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20 de jan. de 2015

O blog informou no sábado (17) que o deputado Gastão Vieira, ex-ministro do Turismo indicado na cota do senador José Sarney, pelo PMDB, havia mandado recado de insatisfação à direção nacional do PMDB ao receber em São Luís o candidato do PT à presidência da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia. Hoje os principais colunistas do país já apontam até o partido ao qual ele se filiará em breve.

Segundo noticiou o colunista Lauro Jardim, de Veja online, Gastão foi convidado pelo ex-ministro Ciro Gomes a comandar o novo Partido Liberal no Maranhão, teria aceitado e já comunicado aos amigos mais próximo que está de saída do partido pelo qual se candidatou ao Senado, foi derrotado e posteriormente esquecido pela cúpula nacional na montagem do governo Dilma.     

Gastão Vieira esperava ser indicado para algum cargo do governo federal, sonhava inclusive em voltar ao Ministério do Turismo, mas com o declínio político do padrinho José Sarney, acabou não sendo contemplado. A partir daí passou sentir-se desprestigiado, reclamou do abandono, mas não foi atendido e passou a comentar nas rodas políticas que estaria disposto a deixar o PMDB porque o grupo que comanda a legenda nacionalmente não lhe prestigia.

Agora, com o grupo Sarney praticamente extinto e sem a menor chances de voltar ao comando do Estado, Gastão inicia o movimento de saída do PMDB, segundo ele, ainda este ano para formar nas fileiras do PL.  

 

19 de jan. de 2015

Parte do Convento das Mercês está sustentada por vigas de madeira
O Governo do Maranhão deu início, nesta segunda-feira (19), a reestruturação da Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB), instituição que funciona no Convento das Mercês, em São Luís. Uma reunião, entre secretários estaduais e representantes da fundação, foi realizada com o objetivo de solucionar impasses relativos à continuidade de atividades desenvolvidas no local.
 
A primeira medida adotada pela comissão, formada por oito representantes do Estado, foi a solicitação de uma vistoria do Corpo de Bombeiros ao Convento das Mercês para identificar a situação estrutural do prédio, já que uma reforma foi iniciada e ainda não foi concluída. “Uma parte do prédio está sustentada por vigas de madeira. Essa é a nossa prioridade, hoje ou amanhã, a vistoria será concretizada”, esclareceu o secretário de Controle e Transparência, Rodrigo Lago.

 
As ações já realizadas pela fundação serão mantidas e ampliadas, com trabalhos desenvolvidos pelas Secretarias de Cultura, de Educação e de Ciências e Tecnologia. “Não faz sentido interromper as atividades que beneficiam a comunidade. Daremos prosseguimento aos cursos e programas já existentes e ampliaremos essa oferta”, destacou o secretário de Ciências e Tecnologia, Bira do Pindaré.

 
O secretário de Articulações Políticas e Assuntos Federativos, Márcio Jerry, informou que a comissão solicitará, por ofício, a lista completa do acervo da fundação. “Essa comissão vai ficar responsável por avaliar toda a situação da FMRB e do prédio em que ela está inserida. Após a avaliação, a comissão produzirá relatórios e adotará medidas para o pleno funcionamento da instituição e do Convento das Mercês”, explicou o secretário.

 
Até quando a ex-governadora Roseana Sarney vai se manter afastada das discussões que envolvem o endividamento do Estado? Assessores da ex-governadora prometeram que ela se manifestaria sobre acusação de ter deixado uma dívida superior a R$ 1,2 bilhão para o sucessor pagar e apenas R$ 24 milhões no caixa do Estado, mas já se passaram duas semana e a população maranhense continua sem resposta.

Roseana finge que o problema não é com ela, mas sabe perfeitamente que ainda deve muitas explicações ao povo do Maranhão sobre o endividamento. Caso resolva voltar dos Estados Unidos, onde desfruta as belezas de Miami, terá que dar satisfações a respeito  do rombo nas finanças do Estado.
O anúncio feito pela atual porta voz de Roseana, a ex-chefe da Casa Civil, Anna Graziella, de que a ex-governadora iria contestar os números apresentados por Flávio Dino gerou grande expectativa na classe política e principalmente na grande imprensa local e nacional, mas até hoje, dez dias após ser descoberto o rombo, Roseana continua no mais absoluto silêncio.

A ex-governadora, conforme comentam nos bastidores da política, estaria apostando numa suposta memória curta do povo maranhense para se manter ainda viva na vida pública, mesmo tendo levado o Estado a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país durante suas quatro gestões.
O pior de tudo é que não aparece um único assessor ou ex-assessor em condições de informar porque o silêncio da governadora, já que é ela quem está sendo acusada de ter provocado a crise nas finanças do Maranhão.   
O recapeamento asfáltico da avenida Santos Dumont, importante artéria que liga o centro aos bairros seriema, Ipem, Galeana, Eugenio Coutinho entre outros, foi a partida inicial de um amplo programa de asfaltamento que vai chegar a 40 ruas e avenidas da cidade de Caxias.

Léo Coutinho comemora o programa e disse “Tivemos muitas dificuldades nos últimos dois anos. Com a perseguição que sofremos da ex-governadora Roseana, tivemos que deslocar os recursos para manutenção de ruas e praças da cidade para garantir o funcionamento da saúde. Agora com o apoio do Governador do Estado, a saúde de Caxias – que é uma macrorregião - voltará a ter a contrapartida estadual que Ricardo Murad sempre cortou, e estamos tendo os recursos necessários para dar às nossas ruas, avenidas e praças o cuidado que nossa cidade merece”. 

Durante a vistoria que fez neste sábado, às obras de asfaltamento, o prefeito caxiense ouviu elogios e incentivos de populares que gritavam “Arrocha prefeito, o asfalto tá de primeira”.

 
O ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad se movimenta nos bastidores para tentar convencer parlamentares eleitos pelas coligações que apoiaram a candidatura derrotada do suplente de senador, Edinho Lobão, nas eleições 2014, a formar bloco de oposição ao governo, mas a tarefa não está sendo nada fácil.

Segundo uma fonte do que restou do grupo Sarney, o principal obstáculo para formação do bloco é o próprio Ricardo Murad, que durante o tempo em reinou absoluto na secretaria, além de tratar mal os parlamentares, nunca atendia os pleitos. "Agora quem quer distância dele somos nós", desabafou a fonte sob a condição de anonimato.  

Conforme a mesma fonte, nos últimos sete meses da administração desastrosa de Roseana Sarney, o ex-secretário não atendia telefone, não recebia os deputados e nem respondia as mensagens envidas para seu celular.

Agora que a vaca foi pro brejo, Ricardo voltou a procurar os deputados, mas tem ouvido sempre respostas negativas. Com exceção da filha, Andréa Murad e do genro Sousa Neto, que se elegeram gastando rios de dinheiro público, os que já foram procurados não se mostraram disposto a seguir sendo liderados pelo ex-gerentão.

Comentam nos bastidores do Poder Legislativo que Murad tomou a iniciativa de tentar comandar o que restou do grupo Sarney, após ser colocado para escanteio pela cúpula peemdebista. O ex-secretário, por exemplo, não foi convidado para a reunião do PMDB que será realizada quarta-feira para tratar sobre o futuro do partido com os deputados eleitos pelas coligações que apoiaram a candidatura de Edinho Lobão.

Os trabalhos no Poder Legislativo iniciam em menos de duas semanas, mas até o momento Ricardo conta apenas com a filha Andréa, o genro Sousa Neto, o neto do senador José Sarney, Adriano Sarney  e Edilázio Júnior. Roberto Costa, embora sendo do PMDB, já avisou que não aceita comando do ex-secretário.
O governo do Estado reabre nesta segunda-feira (19) a Fundação da Memória Republicana Brasileira, local onde encontra-se o acervo do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

A decisão de reabrir as portas do Convento das Mercês foi anunciada ontem (18) após reunião entre secretários estaduais e moradores do bairro do Desterro, que participam de atividades oferecidas pela FMRB.
A presidente da Fundação, Anna Graziella, decidiu passar o cadeado na FMRB após o governador Flávio Dino (PC do B) ter demitido 48 servidores comissionados.
Nesta manhã de segunda-feira, em entrevista à TV Mirante, a secretária de Cultura do Estado, Ester Marques (foto), garantiu que o problema dos demitidos será estudado caso a caso.
O FMRB servia como cabide de emprego de famílias tradicionais que sempre se serviram do Estado para bancar projetos pessoais. O local era utilizado também por uma ex-secretária do governo de José Reinaldo Tavares atacar o atual governador que derrotou o grupo Sarney após cinco décadas de mando.   

18 de jan. de 2015

 Jornal Pequeno

As ações sociais realizadas pelo Governo do Estado serão mantidas integralmente, é o que garantem as fontes da administração estadual ouvidas pelo Jornal Pequeno. Segundo o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry, todas as ações realizadas junto à comunidade do Desterro e do Centro Histórico, bem como a visitação ao prédio do Convento das Mercês, que faz parte do patrimônio histórico tombado pela Unesco.

A garantia foi dada pessoalmente pelo secretário Márcio Jerry à comunidade do Desterro na manhã do último sábado (17). Exercendo a diretriz do diálogo permanente entre os representantes do Governo do Estado e a população, Jerry transmitiu aos líderes comunitários a decisão do Governo pela permanência dos programas sociais e eventual ampliação de programas à comunidade, que serão discutidas entre governo e os movimentos sociais locais. Uma nova reunião ficou marcada para este domingo, às 15h.

A partir da polêmica desencadeada em torno da utilização do Convento das Mercês pela Fundação da Memória Republicana, que guarda o arquivo pessoal do senador José Sarney, o Governo do Maranhão buscou reavaliar a utilização do prédio e a dinâmica da visitação ao acervo alojado no Centro Histórico de São Luís.

Representantes do Governo do Estado afirmaram à reportagem do Jornal Pequeno que a reavaliação passará apenas pela organização do acervo do senador José Sarney e serão mantidas todas as demais atividades sociais relacionadas à comunidade do Desterro. “O que iremos reavaliar é a utilização de um espaço público para fins de promoção pessoal de uma figura,” explicitou Márcio Jerry, ao revelar também que os objetos de caráter meramente pessoais serão devolvidos ao senador e sua família.

A Fundação era propriedade particular do senador José Sarney e foi estatizada em 2012, através de projeto de lei proposto pela então governadora Roseana Sarney, filha do senador do Amapá. Por ano, são gastos entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões com a manutenção das atividades do arquivo.

Segundo a secretária de Cultura do Estado, Ester Marques, já foram iniciadas todas as tratativas junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão para avaliar as condições estruturais do Convento das Mercês. A secretária apresentou preocupação com a falta de manutenção do prédio, que, segundo ela, não foram realizadas para garantir a segurança do local.

Presidente não cumpriu regra de nomeação

A presidente da Fundação da Memória Republicana, Anna Graziella Neiva, afirmou esta semana que decidiu fechar as portas do Convento por “falta de condições estruturais”. Segundo ela, após a demissão dos funcionários em cargo comissionado, não seria possível manter as atividades da Fundação.

O pedido feito por Anna Graziella ao atual Governo, porém, não respeitou os trâmites que foram seguidos por todas as secretarias, fundações, órgãos e autarquias ligadas ao Governo do Estado antes da nomeação pelo novo Governo.

A exoneração de cargos comissionados é uma praxe em todos os governos que se iniciam para, em seguida, readmitir os quadros que considerar qualificados para permanecer na equipe administrativa. Pela falta de documentação básica à nomeação, os cargos em comissão continuam em aberto até novo posicionamento da presidência da FMRB.

Graziella foi chefe da Casa Civil de Roseana Sarney

Ex-chefe da Casa Civil do Governo Roseana Sarney, Anna Graziella foi conduzida à presidência da Fundação da Memória Republicana do Brasil que fez reverência à personalidade do senador José Sarney.

Mesmo exercendo mandato de 6 anos, que a encarregará de gerir a Fundação, Anna Graziella não é a responsável pelo fechamento de um prédio público de interesse da população maranhense. O anúncio do fechamento foi feito por ela na última semana por meio do jornal O Estado do Maranhão, pertencente à família Sarney. As fontes do Governo do Estado ouvidas pela reportagem do Jornal Pequeno, no entanto, atestam que o prédio continuará em funcionamento e aberto ao público.

A lista de nomeação solicitada por Anna Graziella Neiva contém 48 nomes, entre muitas pessoas ligadas às famílias Sarney, Lobão e Neiva. O valor das nomeações variam em salários que chegam a R$ 9 mil por mês. Desde que foi estatizada, a Fundação já utilizou R$ 8,1 milhões num total de 3 anos de funcionamento com verbas públicas.

Além dos cargos em comissão, a Fundação possui um Conselho Curador, eleito para mandatos de 6 anos, conforme disposição da lei aprovada durante o Governo de Roseana Sarney. Dos 9 cargos da Fundação, 2 são hereditários e indicados pelo senador José Sarney. Após a sua morte, serão seus herdeiros os responsáveis pela nomeação.

A cláusula de previsão de hereditariedade é contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dos advogados, não é possível que uma função pública tenha caráter vitalício e hereditário. O caso está sendo avaliado pelo ministro Antonio Dias Toffoli e aguarda posicionamento da Justiça.

 
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