainda que se tivesse alguma problema com o jornalista Décio Sá iria resolver pessoalmente na conversa ou na porrada. O ex-secretário ressaltou também que na entrevista do executor do crime, Jonattan se refere a Raimundo Cutrim. “Não conheço uma única pessoa no Maranhão que me chame de Raimundo Cutrim. Me Dr. Cutrim ou Cutrim”.       
“Ninguém queira passar pelo que estou passando, tenho uma vida limpa, sou um policial honesto e de repente da noite para o dia vejo pessoas me olhando de maneira estranha e desconfiada, isso é terrível para um delegado da polícia federal”, observou.

Decreto, que foi assinado por Dilma com nome genérico, ainda depende de um ato da Câmara para passar a valer
Presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS) defendeu medida e disse que auxiliares não têm reajustes há 5 anos

ERICH DECAT
DE BRASÍLIA

Divulgado com o termo genérico de "pagamento de pessoal ativo da União", decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff neste mês concede R$ 150 milhões para aumento da verba de gabinete dos 513 deputados federais.

A oficialização do reajuste ainda depende de um ato da Mesa da Câmara e pode ocorrer antes do recesso parlamentar, cujo início está previsto para o próximo dia 18 de julho.

Nos bastidores, a expectativa é a de que o aumento seja de R$ 15 mil para cada deputado, que conta hoje com uma verba de R$ 60 mil. Esses recursos servem para a contratação de, no máximo, 25 assessores, chamados de "secretários parlamentares".

Além de serem contratados sem concurso, esses assessores podem atuar em Brasília ou nos redutos eleitorais dos congressistas. Os salários deles variam de R$ 664 a R$ 6,2 mil, além de receberem auxílio-alimentação de R$ 741.

O impacto nos cofres da Câmara para os próximos seis meses é estimado em R$ 46,1 milhões, sem contar o pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e encargos previdenciários, o que elevaria a conta para cerca de R$ 85 milhões.

Os recursos para o aumento da verba de gabinete foram pedidos no final do ano passado ao Ministério do Planejamento. O valor aprovado de R$ 150 milhões refere-se a todo o ano de 2012.

Como a autorização do reajuste só veio agora e não pode ser retroativa ao mês de janeiro, a Câmara terá margem para aumentar ainda mais a verba de gabinete. A decisão sobre o excedente caberá à Mesa Diretora.

"Asseguro que não pode ser retroativo, só vale a partir do ato", afirmou à Folha o primeiro-secretário Eduardo Gomes (PSDB-TO).

DECRETO

O decreto com a liberação do recurso foi divulgado no último 14 de junho junto com a liberação de recursos para outras áreas, como Saúde e Transporte. No total foram aprovados R$ 494 milhões em créditos suplementares.

O texto foi publicado no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu o reajuste da verbas dos deputados.

"Você sabe que minha opinião é favorável, são servidores que não têm reajuste há quase cinco anos, que têm salários mais baixos da Câmara, mas nós temos um problema orçamentário", afirmou Marco Maia.

Além da verba de gabinete e um salário de R$ 26,7 mil, cada deputado conta com uma cota para o exercício do mandato, que varia de R$ 23 mil a R$ 33 mil, de acordo com o Estado de origem.

25 de jun. de 2012


A deputada Eliziane Gama (PPS), em conversa com o titular do blog nesta tarde de segunda-feira (25), anunciou que pode desistir de disputar a Prefeitura de São Luís em função de não ter conseguido viabilizar alianças que lhe proporcionem tempo no horário da propaganda eleitoral.

Em reunião esta tarde, no gabinete do deputado Othelino Neto, a cúpula do PPS já deu com certa a devolução da candidatura e vai levar para a convenção municipal da próxima quinta-feira (28) decidir se o partido mantém candidato próprio ou marchará na eleição majoritária com um nome de outra legenda.

Segundo Eliziane, a convenção é o fórum legítimo para decidir sobre a questão das alianças. “Eu tentei de todas as formas viabilizar minha candidatura, mas como não conseguimos vamos levar para a convenção definir", justificou.

Existem atualmente alas distintas defendendo posições antagônicas. Uma está alinhada com a candidatura do deputado federal Edivaldo Holanda Júnior, outra com o prefeito João Castelo e uma terceira via, liderada por Eliziane, prefere Tadeu Palácio. As chances do partido coligar com o PTC são bem maiores, pois a maioria dos dirigentes do PPS defende esta coligação.   
*Matéria atualizada às 18h30 para correção e informações.

Flatando apenas cinco dias para expirar o prazo para a realiação das convenções partidárias, a deputada Eliziane Gama está levando os candidatos è eleição porporcional pelo PPS à loucura por conta da sua indecisão de participar ou não da sucessão municipal como candidata do partido.

A parlamentar conta com o apoio da direação nacional para manter sua candidatura a prefeita de São Luís, mas não encontra nenhuma legenda disposta a embarcar no seu projeto político, o que vem provocando revolta contra ela e desespero entre os postulantes a uma vaga na Câmara Municipal.

Os cadidato à eleição proporcional temem que a deputada resolva ser candidata de si mesma e prejudique o partido, que corre o risco de perder sua representação no parlamento municipal, caso vá ás urnas com chapa própria e com uma candidata sem lik com o eleitorado.    

A direção do PPS tentou resolver a questão convocando uma reunião para sexta-feira passada (22), quando a deputada havia se comprometido em anunciar sua posição, mas ela simplesmente não apareceu. Os dirigentes da legenda esperaram pela candidata até às 22h, mas ela não compareceu.  

Já era quase meia noite quando Eliziane mandou um recado informando que não tinha conseguido sair mais cedo de uma convenção no interior do Estado, que estava chovendo muito na estrada e só chegaria dali umas duas horas. No sábado ligou para o presidente do partido, Paulo Mato e disse que estaria tentando outra alternativa de aliança e que, caso não desse certo, desistiria da candidatura.

Nos bastidores do partido, no entanto, todos como certo a declaração de apóio da deputada ao ex-prefeito Tadeu Palácio. “Temos certeza que ela vai declarar apoio a Tadeu e vai tentar nos levar juntos”, arriscou um dirigente do PPS. Entre os militantes da legenda existe a expectativa de que ela decida se é candidata ou não ainda hoje (25).


Candidatura de neto marca terceira geração a disputar cargo público
Adriano Sarney quer ser prefeito de Paço do Lumiar (MA); afilhado de senador e familiar de Roseana estão no páreo

ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

Com a segunda geração envelhecendo, o clã Sarney aposta em novos nomes para não ver seu legado minguar.

Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), vai disputar a eleição para prefeito de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
Será a entrada da terceira geração da família na política, 57 anos após a primeira eleição de José Sarney.

Adriano, 32, é a maior esperança do clã para manter o controle do Maranhão. Com 110 mil habitantes e a 23 km do centro da capital, a cidade é estratégica na "geografia Sarney": é o melhor caminho para a ilha de Cururupu, onde a família tem casas.

Cinco candidatos com experiência política já desistiram da eleição em Paço. Adriano ficou conhecido por operar a venda de empréstimo consignado no Senado, instituição chefiada pelo avô.

O principal cabo eleitoral de Adriano é a atual prefeita, Bia Aroso (PSD), que responde a 22 processos na Justiça e já foi afastada quatro vezes, sob acusação de corrupção. "Onde eu estiver, ele vai estar comigo", disse ela. "Tudo o que tem aqui em Paço tem o dedo da família Sarney."

Para comprovar domicílio eleitoral na cidade, requisito para a candidatura, Adriano tem apresentado a conta de luz de um sítio. O blogueiro Cesar Bello disse à Folha que vai ingressar na Justiça para questionar o documento emitido pela Cemar, a companhia energética do Estado governado por Roseana Sarney.

Outras apostas da família são Filuca Mendes (PMDB), afilhado de batismo de Sarney, candidato em Pinheiro. E Souza Neto, casado com uma sobrinha da governadora Roseana, que irá disputar como vice em Santa Inês.

Filuca já conseguiu uma pequena proeza. O PT decidiu apoiá-lo ignorando resolução que impede novas alianças com o DEM, também na chapa de Filuca. Petistas contrários prometem recorrer ao Diretório Nacional.

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