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28 de mai. de 2012

Carlos Amorim, Flávio Dino e Jean Carlos
O vice-prefeito de Imperatriz, Jean Carlos, está comunicando oficialmente ao PDT que desistiu de fazer parte da chapa do prefeito Sebastião Madeira, argumentando não dispor de afinidade políticas, ideológicas e éticas para dividir o mesmo palanque com o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Embora tenha sido eleito com o apoio do ex-governador Jackson Lago e dos partidos que integram o campo de oposição à oligarquia Sarney, Madeira traiu a causa oposicionista, sendo considerado hoje, o mais fiel aliado de Roseana na Região Tocantina. 

Mesmo sendo do PSDB, fez campanha prá ela na eleição de 2010 e estreitou os laços com o grupo que sempre esteve com Sarney em Imperatriz. Para a oposição, Sebastião Madeira é considerado hoje um "sarneisista de carteirinha". 

“Agradeço aos companheiros a lembrança do meu nome na ultima reunião do PDT, mas já comuniquei oficialmente ao presidente municipal de Imperatriz, deputado Carlinhos Amorim, minha decisão pessoal de não mais integrar a chapa como vice prefeito de Sebastião Madeira PSDB.

Além de recusar integrar a chapa que terá o apoio de Roseana Sarney nas eleições municipais de Imperatriz em 2012, Jean Carlos adianta que “estarei caminhando no palanque da oposição liderado pelo ex-deputado federal e Presidente da EMBRATUR Flávio Dino”.



O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, garantiu o apoio técnico do Poder Judiciário nas atividades do projeto "Esforço Concentrado: Uma via de acesso à justiça e à cidadania", apresentado pela juíza Josane Braga, titular da 1º Vara de Coroatá.

A iniciativa pretende dar maior agilidade à tramitação dos processos do Juizado Especial Cível daquela comarca, onde ocorrerá um mutirão processual entre os dias 18 e 22 de junho.

"O TJMA vai oferecer o apoio logístico nas áreas de informática e telefonia, com o envio de uma equipe de técnicos para adequação de rede e instalação de computadores e equipamentos", afirmou Guerreiro Júnior.

O "esforço concentrado" vai contar com a participação de 12 juízes, assessores e servidores da comarca. A previsão é de que sejam realizadas 600 audiências unas de conciliação, instrução e julgamento e proferidas sentenças, despachos e decisões de aproximadamente 250 processos.

"Estamos trabalhando muito para aproximar o jurisdicionado da Justiça e, sobretudo, exercer aquilo que é a nossa função máxima – a prestação jurisdicional célere e eficiente", declarou a juíza Josane Braga, em reunião com o presidente do TJMA.

O projeto foi idealizado a partir da constatação de que a maior parte da demanda de processos da 1ª Vara de Coroatá é referente ao rito dos juizados cíveis.

De acordo com dados do Relatório Mensal de Atividades (RMA) da unidade jurisdicional, relativos ao mês de março de 2012, foi verificado um total de 3.669 processos, dos quais 2.001 (mais da metade) são processos do Juizado Cível. Em média, são distribuídos 150 processos por mês para o Juizado Especial Cível.

A maioria dos processos envolve idosos e pensionistas, relacionados a empréstimos consignados descontados em benefícios do INSS.


“Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que um chefe de poder tenta interferir em outro”. A frase é do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, em reação à informação de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem feito pressão sobre ministros do tribunal para que o processo do mensalão não seja julgado antes das eleições municipais de 2012. “É um episódio anômalo na história do STF”, disse o ministro.

As informações sobre as pressões de Lula foram publicadas em reportagem da revista Veja deste fim de semana. Os dois mais antigos ministros do Supremo — além de Celso de Mello, o ministro Marco Aurélio — reagiram com indignação à reportagem. Ouvidos neste domingo (27/5) pela revista Consultor Jurídico, os dois ministros classificaram o episódio como “espantoso”, “inimaginável” e “inqualificável”.

De acordo com os ministros, se os fatos narrados na reportagem da semanal espelham a realidade, a tentativa de interferência é grave. Para o ministro Celso de Mello, “a conduta do ex-presidente da República, se confirmada, constituirá lamentável expressão de grave desconhecimento das instituições republicanas e de seu regular funcionamento no âmbito do Estado Democrático de Direito. O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”.

Já o ministro Marco Aurélio afirmou que pressão sobre um ministro do Supremo é “algo impensável”. Marco afirmou que não sabia do episódio porque o ministro Gilmar Mendes, como afirmou a revista Veja, tinha relatado o encontro com Lula apenas ao presidente do STF, ministro Ayres Britto. Mas considerou o fato inconcebível. “Não concebo uma tentativa de cooptação de um ministro. Mesmo que não se tenha tratado do mérito do processo, mas apenas do adiamento, para não se realizar o julgamento no semestre das eleições. Ainda assim, é algo inimaginável. Quem tem de decidir o melhor momento para julgar o processo, e decidirá, é o próprio Supremo”.

De acordo com Veja, o ministro Gilmar Mendes foi convidado para um encontro com Lula no escritório de Nelson Jobim, advogado, ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa do governo petista. Lula teria dito a Mendes que é inconveniente que o mensalão seja julgado antes das eleições e afirmado que teria o controle político da CPI do Cachoeira. Ou seja, poderia proteger Gilmar Mendes.

O encontro foi patrocinado por Jobim. Lula começou por oferecer "proteção" a Gilmar Mendes, no âmbito da CPI do Cachoeira, uma vez que ele teria a comissão sob seu comando. Gilmar reagiu negativamente e Jobim tentou consertar: "O que o presidente quis dizer é que o Protógenes pode querer convocá-lo". Ao que Gilmar teria retrucado que, nesse caso, quem precisa de proteção é ele, pelas suas ligações com o esquema de Cachoeira. Ao repetir que suas ligações com o senador Demóstenes nunca passaram dos limites institucionais, Lula teria perguntado sobre a viagem de Gilmar e Demóstenes a Berlim. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI”. Mendes confirma o encontro com Demóstenes na Alemanha, mas garante que pagou as despesas da viagem de seu bolso. Sem favor de ninguém.

O ministro Celso de Mello lamentou a investida. “Tentar interferir dessa maneira em um julgamento do STF é inaceitável e indecoroso. Rompe todos os limites da ética. Seria assim para qualquer cidadão, mas mais grave quando se trata da figura de um presidente da República. Ele mostrou desconhecer a posição de absoluta independência dos ministros do STF no desempenho de suas funções”, disse o decano do Supremo.

Para Marco Aurélio, qualquer tipo de pressão ilegítima sobre o STF é intolerável: “Julgaremos na época em que o processo estiver aparelhado para tanto. A circunstância de termos um semestre de eleições não interfere no julgamento. Para mim, sempre disse, esse é um processo como qualquer outro”. Marco também disse acreditar que nenhum partido tenha influência sobre a pauta do Supremo. “Imaginemos o contrário. Se não se tratasse de membros do PT. Outro partido teria esse acesso, de buscar com sucesso o adiamento? A resposta é negativa”, afirmou.

De acordo com o ministro, as referências do ex-presidente sobre a tentativa de influenciar outros ministros por via indireta são quase ingênuas. “São suposições de um leigo achar que um integrante do Supremo Tribunal Federal esteja sujeito a esse tipo de sugestão”, disse. Na conversa relatada por Veja, Lula teria dito que iria pedir ao ministro aposentado Sepúlveda Pertence para falar com a ministra Cármen Lúcia, sua prima e a quem apadrinhou na indicação para o cargo. E também que o ministro Lewandowski só liberará seu voto neste semestre porque está sob enorme pressão.

Marco Aurélio não acredita em nenhuma das duas coisas: “A ministra Cármen Lúcia atua com independência e equidistância. Sempre atuou. E ela tem para isso a vitaliciedade da cadeira. A mesma coisa em relação ao ministro Ricardo Lewandowski. Quando ele liberar seu voto será porque, evidentemente, acabou o exame do processo. Nunca por pressão”.

O ministro Celso de Mello também disse que a resposta de Gilmar Mendes “foi corretíssima e mostra a firmeza com que os ministros do STF irão examinar a denúncia na Ação Penal que a Procuradoria-Geral da República formulou contra os réus”. Para o decano do STF, “é grave e inacreditável que um ex-presidente da República tenha incidido nesse comportamento”.

De acordo com o decano, o episódio é grave e inqualificável sob todos os aspectos: “Um gesto de desrespeito por todo o STF. Sem falar no caráter indecoroso é um comportamento que jamais poderia ser adotado por quem exerceu o mais alto cargo da República. Surpreendente essa tentativa espúria de interferir em assunto que não permite essa abordagem. Não se pode contemporizar com o desconhecimento do sistema constitucional do país nem com o desconhecimento dos limites éticos e jurídicos”.

Celso de Mello tem a convicção de que o julgamento do mensalão observará todos os parâmetros que a ordem jurídica impõe a qualquer órgão do Judiciário. “Por isso mesmo se mostra absolutamente inaceitável esse ensaio de intervenção sem qualquer legitimidade ética ou jurídica praticado pelo ex-presidente da República. De qualquer maneira, não mudará nada. Esse comportamento, por mais censurável, não afetará a posição de neutralidade, absolutamente independente com que os ministros do STF agem. Nenhum ministro permitirá que se comprometa a sua integridade pessoal e funcional no desempenho de suas funções nessa Ação Penal”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o decano do Supremo, o processo do mensalão será julgado “por todos de maneira independente e isenta, tendo por base exclusivamente as provas dos autos”. O ministro reforçou que a abordagem do ex-presidente é inaceitável: “Confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável. Um gesto de atrevimento, mas que não irá afetar de forma alguma a isenção, a imparcialidade e a independência de cada um dos ministros do STF”.

Celso de Mello concluiu: "Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência".

O anfitrião do encontro entre Lula e Gilmar Mendes, Nelson Jobim, negou que o ex-presidente tenha feito pressão sobre o ministro do Supremo. De acordo com notícia publicada no Blog do Noblat na noite deste domingo, em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, que será publicada nesta segunda-feira (28/5), Jobim repetiu o que disse desde que a semanal chegou às bancas: "nada do que foi relatado pela Veja aconteceu". O ex-ministro ainda disse ao jornal: "Estranho que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se dizer indignado com o que ouviu de Lula. O encontro foi cordial. Lula queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo".

Rodrigo Haidar é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

26 de mai. de 2012


Laqueadura virou rotina em Urbano Santos
Os vereadores de Urbano Santos, Elza Ferreira, Ariston Lêda e Vanuza Mesquita estão denunciando ao Ministério Público Estadual e ao Conselho Regional de Medicina um processo de esterilização generalizada de mulheres carentes patrocinado pelo prefeito Aldenir Santana, em troca de votos para a sua candidata, Iracema Vale, esposa do secretário de Saúde do município, Hellon Costa.

Conforme a denúncia que está sendo encaminhada ao MPE, as laqueaduras estariam ocorrendo indiscriminadamente no Hospital Municipal da seguinte forma: A vereadora e funcionária do hospital, Claudete Monteles, o vereador Cambota e a ex-vereadora Lídia Mendonça, seriam os agenciadores das mulheres que desejam fazer o ligamento das rompas em troca do voto para a candidata Iracema.

Os médicos contratados pela prefeitura para fazer o trabalho, segundo os documentos que estão sendo enviados ao Ministério Público, são Luís Lemos Silveira (CRM 1054) e Salvio Moraes (CRM 4405). Os dois estariam fazendo cerca de quinze laqueaduras diárias para beneficiar a pré-candidata Iracema.

Como conseqüência da irresponsabilidade, os médicos acabaram encontrando dificuldade com a paciente Fernanda da Silva Santos, de apenas 20 anos, dois filhos, moradora da Rua da Fazenda S/N, Filha de Maria da Conceição Silva Simão e Francisco Ferreira Santos. O médico Luís Lemos Silveira, ao realizar a cirurgia na jovem, descobriu que a mesma estava grávida de cerca de cinco meses e teve que fechar a barriga às pressas.    

Os vereadores acrescentam ainda que os aliciadores de mulheres agem na periferia da cidade onde impera a carência e as pessoas são convencidas com mais facilidade, até mesmo jovens em idade não recomendada.

Foram liberadas 950 vagas para auditor e analista tributário. Se for aprovada uma PEC sobre o assunto, o valor do salário subirá substancialmente. Mas atenção: não será um concurso fácil
A Receita Federal recebeu ontem (25) autorização para realizar concurso para 950 vagas de auditor-tributário e analista tributário. A permissão era esperada há três anos. O pedido atendido hoje, como informara o Congresso em Foco/SOS Concurseiro, foi feito em julho do ano passado. Mas o número permitido ainda está aquém do pedido original da secretaria da Receita, que era de 2.260 oportunidades para os dois cargos e é inferior à necessidade do órgão do Ministério da Fazenda, que é estimada em 4.850 servidores.

Depois do concurso do Senado, o concurso da Receita poderá ser a grande oportunidade de entrada no serviço público para os concurseiros. Para ser admitido como auditor e analista tributário da Receita, é preciso ter graduação em qualquer área de formação. Hoje, as remunerações iniciais oferecidas são de R$13.904 para auditor e R$ 8.300 para analista. Mas, antes mesmo da realização do concurso, o valor poderá aumentar substancialmente, se a Proposta de Emenda a Constituição 127/2012 for aprovada. A proposição reajusta em nada menos que 90,25% dos salários do ministro do Supremo Tribunal Federal o teto salarial dos servidores do Banco Central, dos auditores da Receita Federal do Brasil e dos auditores fiscais do Trabalho. O vencimento dos ministros da Suprema Corte é hoje de R$ 26,7 mil, o teto máximo do funcionalismo. Assim, os atuais R$ 13,9 mil passarão para R$ 24,1 mil, caso a PEC, de autoria do deputado Amauri Teixeira (PT-BA) for aprovada. A proposta aguarda parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania desde março.

Muito provavelmente, todos os que foram aprovados na seleção serão aproveitados. No concurso anterior, em 2009, os 1.150 auditores e analistas tributários aprovados assumiram os postos nas regiões de fronteira e, mesmo assim, o quantitativo não foi capaz de atender às demandas da Receita. Hoje, existem 11.850 auditores ativos e 7.443 analistas tributários. Deste total, quase 40% têm mais de 51 anos. Ou seja, é um quadro envelhecido e que necessita de reposição.

Concurso não será fácil

Apesar das chances, a conquista da vaga não será tarefa assim tão fácil. Especialistas são unânimes em dizer que, devido ao conteúdo extenso de disciplinas e exigência de conhecimento aprofundado das matérias, a preparação para o concurso é de médio a longo prazo, com tempo mínimo de seis meses. Quem decidir se preparar agora deve avaliar os seus conhecimentos, a sua formação e o tempo disponível para estudo e estar ciente de que terá de competir com candidatos que vêm se preparando há anos.

A expectativa é que a Escola de Administração Fazendária (Esaf) assuma novamente a responsabilidade de realizar o processo seletivo. Há três anos, 77,9 mil concorrentes disputaram 450 vagas para auditor e 81,3 mil se inscreveram para as 700 oportunidades de analista tributário.Os editais devem ser divulgados até novembro e as provas serão aplicadas no início de 2013.

Terceirizados

Os interessados nos cargos de assistente técnico administrativo vão ter que esperar mais tempo. A Receita Federal solicitou permissão para preencher 2,5 mil vagas para o posto de nível médio, parte para recompor os quadros e 463 para substituição de terceirizados, conforme acordado com o Ministério Público do Trabalho. Para a função, não há concurso desde 2005, quando foram selecionados 1,8 mil novos servidores.

25 de mai. de 2012

O presidente da Embratur afirma que continua buscando unidade da oposição a João Castelo e Roseana Sarney


 Flávio Dino "Há um calendário legal a ser seguido" diz Dino

“Nosso tempo não é definido pelos nossos adversários, e sim pelos nossos aliados e pelo diálogo com o povo, na hora própria,” disse Flávio Dino no início da noite de ontem. O presidente da Embratur referia-se às articulações políticas para as eleições municipais de 2012, reafirmando a participação efetiva do PCdoB na escolha de um candidato de oposição ao atual prefeito João Castelo (PSDB).

Flávio Dino continua buscando unidade dos partidos de oposição a João Castelo (PSDB) e Roseana Sarney (PMDB), uniformizando o grupo que pretende apresentar novas propostas para a administração pública no Maranhão. “Aqueles que estão ansiosos com o caminho do PCdoB deveriam tratar de governar. Não foram eleitos para isso?,” perguntou via twitter.

Para ele, o caminho construído pela oposição deixará à disposição do povo de São Luís um nome que represente a unidade política e capaz de por em prática as propostas discutidas ao longo das reuniões entre os pré-candidatos. Dino afirma que toda a negociação está sendo construída com democracia e respeito aos aliados, e afirma que em breve todas as siglas, juntas, apresentarão candidato único.
 
“As convenções ocorrem até 30 de junho e a campanha começa em julho. E tenho mais 13 dias para eventual desincompatibilização. Quem define o nosso tempo é a posição do nosso partido e dos aliados, que valorizamos e respeitamos. E há um calendário legal a ser seguido,” finalizou o comunista.

O Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Deputado Domingos Dutra (PT), destacou os pontos a serem abordados durante Reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), quinta-feira (24). O assassinato do jornalista Décio Sá e a ação do Governo do Maranhão em tentar destruir a comunidade centenária de Vinhais Velho são os principais pontos a serem discorridos pelo parlamentar.

Durante todo o dia de hoje (25), Domingos Dutra juntamente com o Deputado Luiz Couto e a advogada Núbia Dutra estiveram reunidos com a embaixadora Maria Nazareth Farani para pontuando os trabalhos a serem seguindo na maior reunião sobre Direitos Humanos no mundo.

“A comitiva brasileira terá 70 minutos para expor e debater sobre os avanços e os retrocessos na área de Direitos Humanos deste o Governo Lula”, explica Domingos Dutra. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, abrirá a palestra e logo em seguida passará a palavra a Domingos Dutra para fazer um balanço das atividades do Congresso nos últimos anos.

A aprovação da PEC 438/01 (PEC do Trabalho Escravo), na última terça-feira (22), a Comissão da Verdade e a Lei de Acesso à Informação no Brasil estarão em pauta durante meu discurso. De acordo com o presidente da CDHM, “o Brasil tem avançado bastante em diversos setores, porém, ainda tem muito que concertar, como: a necessidade de avançar as demarcações das terras de quilombolas e indígenas, exterminar com as constantes violências no campo, olhar com justiça e respeito aos atingidos por barragens, às mulheres vítimas de violência, aos encarcerados, dentre outros”, enfatizou.

“Apresentarei e protocolarei na ONU o relatório da diligencia feita pela CDHM, em São Luís, nos dias 10 e 11/05, juntamente com um dossiê de informações sobre o assassinato do jornalista Décio Sá, morto pela maldita pistolagem existente no Maranhão, e que, mesmo após 30 dias, há poucas informações concretas quanto à execução”, manifestou o parlamentar.

Outro dossiê a ser protocolado na ONU refere-se a Vinhais Velho, um sítio arqueológico de 400 anos ocupado por remanescentes dos índios Tupinambás, ameaçado de destruição pelo Governo do Maranhão para que seja construída uma Via Expressa. A localidade abriga a Igreja de São João Batista, um cemitério de 1690 e um histórico porto de embarque e desembarque. Há também fontes e reservas naturais, mangues, juçaras, ipês dentre outras árvores nativas.

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