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5 de set. de 2014

 
O Estadão
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou nesta sexta-feira, 5, que pediu para que a Polícia Federal (PF) investigue o episódio em que índios da etnia kaapor atacaram madeireiros ilegais em terra indígena no nordeste do Maranhão. "Tomamos duas medidas. Eu pedi para a Funai (Fundação Nacional do Índio) um relatório da situação para que possamos ter uma avaliação de segurança da região. E pedi também para que a Polícia Federal apurasse o ocorrido", afirmou o ministro, após participar da divulgação das ações realizadas pelo Brasil Integrado, em Brasília.

Questionado sobre a ausência de servidores na área em que ocorreu o confronto, Cardozo afirmou que, atualmente, o desmatamento tem sido alvo de várias operações no País. "Temos várias operações contra o desmatamento, inclusive coordenadas pelo Ministério do Meio Ambiente com o apoio da Polícia Federal e a participação das Forças Armadas. Agora, evidentemente, temos que estar atentos a todas as situações para que possamos desenvolver ações a exemplo que estamos fazendo no Brasil inteiro", afirmou.

O embate entre os índios da etnia kaapor e madeireiros ocorreu na terra indígena do Alto Turiaçu, no nordeste do Maranhão. O registro do episódio foi feito pelo fotógrafo Lunae Parracho, da agência Reuters. O profissional foi convidado a registrar a operação indígena contra os madeireiros ilegais, que, além de terem sido capturados pelos nativos, tiveram cinco caminhões e três tratores queimados, em 7 de agosto. Os madeireiros, de acordo com o fotógrafo, foram libertados pelos índios após serem amarrados sem roupa.

 
Blog Marrapá
Servidores da Casa Civil, Secretaria de Estado da Gestão e Previdência e Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão denunciaram que foram obrigados a participar de um comício do candidato a deputado federal Fábio Gondim (PT), ex-titular da Segep, realizado na área livre do Praia Mar Hotel, na noite desta quinta-feira.
De acordo com os vários relatos feitos ao blog, os servidores foram comunicados um a um e coagidos a confirmar presença em listas de assinatura.

Na Casa Civil, amigos e pessoas mais próximas ao ex-secretário Luís Fernando Silva, que inclusive já tinha declarado que não votariam em Edinho Lobão (PMDB), sofreram ameaças de exoneração.
O editor do Marrapá esteve pessoalmente no ato político em favor da candidatura do petista. No local, cabos eleitorais de Gondim distribuíam adesivos e passavam listas para confirmar a presença dos funcionários: uma destinada a cada secretaria.

Secretários e membros do alto escalão da gestão Roseana Sarney (PMDB) também participaram do evento, dentre os quais Joaquim Haickel (coordenador da campanha de Edinho), Ana Graziella Costa (Casa Civil), Conceição Andrade e Zé Costa (Ciência e Tecnologia).
Empolgado, Haickel até adiantou os números do Ibope, com a diferença de 15 pontos entre Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB), e cobrou dos participantes mais engajamento na campanha do candidato da oligarquia Sarney a governador.

Para ele, Edinho tem grandes chances de reverter a desvantagem e vencer Flávio Dino no 2º turno.

 
Durante evento que reuniu artistas e capoeiristas da Ilha de São Luís, a artista Rosa Reis declarou e pediu voto em Bira do Pindaré para deputado estadual do Maranhão.

 “Boa noite, minha gente/ Foi agora que eu chegue/ Fui chegando, fui cantando/ Se é do seu gosto eu não sei/ Vote em Bira/ Vote em Bira, nosso candidato/ Vamos votar em Bira//”, cantou.

Quem conhece Rosa Reis além da sua arte, sabe do sua luta por liberdade e de sua postura política, mulher de luta. No Maranhão, segundo ela, o que vemos é irmão, primo, filho, e neto de políticos que estão aí há tempos e nunca farão nada pelo Maranhão.

“Estou aqui para pedir o voto de todos vocês. Vamos votar em Bira de Pindaré 40100, nosso candidato, nosso deputado estadual e em Rose Sales 6512 para deputada federal”, finalizou Rosa Reis.  

4 de set. de 2014

Acabou a greve de um grupo de professores da rede municipal de ensino que havia acampado em frente à prefeitura.

Em Assembleia geral realizada nesta noite de quinta-feira, o Sindicato dos Professores decidiu encerrar a paralisação considera ilegal pelo Tribunal de Justiça do Maranhão e confirmado pelo Superior Tribunal de Justiça.

Na assembleia desta noite, o pequeno grupo optou pela suspensão do movimento repudiado pela população, aceitou a proposta da Prefeitura de reajuste salarial de 2,92% e a reposição de aulas.

A decisão será oficializada na manhã desta sexta-feira (5), às 9h, na sede do Ministério Público.
Os juízos eleitorais dos municípios de Alto Alegre do Pindaré, Barra do Corda, Benedito Leite, Fernando Falcão, Jenipapo dos Vieiras, Nova Olinda, Santa Luzia, São Mateus, Santa Luzia do Paruá e Zé Doca requisitaram ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão envio de força federal para garantir a segurança e a ordem pública durante as eleições 2014.

A requisição foi deferida unanimemente nesta quinta-feira, 4 de setembro, após o relator do processo, desembargador Guerreiro Júnior (corregedor), proferir voto ratificando a necessidade do reforço, destacando que o deferimento se faz pertinente “devido as situações conturbadas vivenciadas nessas localidades em pleitos anteriores, decorrentes de atos de vandalismo, incidentes envolvendo indígenas e confrontos entre grupos políticos locais, conforme noticiado pelos juízes eleitorais”.

Consultado previamente, o Governo do Estado considerou indispensável que, além das forças de segurança estaduais, fossem solicitadas forças federais para atuação nos municípios que já tenham apresentado ocorrências de tumultos e ações danosas ao patrimônio público e particular e, em outros, onde o acirramento da campanha comprometa a segurança e a tranquilidade do pleito.

O pedido agora será encaminhando pelo TRE-MA ao Tribunal Superior Eleitoral que, em sessão, aprovará ou não o envio das tropas aos municípios relacionados acima.


A Prefeitura de São Luís, através da Secretaria da Criança e Assistência Social (Semcas), realizou nesta quinta-feira (4) mais uma etapa do projeto “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”. O trabalho desta quinta consistiu em uma capacitação direcionada a coordenadores de escolas municipais para identificação e combate a casos de trabalho infantil. A formação foi ministrada no auditório da Escola de Governo e Gestão Municipal (Eggem), no Renascença I.

A ação foi realizada em articulação com a Secretaria de Educação (Semed) e segue as diretrizes da administração do prefeito Edivaldo de garantia integral dos direitos de crianças e adolescentes. “Quem está na escola consegue identificar os casos, mas, geralmente, não sabe como proceder. Esse momento de sensibilização o ajudará não só a identificar, mas a dar o encaminhamento necessário e correto para diálogo com a criança e sua família”, explicou a psicóloga e facilitadora da capacitação pela Eggem, Margareth de Jesus.

A coordenadora da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Alberto Pinheiro, Ângela Everton, comentou a importância da capacitação tanto para os gestores quanto para professores das unidades escolares. “Vamos levar esse conteúdo também para formação continuada com os professores, para que todos estejam aptos a lidar com esse problema”, informou.

De acordo com a coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) da Semcas, Nazareth Maluf, outras ações serão realizadas com professores e alunos, como oficinas didáticas em 33 escolas municipais. A intenção é atingir cerca de 300 alunos da rede pública de ensino. O material das oficinas, como desenhos, pinturas, poemas cartas, integrarão uma exposição, no final do mês de novembro.

Além de identificar casos de trabalho infantil, o projeto “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil” também vai mapear as crianças que ainda não são assistidas pelos programas governamentais da área da assistência social.




Representantes da oposição pediram esclarecimento ao secretário
Após a descoberta da utilização de coação contra integrantes da campanha de Flávio Dino, representantes da coligação “Todos pelo Maranhão” foram à sede da Secretaria de Segurança do Estado do Maranhão para informar ao secretário Marcos Affonso os detalhes da ação intimidatória contra familiares de Flávio Dino.

Na reunião com o secretário, os deputados Marcelo Tavares (PSB) e Othelino Neto (PCdoB) relataram os graves fatos ocorridos em desfavor do advogado Saulo Dino, irmão do candidato Flávio Dino, em viagem que fazia de São Luís à cidade de Imperatriz.

Após receber a representação entregue pelos representantes da coligação de “Todos pelo Maranhão”, o secretário Marcos Affonso informou que oficiará à Corregedoria do órgão e à Polícia Militar para que investiguem a autoria da operação, que foi repudiada pelo gestor da pasta.

Presente na reunião, o advogado Sálvio Dino Júnior relatou os detalhes da operação que tinha o objetivo de intimidar os familiares do candidato oposicionista. Para Sálvio, a ação foi forjada e deliberada para tentar atingir Saulo Dino e tramar fatos negativos contra a campanha da oposição.

“A Secretaria não pode deixar que tentáculos utilizem expedientes ilegais para usar o aparelho do estado de forma político-partidária”, afirmou Sálvio ao ressaltar que tem confiança no trabalho da corporação e do secretário, que não admitem ações deste gênero.

Marcelo Tavares acrescentou informações ao relato de Sálvio Júnior, informando que o modo como o episódio aconteceu deu pistas de que a trama foi armada pelo “serviço velado” da Polícia Militar.

Para o deputado Othelino Neto, o caso tem semelhanças com outros episódios da política maranhense, praticados pela família Sarney. Othelino lembrou do caso ocorrido em 1994, quando o grupo forjou a morte de Reis Pacheco para reverter o resultado eleitoral daquele ano. Reis Pacheco foi encontrado posteriormente no interior do Pará em vida e desmentiu as acusações.

O secretário Marcos Affonso relatou que tomou conhecimento do caso na noite da última quarta (03) e que convocou toda a cúpula da Secretaria de Segurança para evitar que casos semelhantes voltem a acontecer.


A reunião foi acompanhada pelo advogado Carlos Eduardo Lula e pelo secretário adjunto, Augusto Barros. Ao fim da tarde, Marcos Affonso informou que já oficiou à Corregedoria a devida apuração dos fatos.
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