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26 de jul. de 2012


Muito cuidado na hora de escolher  o candidato, eles têm sempre uma forma de enganar os incautos



A Polícia Militar ocupou o Vinhais Velho nesta manhã de quinta-feira, provocando o maior tumulto entre os moradores que resistem a ordem de despejo e lutam para manter preservado um dos maiores sítios ecológicos do Estado.  

A assessoria do deputado Bira do Pindaré (PT) ligou para o blog para informar que o parlamentar já está no local e presenciou a utilização da força policial como meio de intimidação dos moradores contrários a demolição das residências.

Neste momento o clima no local é de confronto e a imprensa está sendo avisada da truculência policial contra os moradores da área por onde a governadora Roseana Sarney quer passar com a Via Expressa.

A governo, mesmo com toda resistência dos comunitários, quer concluir a obra a toque de caixa para servir de bandeira de campanha do candidato Washington Oliveira. A Via Expressa, a exemplo da Avenida Quarto Centenário, é  mais uma obra prometida é não concluída.  

25 de jul. de 2012


Roseana Sarney usa dinheiro público para favorecer aliados
Faz tempo que todas as eleições no Maranhão são decididas e garantidas com recursos públicos distribuídos aos aliados, e para cooptação de adversários. O governo Roseana Sarney tratou de aprofundar essas práticas, usando sempre os recursos públicos através de convênios eleitoreiros celebrados à beira de uma nova eleição.

Apesar de enfrentar um processo de cassação fortíssimo, sob acusação de uso de recursos públicos usados em convênios eleitoreiros, cujo desfecho pode levar à degola de seu mandato, Roseana Sarney não se intimida e fez, agora em junho de 2012, exatamente a mesma coisa de 2010, quando colocou toda a estrutura da Administração estadual para celebrar convênios de toda sorte. É importante tentar eleger o maior número de aliados com os recursos públicos.

Somente no mês de junho 2010, Roseana Sarney fez cerca de mil convênios eleitoreiros, dos quais 670 somente nos três dias que antecederam a convenção que a escolheu candidata, no dia 24 de junho de 2010.

O secretário Hildo Rocha, testemunha de defesa de Roseana Sarney no processo de cassação, disse que a quantidade alta de convênios no mês de junho de 2010, era porque o ano era curto, em função de não ser permitida a celebração de convênios a partir do dia 05 de julho. O mesmo Hildo Rocha, respondendo a pergunta do advogado Rubens Pereira Junior, afirmou que em 2011 as finanças do Estado estavam em ordem, e que o Estado não estaria “quebrado” por causa dos convênios feitos em 2010.

No entanto, como em 2011 não havia eleições, apesar de as finanças do Estado estarem com boa saúde, no mês de junho, por exemplo, não se verificou a “farra de convênios” ocorrida em 2010. Apenas cerca de trinta convênios foram celebrados pela secretaria de cultura para incentivos ao bumba meu boi. Nada de convênios milionários da SINFRA, DEINT, Secretaria de Saúde, etc.

Já no ano de 2012, com eleições municipais à vista, a coisa foi diferente: no mês de junho foram firmados nada menos que 608 convênios, nos mesmos moldes dos convênios de 2010, com os mesmos objetos, as mesmas entidades e valores milionários. Foram liberados cerca de 200 milhões de reais às vésperas de iniciar o período eleitoral.

Há casos de prefeituras que firmaram convênios em 2010 cujo objeto era “conservação de estradas vicinais”, coisa de alguns milhões de reais, e agora, em 2012, firmou idêntico convênio com outros tantos milhões para o mesmíssimo fim. Mais uma vez utilizou-se o período de convenções partidárias para abrir os cofres do Estado e agradar aliados e cooptar adversários à custa de recursos públicos.

Não se sabe até quando os recursos de convênios serão usados de forma criminosa para eleger políticos, pois em todo ano de eleição a coisa se repete. Em 2010, após minucioso trabalho, o procurador-geral do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado, Jairo Cavalcante, encaminhou farta documentação ao Ministério Público do Maranhão para as devidas providencias. Não se tem notícia de alguma medida tomada.

O Ministério Público Federal também recebeu toda documentação, e sequer entrou com alguma ação contra a candidatura de Roseana Sarney.

A soma dos recursos transferidos em 2010 através dos convênios, beira um bilhão de reais. Jamais os municípios sequer prestaram contas desses recursos, prova de que serviram unicamente para alavancar a reeleição de Roseana Sarney. As obras, da mesma forma, muitas nem foram iniciadas.

Não fosse o ex-governador José Reinaldo, através de seus advogados, ingressar com o processo de cassação de Roseana Sarney, todos acreditariam que as eleições de 2010 no Maranhão foram perfeitas e isentas de abuso.

Mas agora Roseana deu mais munição para ser usada contra ela no TSE, provando que os convênios só são firmados em ano de eleição, às vésperas do período eleitoral.

O presidente da Embratur e principal cabo eleitoral da coligação “Muda São Luis”, Flávio Dino (PCdoB), após participar das solenidades para a abertura das Olimpíadas 2012, em Londres, em companhia da presidente Dilma Rousseff e dos ministros do Esporte  e Turismo, Aldo Rebelo e Gastão Vieira, respectivamente, retornou ontem ao Brasil e confirmou que estará presente nas atividades da campanha do candidato Edivaldo Holanda Júnior programadas para o final de semana.

Dino e os líderes da aliança que pretendem derrotar o atual prefeito, implantar na cidade as mudanças que a sociedade exige e preparar o terreno para a oposição concorrer a sucessão governamental de 2014, como acontece todos os finais de semana, vão às ruas para o corpo-a-corpo com o eleitorado. Falta apenas definir o local em que ele, Edivaldo Holanda,  Roberto Rocha e apoiadores da campanha levaram as mensagens de fé e esperança em dias melhores para São Luís.

O jornal O Estado do Maranhão, porta voz oficial da oligarquia Sarney, já não esconde mais a preferência do Palácio dos Leões pela candidatura do ex-prefeito Tadeu Palácio. E quer, de todas as formas, meter na cabeça do eleitor que a sucessão municipal está polarizada entre João Castelo, Tadeu Palácio e Washington Oliveira, esse último empatado na rabeira da pesquisa com Marcos Silva, com irrisório índice de 2,9 por cento da preferência do eleitorado.   

Na ânsia de fazer valer o seu manifesto de desejo, o jornal esquece propositadamente que a campanha hoje em São Luís está sendo polarizada sim, mas entre o prefeito João Castelo e o deputado federal Edivaldo Holanda Júnior. Tadeu Palácio até que deu boa largada, mas foi facilmente ultrapassado pelo candidato da coligação “Muda São Luís”, ao primeiro sinal de que a candidatura tem o carimbo do grupo Sarney.

Edivaldo ocupa hoje o segundo lugar em todas as pesquisas registradas no TRE e o porta voz da oligarquia desconhece o fato, sequer menciona seu nome na página política. Mas como manifesto de desejo não muda preferência do eleitorado Edivaldo continua favorito para disputar o segundo turno com Castelo.

O grupo Sarney quer e expõe publicamente que a sucessão caminhe para uma polarização entre Tadeu e Castelo, pois sabe perfeitamente que Washington não tem a menor chance sequer de ultrapassar a deputada Eliziane Gama, que normalmente aparece em quarto lugar nas sondagens.

Tadeu é o candidato do Sarney e isso está ficando cada dia mais claro. A candidatura de Washington é vista com desdém até pelo jornal do oligarca, pois colocar como polarizador da sucessão um candidato que está em quinto lugar é zombar do próprio candidato ou achar que quem lê jornal é inocente.  

24 de jul. de 2012


Os marqueteiros contratados para vender a imagem do prefeito João Castelo como tocador de obras ainda batem cabeça e tentam encontrar o caminho para livrar o chefe do executivo municipal do mais elevado índice de rejeição já conferido a um líder político com mandato na capital.

Com uma administração caótica e sem planejamento urbano, João Castelo já beira 50 por cento de reprovação, o que o torna presa fácil no segundo turno, principalmente se as pesquisas confirmaram o embate entre ele o jovem candidato Edivaldo Holanda Júnior.

Conforme os dados registrados no Tribunal Regional Eleitoral pelo Instituto Data M, o prefeito lidera o ranking das rejeições com 45,6 por cento. O segundo colocado, Tadeu Palácio, aparece com módicos 13,8, enquanto o principal concorrente de Castelo, Edivaldo Holanda, possui apenas 5,2 por cento.

Os demais candidatos aparecem na seguinte ordem: Haroldo Sabóia 5,2%, Marcos Silva 5,2% Washington Oliveira 5,1% e Eliziane Gama 2,5%.

Ciente do elevado índice de rejeição do candidato, o ex-governador José Reinaldo Tavares, uma espécie de guru político do prefeito, se apressou em dar declarações apostando num improvável segundo turno entre João Castelo e Washington, a única candidatura que ele poderia vencer.    
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