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3 de set. de 2012



Edivaldo continua crescendo na preferência do eleitorado
O prefeito João Castelo não suportou o golpe e mandou seu "parceiro" amilhado na blogosfera soltar um comentário furioso contra o crescimento cristalino de Edivaldo Holanda Júnior nas pesquisas de opinião pública, chegando ao absurdo de inventar que assesores de Holanda ficaram incrédulo com o resultado da sondagem apresentado pelo instituto "Data M".

Ao contrário do que inventou o blogueiro, o comitê de Edivaldo recebeu com entusiásmo, mas sem entrar em clima de oba, oba. O parceiro de Castelo é tão desinformado que só ele não tomou conhecimento que o levantamento da Econométrica para consumo interno, conforme comentavam parlamentares aliados ao governo na tarde de hoje (03), é semelhante aos números do “Data M”.

O desespero do blogueiro em sair em defesa do seu segundo patrão (ou será terceiro, quarto...) tem um único motivo: enquanto Edivaldo cresce de forma progressiva, Castelo não consegue sair da casa dos 32 por cento. Ele inclusive já chegou a insinuar que o prefeito seria reeleito no primeiro turno.

Os resultados das pesquisas que foram feitas para consumo interno dos candidatos e cujo os resultados vazaram para os comitês de campanha não deixam a menor dúvida que o crescimento de Edivaldo é real, assim como é real o crescimento de Washington Oliveira que saiu dos 5% e chegou a 8%, empatando tecnicamente com Tadeu Palácio, que perde terreno a cada sondagem.   


Fora do páreo

Por cinco votos contra um, o Tribunal Regional Eleitoral manteve o indeferimento da candidatura do deputado federal José Vieira a prefeito de Bacabal, devendo o mesmo ser substituído por outro nome do seu grupo.

Representantes do deputado anunciaram logo após o julgamento do recurso que irão recorrer da decisão ao Tribunal Superior, mas nos bastidores da sucessão do município, todos acreditam que Vieira está fora do pleito.

Prudência

A candidata Elziane Gama adverte que os números apresentados pelos institutos de pesquisas nem sempre estão de acordo com a preferência do eleitorado. A parlamentar citou vários exemplo para afirmar que prefere ver o resultado da urna no dia da eleição.

Em pronunciamento na tribuna, ela citou como exemplo o caso do deputado Bira do Pindaré nas eleições de 2006, quando disputou a eleição para o Senado e os institutos lhe atribuíam inicialmente 1%, posteriormente chegou a 8% e ele fechou a campanha com 22% dos votos.

“Há pesquisa e pesquisa, posso citar ainda o caso da Marina Silva que variava sempre entre 8 e 13 por cento e fechou a eleição presidencial com 20 por cento dos votos válidos. O resultado de fato é no dia da eleição”, acredita Eliziane.

Metralhadora

A metralhadora do candidato Marcos Silva disparou em todas as direções no horário da propaganda eleitoral. Foi crítica prá cima de todos os concorrentes que estão acima dele nas pesquisas de opinião pública, só livrou Haroldo Sabóia e Ednaldo Neves porque estão na rabeira.

Silva partiu com gosto de gás mesmo foi prá cima do candidato Washington Oliveira. Segundo o representante do PSTU, “a governadora Roseana Sarney não tem moral para pedir votos para W O porque quando assumiu o governo mandou suspender as construções dos viadutos do Calhau e da Forquilha”.

A vida como ela é

A deputada Eliziane Gama documentou e apresentou no horário da propaganda eleitoral a situação de dificuldades dos usuários de transporte coletivo.

Gama, conforme o material apresentado, levou quase duas horas para se deslocar do Terminal do São 
Cristovão para o centro da cidade.

A candidata informou que optou pelo trajeto porque passou boa parte de sua vida se deslocando de ônibus do bairro para o centro da São Luís.

O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) subiu a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, na tarde desta segunda-feira (03), para registrar a situação da criminalidade que apavora cada vez mais os moradores de São Luís - MA.
Segundo o deputado, 15 dias atrás, um ladrão tentou entrar em sua casa e não conseguiu porque acabou pisando errado em uma telha, provocando um barulho, e fazendo com que todos acordassem.

“Moro no Vinhais, um bairro popular e tradicional aqui da cidade, e em 15 dias primeiro tentaram invadir a minha casa, um ladrão tentou roubar a minha casa, a minha residência. O ladrão entrou pela frente da casa, só não conseguiu invadir a casa porque pisou em falso na telha, a telha fez barulho e todo mundo acordou na casa e ele foi embora. Registrei com a minha esposa uma ocorrência da tentativa de assalto que, por sorte, só não aconteceu, porque o ladrão pisou em falso na telha, a telha caiu no chão na garagem, todo mundo acordou e o ladrão fugiu, correu com medo na hora que ligaram as luzes e foi embora. Era de madrugada entre 4 e 5 horas da manhã. Não temos mais tranquilidade”, relatou ele.
Conforme Bira, dias depois uma vizinha, que estava acompanhada do filho, foi atacada pelos bandidos quando terminava de estacionar o carro. Na última sexta-feira (31), a onda de assalto continuou.

“Sexta - feira mais uma ocorrência, tudo na mesma rua, na mesma quadra e no mesmo bairro e aí uma equipe e já era quadrilha invadiram a casa de uma vizinha nossa. E fizeram gato e sapato dela, do filho, da empregada e de um pedreiro que trabalhava naquele momento na residência dela, ou seja, nós não temos mais segurança alguma. E eu fico me perguntando o que está sendo feito? O que estão fazendo? Roubaram até objetos da delegacia de Pirapemas, estou recebendo agora aqui a comunicação, quer dizer, nem a delegacia tem mais proteção! Então, eu me pergunto o que está sendo feito pela Segurança Pública do Estado do Maranhão?”, questionou o petista.

Bira solicitou que a Governadora do Estado e o Secretário de Segurança do Estado, preocupassem-se mais com a situação da criminalidade no Maranhão, pois, segundo o deputado, nem as delegacias podem gozar de tranquilidade. Pediu, ainda, que tornassem publicas as estatísticas de violência no Estado.

“Fui ao site da Secretaria de Segurança do Estado, fui tentar obter informações sobre as estatísticas da criminalidade, aqui em São Luís do Maranhão. Nada encontrei. Ou seja, o cidadão não tem sequer informação de quais são as regiões e localidades mais perigosas na cidade, onde o volume de ocorrência é maior. Qualquer Estado decente deste país tem as estatísticas criminais recentes, atualizadas, à disposição da população para que a população possa se precaver, para que a população possa reagir e que o próprio Estado possa se organizar, mas o Maranhão não tem!”, protestou Pindaré.

O deputado Bira protocolou uma indicação requerendo que a Secretaria de Segurança disponibilize as ocorrências policiais, a fim de permitir que a população se proteja, uma vez que o Governo do Estado não assegura isso. O parlamentar finalizou o discurso pedindo que a Governadora e o Secretário façam os investimentos necessários, que na medida do possível o monitoramento não se limite as grandes avenidas.

“A gente sabe que para ladrão não tem muro, mas se tivermos os cuidados necessários, a gente inibirá, e muito, a prática das ocorrências que vêm assustando a nossa população e tirando a paz e o sossego dos cidadãos de bem aqui de São Luís e de todo o Estado do Maranhão” concluiu ele.

Convite:

O deputado Bira convidou os parlamentares, a imprensa e as autoridades para a vistoria, que acontecerá amanhã (04), às duas estações ecológicas de tratamento de esgoto de São Luís do Maranhão. A vistoria será conjugada entre a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Meio Ambiente.
Os desembargadores das Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) julgaram improcedente a ação rescisória ajuizada pelo ex-comandante geral da Polícia Militar do Estado, Francisco Mariotti, condenado por atos de improbidade administrativa, praticados no período de dezembro de 1991 a maio de 1995, quando exercia o cargo.

A relatora, desembargadora Anildes Cruz, não atendeu à pretensão do autor da ação em rescindir acórdão de outro órgão colegiado do TJMA. Em julgamento anterior de recurso de apelação, a 2ª Câmara Cível manteve sentença do então juiz auxiliar Gervásio Protásio dos Santos, de maio de 2003.

À época, o magistrado da Justiça de 1º grau condenou Mariotti ao ressarcimento integral dos danos causados ao erário – designando que o valor fosse apurado em liquidação de sentença – e suspendeu os direitos políticos do coronel pelo prazo de cinco anos, mesmo período em que o proibiu de contratar com o poder público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou de crédito. Também estabeleceu multa de igual valor ao dano apurado.

O que motivou a sentença do juiz foi uma ação civil pública de reparação de danos movida pelo Ministério Público estadual, baseada em investigação de CPI constituída pela Assembleia Legislativa para apurar supostas irregularidades no comando da PM do Maranhão.

O requerimento sobre o tema apontou atos considerados de improbidade administrativa, como superfaturamento de preços, compra de animais doentes para o plantel da PMMA, aquisição de ração de baixa qualidade, pagamento de bens e serviços sem emissão de faturas, custeio de curso a terceiros sem previsão orçamentária e licitação prévias, desvio de recursos destinados ao Fundo de Saúde da corporação para compra de materiais da cavalaria, dentre outras irregularidades.

Defesa– Em suas alegações, o ex-comandante sustentou que fora condenado com base apenas em inquérito parlamentar, em ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Argumentou que o acórdão violou normas da Constituição Federal, ao apreciar contas já aprovadas anteriormente pelo Tribunal de Contas (TCE), e cometeu erro de fato, por considerar que lhe foi concedido a oportunidade de manifestar-se. Disse não ter sido demonstrada com provas a ocorrência de prejuízo ao erário.

No mérito, a relatora frisou que a simples alegação de injustiça da sentença e/ou má apreciação de provas não autorizaram a utilização da ação rescisória. Ressaltou que, apesar de possuir competência para julgar despesas dos administradores públicos, o TCE não exerce função jurisdicional, com possibilidade de revisão pelo Poder Judiciário.

Anildes Cruz enfatizou que a suposta afirmação de que foram denunciadas condutas não investigadas pela CPI foi feita de forma genérica, não individualizada, ônus que cabia ao autor da ação. Considerou inconsistente a alegação de que ele não teve direito de se defender, já que Mariotti prestou depoimento em 25 de maio de 1995, ocasião em que teve oportunidade de manifestar-se sobre as acusações.

A desembargadora concluiu que não houve erro de fato e o autor pretendeu reabrir discussão acerca de matéria amplamente discutida, o que é vedado por via de ação rescisória. Julgou improcedente a ação, mesma posição tomada pela revisora, desembargadora Nelma Sarney, e pelos demais magistrados presentes, exceto o desembargador Marcelo Carvalho Silva, que se deu por impedido, pelo fato de ter atuado algumas vezes como juiz na ação de primeira instância.





O vice-governador Washington Luís Oliveira (PT) está redondamente enganado ao acreditar que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e a atual presidente Dilma Rousseff são capazes de assegurar eleição de candidatos do PT. A imagem dos dois expoentes petistas em cartazes de candidatos a prefeito pelo país a fora já não é garantia de sucesso nas urnas.  

O exemplo mais claro para esta afirmativa vem do Recife, onde o candidato Humberto Costa (PT), ex-ministro de Lula e que estava disparado nas pesquisas de intenção de votos, acaba de ser ultrapassado por Geraldo Júlio (PSB), que recebe o apoio do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).    

Pesquisa Ibope para a prefeitura de Recife , divulgada nesta segunda-feira, mostra a liderança do candidato Geraldo Julio (PSB), com 33% das intenções de voto, superando a candidatura petista de Humberto Costa, que apresenta 25% da preferência dos eleitores da capital pernambucana. É a primeira vez que o socialista aparece como líder na disputa pela prefeitura local. No primeiro levantamento realizado pelo instituto, em julho, Geraldo Julio tinha 5% das intenções.

O Ibope ouviu 805 pessoas na cidade do Recife nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de Pernambuco tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), sob o número 00094/ 2012.

A candidatura de Washington não empolga a direção do partido. Em entrevista neste domingo (2) ao jornal Estadão (SP), o presidente nacional do PT, Rui Falção, ao tarar sobre as possibilidades do partido na sucessão municipal 2012, não mencionou sequer a possibilidade de crescimento do candidato da sigla a prefeito de São Luís, Washington Luís Oliveira.

“Temos mais chance nas cidades médias e pequenas. Nas cidades grandes estamos para avaliar o impacto da campanha televisiva. Porque no retrato de hoje só estamos liderando no Recife. E temos expectativa de crescer bastante em Salvador”, disse Rui Falcão.

No início de agosto Falcão esteve em São Luís e confidenciou a alguns militantes que somente teria vindo porque o candidato foi chorar em São Paulo que estava abandonado e ameaçou largar a candidatura. 
Para Marlon Reis, "TSE cometeu erro gravissimo"

Ao Congresso em Foco, Márlon Reis, um dos criadores da lei, critica decisão do tribunal que exige configuração da vontade em prejudicar o erário para barrar candidatos com contas irregulares
Uma recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) põe em risco a aplicação da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) para casos de reprovação de contas de políticos e gestores públicos. Na avaliação do coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz eleitoral Márlon Reis, esse é o dispositivo de maior eficácia das novas regras de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa. E a decisão do TSE o coloca seriamente em risco.

Na quinta-feira (30), os ministros do TSE, por unanimidade, aceitaram recurso do candidato a vereador em Foz do Iguaçu (PR) Valdir de Souza (PMDB). Ele foi inicialmente barrado pela Justiça Eleitoral, já que teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) quando presidiu o Conselho Municipal de Esportes e Recreação da cidade.

Na visão dos ministros, ele não poderia ter sido barrado, pois o acórdão do TCE-PR não determinou devolução de recursos ao erário nem multa como punição. Também não fez menção a prejuízos à Administração Pública em decorrência dos empenhos sem dotação orçamentária. A candidatura do peemedebista foi contestada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Com base na alínea G da Lei da Ficha Limpa, o registro dele foi impugnado e, depois, rejeitado. O trecho da norma diz que ficam inelegíveis por oito anos aqueles que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configurem ato doloso de improbidade administrativa. Para o TSE, o caso de Valdir de Souza não se encaixava no disposto na lei, pelo fato de o TCE não ter lhe imposto punição. Para os ministros do TSE, isso demonstraria não ter havido uma intenção dolosa, de realmente prejudicar o erário.

Erro gravíssimo

Para o coordenador do MCCE, Márlon Reis, o TSE cometeu um “erro gravíssimo”. Na visão dele, que é juiz eleitoral no Maranhão, a corte superior está fazendo uma leitura equivocada do que é dolo em matéria eleitoral, confundindo com matéria penal. “Quando o administrador deixa de praticar uma licitação, ele não é negligente, ele pratica uma omissão dolosa. São lições absolutamente primárias de direito eleitoral que o TSE está ignorando”, analisou ao Congresso em Foco.

Para Márlon, a prevalecer a decisão do TSE, boa parte das candidaturas que seriam impugnadas sobreviverão, diminuindo enormemente a eficácia da lei. Por causa disso, o MCCE marcou uma reunião emergencial em Brasília para discutir o assunto para a próxima quarta-feira (5). O coletivo de entidades espera que a posição seja revertida por atitude do próprio TSE após “diálogo com a sociedade”. “O TSE teve muitas vezes que amadurecer esse entendimento, o que é normal nos tribunais. Nós esperamos que, a partir de um diálogo com a sociedade, que o próprio TSE reveja esse entendimento”, disse Reis.

No entanto, caso a corte não reveja o entendimento – o que neste momento parece improvável por ter sido uma decisão unânime – é preciso provocar os ministros judicialmente. Ou seja, o Ministério Público Eleitoral precisa apresentar um recurso contra a postura de quinta-feira. Para Márlon, existe a possibilidade de o caso até parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Função constitucional
Segundo Márlon, o erro do TSE está na origem. O ministro relator do caso, Arnaldo Versiani, afirmou que não era possível ter uma conclusão sobre a improbidade administrativa porque o acórdão não deixava claro se houve prejuízo ao erário nem se teve intenção. Também não determinou punições para o peemedebista, que tenta a reeleição para o quarto mandato como vereador.
O problema, para Márlon, é que, ao contrário do entendimento do TSE, não é exatamente função dos tribunais de contas definir penas desse tipo. Os tribunais de contas, apesar do nome, não são vinculados ao poder Judiciário, e sim ao Legislativo. Eles existem para fazer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial das entidades da administração direta e indireta dos municípios, estados e União. Em resumo, acompanhar os gastos de dinheiro público pelos governantes e gestores.
Assim, no entender do coordenador do MCCE, eles não possuem a prerrogativa constitucional de tratar de dolo. São órgãos técnicos que em seus pareceres dirão se houve ou não desrespeito às leis. No caso em questão, Reis opinou que foi reconhecido que o secretário autorizou pagamento além da lei orçamentária em plena época da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Como entender que não houve prejuízo só porque o TCE não usou essa frase especificamente? Houve desrespeito às leis orçamentárias”, afirmou o juiz eleitoral. Para ele, não se pode exigir das cortes de contas que se emita juízo sobre o dolo. E é preciso fazer uma distinção do que é intenção em direito eleitoral e o criminal. “Aqui falamos de direito político, não individual.”
Não houve desfalque
O presidente do Instituto de Direito Político, Eleitoral e Administrativo, Alberto Rollo, discorda. Para o advogado, se o político for condenado por uma corte de contas por não ter aplicado a LRF e deixou dívidas, não está configurada a improbidade administrativa de forma que a Lei da Ficha Limpa estabelece. “Ato doloso é aquele que provoca desfalque no erário”, disse ao site Consultor Jurídico.
Em um ponto, porém, Reis e Rollo concordam. A postura do TSE, sendo replicada pelas cortes eleitorais locais, representa uma grande mudança na jurisprudência eleitoral. Para o coordenador do MCCE, todos os que tiverem contas rejeitadas escaparão da inelegibilidade. O advogado eleitoral entende da mesma forma. “Em São Paulo, todo mundo que tem problema nas contas tem sido condenado à inelegibilidade. Com essa nova decisão do TSE, fica bem definido que ato doloso implica prejuízo”, afirmou
O segundo dia da Jornada 36, aberta no último sábado por Edivaldo Holanda Júnior (PTC), continuou a intensificação da campanha de rua. No domingo, Edivaldo, o vice Roberto Rocha (PSB) e o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), fizeram uma carreata por dentro dos bairros, seguindo do São Bernardo ao São Raimundo.

A caravana de milhares de carros que tomou conta das ruas próximas à avenida Guajajaras passou por dezenas de bairros. “Estamos chegando à reta final da campanha e a população está dizendo que vai mudar São Luís. É isso que vejo por onde passo,” avaliou o candidato a prefeito. A Jornada 36 é uma ação promovida por Edivaldo para intensificar a campanha nos últimos 36 dias de campanha em primeiro turno.

Na carreata que percorreu centenas de ruas, Edivaldo conversou com a população e mostrou-se preocupado com a situação de abandono em que muitos bairros de São Luís se encontram. “Asfaltamento é só um dos problemas. Faltam escolas, faltam praças, saneamento básico, limpeza pública. São Luís precisa ser cuidada com atenção e com urgência,” afirmou.

Em mais um final de semana em São Luís para apoiar Edivaldo Holanda Júnior, Flávio Dino disse estar convicto da vitória nas urnas. “A cada fim de semana em que caminhamos por São Luís, percebo que Edivaldo tem respeito autêntico pelas pessoas. A população reconhece esse respeito,” demonstrou Flávio.

Dia 36

No último sábado (1º), Edivaldo promoveu o Dia 36, em alusão aos 36 dias que antecedem as eleições. Foram realizadas 236 atividades por toda a São Luís e, para finalizar, Edivaldo fez caminhada e carreata pelo Vinhais. No final da tarde, Edivaldo caminhou pelo bairro do Vinhais, levando milhares de pessoas pelas ruas do bairro.

“Tivemos um dia de uma extensa agenda de aproximação com mais pessoas, com exposição das nossas propostas no maior alcance possível, chamando mais e mais pessoas para fazer uma grande corrente em torno da mudança de São Luís e da renovação política,” disse Edivaldo.

O bairro recebeu o candidato da mudança e vereadores da coligação “Muda São Luís”. Edivaldo disse que em sua administração não apenas as principais avenidas, mas todos os bairros da capital maranhense receberão asfaltamento. “Nós daremos toda atenção para a infraestrutura, iremos asfaltar os bairros de São Luís e dar a essas pessoas a oportunidade de usufruir das praças como ponto de lazer e promoção de saúde ”, disse.

Depois da caminhada, uma carreata noturna pelo bairros adjacentes marcou o encerramento da agenda do candidato. “Quero muito que ele seja eleito para poder finalmente os jovens terem emprego nessa cidade”, declarou Alexssandra Teixeira, 29 anos.

A recuperação de vias e espaços públicos também [e uma preocupação do candidato. Para Edivaldo, cuidar bem da cidade em todos os aspectos do bem público é uma prioridade. “Não voto aqui em São Luís, mas sou comerciante há 15 anos e gostaria muito de ver a praça melhor para todos. Muitos já prometeram isso, quero que algum realmente faça!” disse Antonio Andrade, 58 anos.

Para o funcionário público, Edivaldo também representa a expectativa de melhorias das condições de salário e de trabalho. “Voto nele (Edivaldo Holanda Júnior). Sou professora e acredito que ele vai tratar melhor os professores, dar a nós a oportunidade de ter uma formação continuada e salário em dia e mais digno”, disse uma professora que preferiu não se identificar.

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