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2 de jan. de 2013



Castelo só ficou de olhos bem abertos para individar a cidade
O novo prefeito Edivaldo Holanda Júnior assumiu o comando da capital do Estado prometendo medidas duras contra o desperdício, buscar novas fontes de renda para tirar a cidade da crise financeira herdada da administração passada e recuperar sua capacidade de investimento em setores essenciais.

O desafio é grande, pois a situação financeira da cidade é das piores. São Luís, segundo Edivaldo Júnior denunciou no discurso de posse, “está em estado de abandono”.

A insensibilidade, associada à falta de responsabilidade do ex-prefeito João Castelo (PSDB), deixaram fora da sala de aula nada menos que 130 mil estudantes, o que só confirma o desprezo do ex-governante com a juventude.

O estrago maior de João Castelo, no entanto, ocorreu com as finanças do município. Quando ele assumiu a prefeitura em janeiro de 2009, São Luís possuía uma dívida da ordem de R$ 60 milhões, mas quando entregou para o sucessor em primeiro de janeiro de 2012, esta dívida com fornecedores tinha subido para R$ 500 milhões.

Diante do rombo deixado pelo irresponsável João Castelo, o novo prefeito disse em seu discurso de posse: “o que está ficando de dívida equivale a praticamente um ano de arrecadação de todos os impostos recolhidos pelo município. Isto tudo, traduzido no atraso generalizado do pagamento de fornecedores, prestadores de serviços e alugueis”, condenou.

O cenário é de terra arrasada, conforme define Edivaldo Holanda, mas o compromisso do prefeito é mudar e transformar a situação caótica, desenvolvendo uma administração moderna, transparente e eficiente.

Embora o antecessor tenha se esmerado em transformar a cidade de São Luís, patrimônio da humanidade, num amontado de lixo, onde nada funciona, principalmente em setores essenciais, como Saúde e Educação, Edivaldo acredita e vai trabalhar para recuperar a capital da ação predatória da tropa expulsa da prefeitura pela população. 

A maior prova de falta de compromisso e sensibilidade do ex-prefeito, no entanto, foi encerrar o mandato sem pagar o salário dos servidores. Apenas duas outras administrações haviam enfrentado esta situação: Gardênia Castelo (sua esposa) e Conceição Andrade, consideradas as duas piores administrações da cidade, desde que São Luís voltou a eleger seu prefeito. Castelo, portanto, também passa a fazer parte da galeria dos piores que passaram pela prefeitura.



Ricardo Galhardo 


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, verbalizou ontem (1º) uma tese que vem se difundindo no partido desde a condenação pelo Supremo Tribunal Federal de líderes históricos petistas no julgamento do mensalão: a principal oposição ao PT hoje não está nos partidos políticos mas em setores do empresariado refratários ideologicamente aos governo petistas.


Segundo Falcão, além dessa oposição extrapartidária existe preocupação quanto à atuação do Judiciário que, conforme ele, tenta se sobrepor à soberania popular.


O presidente do PT anunciou que o partido fará em 2013 uma reformulação programática à luz dos 10 anos no governo federal. O foro será o 5º Congresso Nacional do PT, ainda sem data definida, onde também será feito um balanço dos erros e acertos do partido.


De acordo com Falcão, um dos principais erros do PT foi não ter identificado de pronto a oposição extrapartidária.


“Um dos erros talvez foi não localizar imediatamente quem são nossos principais adversários”, disse ele. “Há uma oposição extrapartidária localizada em grandes grupos econômicos que não se conformaram até hoje com as transformações que o país vem sofrendo e não querem abdicar de seus privilégios. Não quero nominar os grupos mas eles são fortes, muito fortes, estão presentes na nossa sociedade diariamente, fazem opinião”, completou o dirigente petista.


Questionado se entre estes grupos estão as grandes empresas de mídia, Rui desconversou. “Para a imprensa o que nós queremos é mais liberdade de expressão”.


Falcão não elencou setores do Judiciário entre os adversários do PT mas disse enxergar um perigo na forma como os magistrados tem interferido em assuntos políticos. “Há um perigo muito grande de o Judiciário procurar assumir funções que não lhe competem e inclusive tentar se sobrepor à soberania que é do povo e não de algum dos três poderes”, disse ele.


O presidente do PT também fez um mea culpa em relação às práticas que levaram o partido a se tornar o centro do escândalo do mensalão.


“Eventualmente temos enveredado por práticas que são correntes em outros partidos mas que o PT não deveria ter enveredado”, afirmou.


Para evitar novos escândalos vinculados ao caixa dois eleitoral, Falcão disse que o PT fará em 2013 uma grande campanha pela reforma política, com a possibilidade de coletar assinaturas para um projeto de iniciativa popular, cujo foco será o financiamento público de campanhas.

1 de jan. de 2013


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal,
Exmos. Senhores Vereadores,
Imprensa,
Ilustres convidados,
Queridos familiares,
Senhoras e senhores:

Assumo neste momento a responsabilidade maior, concedida por este bravo povo, de governar São Luís. Este é um privilégio delegado a poucos e por isto me sinto grandemente honrado e agradecido a Deus e a todos.

A esperança que veio das ruas me encheu de fé no futuro desta cidade.

São Luís é brava e valente e resistiu aos ataques predadores deste governo que acaba de findar.

É hora de reconstruí-la com muito carinho e muito amor.

Convoco a partir de agora minha equipe de governo para colocar em ordem a cidade. A tarefa não é fácil. Os desafios são muitos. É meu dever informar a situação precária na qual São Luís se encontra. A cidade está em estado de abandono. Na educação 130 mil alunos ficaram fora da sala de aula. Foram meses de insensibilidade absoluta do Governo findo em relação às crianças. Elas levarão para sempre, em seus currículos, a marca da incompetência de uma administração que não se preocupou nem com elas, nem com a vida, nem com o cidadão.

O transporte público está em situação de colapso. A frota de ônibus é antiga e precária, com linhas mal dimensionadas e onerosas, deixando usuários insatisfeitos.

Na saúde, o serviço do Samu foi praticamente paralisado, havendo 15 ambulâncias paradas por falta de manutenção e de combustível e funcionários em greve por condições mínimas de trabalho. Existem quatro ambulâncias novas doadas pelo Ministério da Saúde, que aguardam há meses para serem enviadas para São Luís, porque a Prefeitura não pagou a transportadora que realiza o frete.

Os Socorrões estão em situação de calamidade pública. As filas de cirurgia aumentaram significativamente nos últimos meses. Faltam medicamentos e materiais hospitalares. Os médicos, prestadores de serviços, estão com mais de três meses de salários atrasados e muitos abandonaram o plantão.

Foi necessária a intervenção providencial do Estado, para que centenas de pessoas não viessem a óbito nessas unidades de saúde. Aqui me dirijo à senhora governadora para dizer que ações importantes como esta na área da saúde serão bem vindas em outras áreas sensíveis e carentes da nossa Administração. Relação institucional entre o Município, Estado e União é condição sine qua non para sairmos da situação de calamidade que nos encontramos. Da minha parte não haverá barreira política para esta relação. O povo é maior do que nossas diferenças. E espera de nós um melhor entendimento em favor dele e em favor da cidade.

A Prefeitura apresenta grava desequilíbrio financeiro. Para que os senhores tenham um comparativo real, os restos a pagar herdados da gestão anterior ao governo que ora finda, era da ordem de 60 milhões de reais apenas. Por que apenas? Porque estamos recebendo de restos a pagar do Governo que se vai um volume criminoso da ordem de mais de 500 milhões de reais. Para que vocês tenham uma ideia de grandeza, o que está ficando de dívida equivale a praticamente um ano de arrecadação de todos os impostos recolhidos pelo município. Isto tudo, traduzido no atraso generalizado do pagamento de fornecedores, prestadores de serviços e alugueis.

Como se não bastasse, os funcionários municipais tiveram a triste notícia do não pagamento dos seus salários do mês de dezembro, enquanto isto, ao apagar das luzes, numa verdadeira afronta e desrespeito a milhares de pais de famílias, o prefeito pagou milhões a empresas sem nenhum critério republicano.

O foco, contudo, não é de lamento, embora esta seja uma situação que nos causa a todos o sentimento de profunda indignação. Apesar do cenário de terra arrasada, afirmo que estamos aqui para mudar e transformar esta situação caótica, apresentando a vocês, uma administração moderna, transparente e eficiente. Para isso conto com uma equipe competente, preparada e pronta para dar o melhor por São Luís.

Cumpriremos nossos compromissos de campanha. Todos serão cumpridos. Escolas de tempo integral, bilhete único, subprefeituras, viadutos, corredor de transporte. Enfim, a nossa palavra de campanha é um documento de cartório diante da minha querida São Luís.

Dia 9 próximo, estarei divulgando as ações dos primeiros 120 dias da nossa administração. Essa agenda de trabalho que será apresentada visa assegurar o alinhamento dos secretários de toda a equipe de governo, as prioridades da nova gestão, apresentando ações consistentes, integradas e factíveis, que iniciem a mudança esperada pela população de São Luís. O nosso compromisso é com uma gestão profissional, transparente e meritocrática e orientada para resultados.

A corrupção será vista como crime hediondo. Tolerância zero para ela. É por causa da corrupção que crianças ficaram fora da sala de aula e é por causa dela que morrem pessoas de fome. É por causa da corrupção que não há remédio e nem comida nos Socorrões. É por causa da corrupção que crianças ficaram fora da sala de aula. E é por causa dela que morrem pessoas de fome. Ela é mãe da miséria e do fracasso da Administração que se foi. Com a graça de Deus e o apoio de todos vocês haveremos de combatê-la e de torná-la uma estatística do passado.

Finalizando, convoco a sociedade civil organizada: universidades, empresários, igrejas, sindicatos, OAB, a classe política, funcionários, homens e mulheres para que juntos façamos um pacto por São Luís. E que este pacto seja de ajuda e compreensão, paciência e altruísmo diante da reconstrução das nossas ruas, bairros, praças, escolas, redes de saúde, melhoria do transporte. Enfim, um compromisso que nos leve a alegria da autoestima renovada por São Luís.

Lanço um agradecimento especial a minha querida São Luís. Ao meu povo que me tratou sempre com muito carinho. Agradeço ao Flávio Dino, companheiro e líder que esteve comigo em todos os momentos e acreditou nessa possibilidade de mudança. Ao Roberto Rocha, meu vice-prefeito, que trazendo o PSB possibilitou as condições de nossa candidatura.

Agradeço aos partidos aliados PCdoB, PSB, PDT e ao meu PTC, aos partidos irmãos que chegaram no segundo turno, lideranças de outros campos políticos e aos militantes desses partidos que aguerridamente mobilizaram as ruas.

Agradecimento especial à minha querida esposa Camila e à Thalita, minha filhinha que vai nascer, à minha mãe Vânia Jalila, ao meu pai Edivaldo Holanda, às minhas irmãs Rivanda Berenice e Raíssa Adjine, aos meus tios e primos, ao Roosevelt e Pedro, meus cunhados, minha querida avó Onorina Braga. Eles todos souberam suportar comigo as críticas injustas do adversário. Um obrigado especial ao meu Deus que esteve comigo em todo o momento da campanha.

Vamos à luta!

É hora de trabalhar!


Em eleição realizada na tarde desta terça-feira (1º), no auditório da Fiema, o atual presidente da Câmara Municipal, Isaias Pereirinha (PSL) obteve 19 votos dos 31 possíveis e se reelegeu para o quinto mandato. Helena Duailibe (PMDB) teve 12 votos.

A nova Mesa Diretora ficou composta com Isaías Pereirinha (presidente), Astro de Ogum (1º vice-presidente), Pavão Filho (2º vice-presidente), Gutemberg Araújo (3º vice-presidente), Josué Pinheiro (1º secretário), Ivaldo Rodrigues (2º secretário), Luciana Mendes (3º secretário), Marlon Garcia (4º seretário) e Beto Castro (5º secretário).

Ao tomar posse na tarde de hoje (1º), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) afirmou que está recebendo “uma prefeitura de terra arrasada”. O ex-prefeito João Castelo sequer apareceu para entregar a faixa.


“Assumo, neste momento, a responsabilidade maior e concedida por este bravo povo de governar minha querida São Luís. É um privilégio de poucos. A esperança que veio das ruas me encheu de fé. É hora de reconstruí-la com muito carinho e amor. Convoco a minha equipe para colocar em ordem a nossa cidade. A tarefa não é fácil. Os desafios são muitos”, disse diante de um auditório lotado.


Em outro momento do discurso, Edivaldo Júnior ressaltou que a cidade está em estado de abandono. “Na educação, 130 mil alunos ficaram fora da sala de aula. Elas levarão para sempre em seus currículos a marca daquela administração. Nenhum administrador tem o direito de roubar o futuro das crianças. O transporte público está em situação de colapso. Na saúde, o serviço do Samu foi praticamente paralisado. Os Socorrões estão em situação de calamidade pública. Essa situação nos causa profunda indignação”, acrescentou.


O novo prefeito classificou a administração passada com “irresponsável” por entregar para ele uma “prefeitura de terra arrasada”, mas que fará um gestão com metas e cobrando resultados.

Holanda Junior teceu ainda severas críticas à administração João Castelo, principalmente por ter priorizado o pagamento de fornecedores e deixado de pagar o salário dos servidores municipais.


“Tivemos uma transição que não foi nada amistosa. A atual gestão dificultou ao máximo o relacionamento entre a nossa equipe e a deles. A gestão que finda nos deixa cerca de R$ 500 milhões a pagar. Recebemos uma prefeitura quebrada. A nossa responsabilidade é resgatar a prefeitura do caos, a cidade dos caos que se encontra”, afirmou o prefeito de São Luís.


Edivaldo Holanda Júnior aproveitou a posse para mandar um recado ao secretariado. Segundo o prefeito, “a corrupção deve ser vista como crime hediondo. Tolerância zero. É por causa da corrupção que crianças ficaram fora da sala de aula e pessoas morrem de fome. É hora de trabalhar”, concluiu.
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