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28 de ago. de 2012

Exigência de Márlon Reis, um dos criadores da Lei da Ficha Limpa, para que candidatos detalhassem suas doações de campanha virou norma definida pelo Tribunal Superior Eleitoral
Um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e um dos criadores da Lei da Ficha Limpa, o juiz eleitoral Marlon Reis provocou uma nova consciência na Justiça eleitoral ao exigir que candidatos em municípios do Maranhão detalhassem em suas respectivas prestações de contas o nome de seus doadores de campanha. Segundo Márlon, um procedimento que, ao acabar com as chamadas doações ocultas, está em consonância com os termos da Lei de Acesso à Informação. Na última sexta-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não só avalizou a medida, como determinou sua execução em todo o território brasileiro, com vistas às eleições municipais de outubro. Tais informações passam a ser obrigatoriamente veiculadas, com efeitos já para as eleições deste ano, no Repositório de Dados Eleitorais do TSE (confira aqui).

Mas o juiz maranhense quer mais – e espera que, para além dos oito juízes eleitorais que também bancaram o fim das doações ocultas, toda a magistratura perceba a importância da transparência nos pleitos eletivos. Márlon quer por fim também à artimanha que consiste nos repasses de grandes somas – por parte de empresas, em conluio com partidos políticos, a título de doação de campanha – para candidatos escolhidos à mão. Na hora da formalização das chapas e coligações, no entanto, o próprio partido passa a constar como doador nos registros do TSE – o fundo partidário, assim, seria a fonte de custeio a justificar a benesse, mascarando a real origem do recurso.

Para Márlon Reis, trata-se de uma brecha na legislação eleitoral usada para manter a relação por vezes promíscua entre empresas e partidos. Deficiência jurídica que, em sua opinião, pode ser minimizada com a aplicação da Lei de Acesso à Informação, além dos ditames constitucionais de publicidade. Na condição de principais doadoras de candidatos diversos, tais corporações por vezes passam, depois de realizado o pleito eleitoral, a cobrar a fatura por meio de projetos e contratos de seu interesse. A quebra de sigilo bancário nesses casos, diz Márlon, resolveria o impasse. E, assim, quem quisesse poderia fazer depois cruzamento de dados para ver se determinado doador se beneficiou de alguma ação parlamentar encomendada, por meio do candidato ajudado.

“Vamos dar outro passo adiante: quebrar o sigilo que vinha sendo obtido por meio de vias transversas, escusas, por meios dos partidos políticos”, disse à reportagem o juiz maranhense, adiantando que, na próxima quinta-feira (30), ajuizará provimento no TSE semelhante ao que ensejou a determinação do detalhamento das contas e dos doares de campanha. Um dos idealizadores do movimento popular que deu origem à Lei da Ficha Limpa (saiba tudo sobre a tramitação da Lei Complementar 135/2010), Márlon disse que o fim das negociatas entre empresas e legendas representa a queda da “última barreira” em termos de transparência eleitoral – a ocultação dos doadores, uma “leitura enviesada do sistema normativo”.

Convicção jurídica

No provimento, mais do que a aplicação de legislação anterior, Márlon diz que vai apresentar uma interpretação da Constituição e da Lei de Acesso para fixar, definitivamente, a cultura da transparência de contas nas eleições. “Não é possível que, à luz da Constituição brasileira, que alberga o princípio da publicidade e da transparência, continue a ser mantido esse tipo de segredo em relação aos eleitores. A grande questão é levantar o tema, porque é muito difícil chegar à conclusão de que a norma jurídica brasileira pode, eventualmente, dar suporte ao segredo, à falta de transparência. Nós estamos na época justamente oposta”, observa o juiz eleitoral, lamentando apenas que, por vezes, a Justiça Eleitoral adote “atos baixados sem expectativa de que sejam seguidos”. “Mas, justamente por ter tanta convicção jurídica, torço para que a Justiça Eleitoral brasileira adote esse padrão.”

Segundo Márlon, seu provimento será ajuizado com base em vários dispositivos da Lei de Acesso à Informação que asseguram o acesso facilitado, por parte dos eleitores, às informações de caráter público. “Há uma norma na lei [de Acesso], se não me engano no artigo oitavo, que dá a todos os cidadãos o direito a ter acesso à informações públicas independentemente de solicitações. É do poder público o dever de passar essas informações, mesmo sem requerimento. A informação simplesmente tem de estar pública, acessível, inclusive por meios facilitados”, arrematou, lembrando que a lei “se aplica a todos os Poderes”. “A Justiça Eleitoral também está submetida a ela.”

No artigo 23 da Lei 9.504/97 (leia a íntegra), o parágrafo 2º diz que “toda doação a candidato específico ou a partido deverá ser feita mediante recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via Internet, em que constem os dados do modelo constante do anexo, dispensada a assinatura do doador”. Além de não detectar o repasse de empresas a partidos, não as considerando como doadoras, a Justiça Eleitoral, diz Márlon, além de falha, permite relações “escusas” que afrontam o interesse público.

27 de ago. de 2012


Nuvem de poeira, ruas sem asfalto e canais entupidos por lixo. Problemas de longas datas no bairro da Areinha, que recebeu, na tarde desta segunda-feira (27), a visita de Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

O candidato ouviu moradores e disse que, em sua administração, a Areinha será contemplada com um projeto de drenagem e pavimentação de ruas, acompanhado da reorganização do serviço de coleta de lixo. “Faremos drenagem e pavimentação das ruas, integradas a ações de impacto no saneamento básico”, afirmou.

A falta de pavimentação nas vias da Areinha é reivindicação antiga da comunidade. Nos últimos anos, a imprensa noticiou manifestações dos moradores indignados com a precária infraestrutura da região.

O candidato afirma que as políticas públicas nos bairros de São Luís devem ser integradas em diferentes áreas da prefeitura, o que implica em constante diálogo das secretarias entre si e destas com o prefeito: “O diálogo será a linha-mestra de nossa administração. Nossos secretários terão de debater periodicamente os pontos em comum de suas pastas para que as ações de cada secretaria tenham impacto direto e emergencial para aqueles que mais precisam”.

Edivaldo e a militância da coligação “Muda São Luís” (PTC-PSB-PCdoB-PDT) fizeram uma caminhada com centenas de pessoas que apoiam a ideia de renovação e mudança no modelo de administração da capital maranhense. Moradores do bairro fizeram manifestação espontânea ao produzir cartazes feitos à mão com o número do candidato e aderiram à caminhada.

Quem vive no bairro visitado na tarde de ontem pelo candidato de oposição a João Castelo (PSDB) e Roseana Sarney (PMDB) reclama do descaso com a conservação dos canais de escoamento de água e com a área da limpeza pública. “Existe muita sucata no meio da rua e os canais estão todos entupidos, o que gera muitos problemas de saúde pra gente”, diz o torneiro mecânico José de Ribamar Araújo.

Já o vendedor Josiel Soares relata que o lixo acumulado dentro dos canais provoca a inundação de muitas casas: “Quando o lixo entope os canais, a água transborda e invade as casas. As nossas coisas muitas vezes são prejudicadas”.

A Areinha é mais um dos bairros visitados por Edivaldo que apresenta deficiências no setor de drenagem. Na última sexta-feira, o candidato esteve no Santa Clara, onde constatou o drama de pessoas que têm suas casas alagadas durante o período chuvoso.

Para a área de infraestrutura, o plano de governo de Edivaldo Holanda Júnior prevê drenagem e asfaltamento nos bairros de São Luís, construção de novas avenidas e sinalização das vias públicas. Com o projeto de integração das ações da prefeitura, a gestão de Edivaldo Holanda Júnior fará com que as ações da prefeitura sejam de aproveitamento permanente da população.

“Com ações integradas e de impacto, não teremos mais o problema de um serviço ser interrompido por outro posterior. Isso se chama planejamento e integração do serviço público,” ressaltou Edivaldo.
Paulo Matos discursa durante encontro com icatuenses

Centenas de icatuenses se reuniram ontem com o candidato a prefeito Paulo Matos (PPS) na cidade de São José de Ribamar. Eram todos icatuenses que moram em São Luís e Ribamar. Estiveram presentes também lideranças sindicais, candidatos a vereador, o candidato a vice-prefeito, vereador Paúba (PV) e o vice-prefeito de Paço do Lumiar e presidente estadual do PHS Raimundo Filho.

Último a falar, Paulo Matos fez um discurso onde mostrou a grave situação de descaso em que se encontra Icatu, com um hospital “sem remédios da cesta básica e sem ambulância”. Matos mostrou que a atual administração não respeita nem o básico, “porque grande parte dos funcionários públicos recebe menos de um salário mínimo”.

- Os garis de Icatu ganham 120 reais por mês! E o salário ainda atrasa!,disse indignado Paulo Matos, sendo aplaudido pelos presentes.

Paulo Matos disse que vai valorizar os funcionários públicos e investir na mão de obra local. “O prefeito diz abertamente que o icatuense é incompetente. Eu digo que é uma mentira, ao icatuense falta oportunidade e cursos de atualização”.

O candidato do PPS afirmou que Icatu precisa de cursos profissionalizantes e reafirmou o compromisso de também criar uma escola de tempo integral. “Já chega de o icatuense ter de mudar de cidade para conseguir algo na vida”, disse. “Precisamos correr atrás do tempo perdido, e só quem pode auxiliar o icatuense nessa caminhada é o poder público”.

Paulo Matos citou as carências de vários povoados e foi muito aplaudido ao apresentar soluções para superar os problemas. “Vou acabar com o isolamento dos povoados de Icatu, mudando a situação das estradas.”

Ao final, Paulo Matos afirmou que o icatuense, hoje envergonhado de dizer onde nasceu, terá orgulho de falar de sua cidade. “A partir de janeiro de 2013 nós não teremos mais vergonha de dizer onde nascemos. Os municípios vizinhos mudaram e nós mostraremos que também podemos mudar”.

Após os discursos, Paulo Matos disse estar emocionado com tanta gente presente num domingo à tarde. “No domingo as famílias procuram se divertir, vão à praia, tomam um chope ou vão assistir a um jogo de futebol, como hoje, que tinha vários clássicos no Brasileirão. Ou vão à igreja. A presença de todas essas pessoas só mostra que está na hora de mudanças e isso me compromete ainda mais com a população de Icatu”.


A Embratur abriu hoje (27) um edital de chamamento público para seleção de projetos de turismo elaborados por municípios brasileiros. A iniciativa vai disponibilizar R$ 5 milhões para auxiliar os municípios a promoverem seus atrativos turísticos no exterior. No Maranhão, São Luís e Barreirinhas fazem parte dessas cidades, que incluem apenas 65 municípios de todo o Brasil.

“O governo da presidenta Dilma defende que os ganhos de divisas com o turismo internacional, que este ano já chegaram à casa dos US$ 4 bilhões, devem ser descentralizadas por todo o país”, defende o presidente da Embratur, Flávio Dino.
Municípios de todo o país que podem pleitear o apoio precisam estar no grupo dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional, classificação adotada em 2006 pela Política Nacional do Turismo. Após a classificação dos projetos, a Embratur vai realizar procedimentos internos necessários para a formalização de convênios, conforme legislação vigente.

Os recursos serão liberados a órgãos ou entidades municipais definidas por lei, que tenham em seus estatutos ou regimentos o turismo como objetivo final. As ações que podem ser contempladas pelo convênio são eventos, viagens de familiarização, viagens de imprensa, produção de material promocional e campanhas publicitárias.

O período para o cadastramento e envio de proposta para análise vai do dia 27 de agosto até 17 de setembro. A segunda fase do processo, que é a habilitação das propostas, será realizada de 18 de setembro a 23 de outubro.

Mais um de licença

O deputado Antonio Pereira deverá está encaminhando ainda esta semana à Mesa Diretora da  Casa pedido de licença para tratar de assuntos eleitorais na região tocantina, mais precisamente em Açailândia onde desenvolve atividade política.

Em seu lugar assume o suplente Sérgio Vieira, político do município e atual candidato a vice-prefeito na chapa da candidata Glayde Santos, cujo nome consta na relação do TSE como sendo Ficha Suja.

Conforme fontes ligadas ao parlamentar, caso Glayde tenha seu registro negado pelo TSE, Sérgio Vieira será o representante do grupo na sucessão de Açailândia. Sua posse na Assembleia servirá para fortalecê-lo politicamente.  

Pouso clandestino

Ao reclamar na tarde de hoje (27) da falta de estrutura para fomentar o turismo no município de Barreirinhas, o deputado Hélio Soares fez uma grave denúncia.

Segundo o parlamentar, aviões de pequeno porte estariam pousando clandestinamente no aeroporto e levantando voo sem autorização das autoridades competentes.

O parlamentar revelou que a grande maioria dos pilotos multado não respeita a proibição e vai recorrer das punições. Soares alertou que a pista foi construída de forma errada e por este motivo as aeronaves estão proibidas de utilizá-la.  

Capítulo final

O líder do Bloquinho, Eduardo Braide, com ar de satisfação, anunciou nesta segunda-feira (27) o final da novela em torno da conclusão da reforma do Aeroporto Marechal da Cunha Machado, entregue ontem à população.

Para o deputado, o Legislativo teve um papel fundamental no sentido de informar a sociedade e cobrar da Infraero a conclusão da obra. Ele anunciou ainda que após a execução de dois projetos complementares, o aeroporto terá capacidade para atender 3,5 milhões de usuário por ano.

Adiamento

Atendendo solicitação da Caema, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa adiou de amanhã (28) para quinta-feira (31) a visita que fará às Estações de Tratamento de Esgoto do Jaracaty e Aterro do Bacanga.

A Comissão quer saber da estatal porque as estações, construídas ainda no governo de José Reinaldo Tavares, não funcionam com toda a sua capacidade. Os deputados responsáveis por fiscalizar o meio ambiente querem entender ainda quantos por cento do esgoto continua sendo jogado in natura no mar.

Sem comunicação

Após visitar a zona rural de Fernando Falcão, Tatá Milhomem voltou revoltado com o descaso da operadora de orelhões que serve aos povoados do município. Segundo o deputado, por falta de manutenção, os aparelhos da Embratel estão todos mudos.

Tatá disse ainda que, por estarem isolados e sem comunicação, pessoas já morreram porque não tem como chamar assistência médica. Ele informou que denunciou a negligência da empresa à Anatel.

Fogo amigo   

Os deputado Tatá Milhomem e Hélio Soares trocaram farpas na tarde de ontem por conta da falta de estrutura no aeroporto em Barreirinhas para fomentar o turismo.
Hélio reclamava da autorização concedida pela Secretaria de Meio Ambiente para a construção da pista e 

Milhomem o alertou que “a Sema não constrói nada”. Sem perder o embalo, Soares replicou: “A Sema, de fato, não constrói, só destrói”.




A edição desta segunda-feira (27) do jornal O Estado do Maranhão apresenta uma Nota encaminhada pela secretaria de Educação de São Luís (SEMED), afirmando que as três escolas em tempo integral, citadas pelo prefeito João Castelo (PSDB) e candidato a reeleição, só irão funcionar nesse sistema a partir de 2013.

O Blog abordou o assunto no post “O desinformado João Castelo…”, pois na oportunidade achou muito estranho a mudança repentina de João Castelo para uma mesma pergunta. Quando entrevistado na Rádio Mirante AM, sobre a escola em tempo integral, Castelo disse: “É um modelo interessante, mas primeiro precisamos analisar se a prefeitura tem condições de bancar isso, acho que não. Não irei enganar a população”.

Uma semana depois em entrevista a TV Mirante, Castelo mudou da “água para o vinho” e disse: “Estamos fazendo experiência com o modelo de tempo integral e já temos três escolas em tempo integral. Para o ano que vem vamos colocar as creches em tempo integral”.

No entanto, a Nota da SEMED desmente João Castelo, pois segundo a própria secretaria de Educação de São Luís, as escolas de tempo integral citadas por Castelo estão inseridas no Programa Mais Educação, do Governo Federal, mas ressalta que esse será um projeto piloto para o próximo semestre, ou seja, 2013.
Sendo assim, fica a pergunta: João Castelo mentiu ou está desinformado? De qualquer modo, qualquer uma das características acima não combina com um bom gestor.

A coluna “Painel”, da Folha de São Paulo, publica hoje uma informação que está deixando os simpatizantes e adeptos da candidatura do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), à presidência do Senado bastantes preocupado com o futuro político do ex-governador do Maranhão.

Apontado como provável substituto de Sarney na presidência do Senado, segundo a Folha, Lobão está perdendo a disputa interna no PMDB para o senador Renan Calheiros, aquele catapultado da presidência da Casa após denúncias de que uma empreiteira pagava a pensão de um filho seu fora do casamento.

Conforme a coluna, a presidente Dilma Rousseff não estaria disposta a comprar briga com o partido para colocar Lobão na presidência do Senado. Abaixo publico as duas informações publicadas nesta segunda-feira (27) pelo matutino paulista.

Caiu a ficha Com apoio interno do PMDB pendendo para Renan Calheiros (AL), o Planalto já avalia que comprar briga com o partido para instalar o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) na presidência do Senado será uma "batalha perdida".

Inimigo real Interlocutores do governo alegam, nos bastidores, que o PMDB não criou tantos problemas para o PT e que o foco da articulação política de Dilma será pacificar as alas da sigla.
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