Bancada atropela líder Manoel Ribeiro e aprova convocação de secretários para prestar esclarecimentos sobre suspeita de corrupção
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deputados votam pela convocação dos secretários Tadeu Palácio Luis Bulcão contra orientaçãodo líder do governo |
Parte da bancada do governo se uniu esta tarde à oposição e aprovou o requerimento do deputado Marcelo Tavares (PSB) “convidando” os secretários Tadeu Palácio (Turismo) e Luís Bulcão (Cultura) para prestarem esclarecimentos sobre o contrato milionário envolvendo governo do Estado e a Escola de Samba Beija Flor, assim como uma série de denúncias em torno da distribuição de recursos públicos aos arraiais da Lagoa da Jansen e do município de Coroatá.
Ao encaminhar a votação, o líder do governo, deputado Manoel Ribeiro (PTB) passou um grande constrangimento. O parlamentar subiu à tribuna para orientar a bancada rejeitar o requerimento e ainda anunciou que desta vez os governistas estariam atentos para derrotar a oposição e evitar o mesmo fato ocorrido quando da convocação da secretária de Educação, Olga Simão.
“O deputado Marcelo Tavares é muito esperto, sempre apresenta requerimentos as segunda-feira quando o plenário normalmente está vazio, mas hoje ele quebrou a cara porque nós estamos alertas e vamos rejeitar a proposta”, discursou o líder governista.
Antes mesmo que ele sentasse em sua cadeira de volta, o deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM) lhe colocou uma saia justa. Primeiro informou ao desatento líder sobre a existência do acordo de lideranças firmado entre Stênio Resende, Eduardo Braide e Marcelo Tavares para a aprovação e em seguida afirmou: “respeito a posição do líder Manoel Ribeiro, mas acordo é para ser cumprido”, e defendeu a aprovação.
Manoel Ribeiro ainda tentou reclamar com Milhomem, mas teve que reconhecer a derrota: “Foi uma maneira hábil do deputado Marcelo Tavares aprovar o requerimento e não sei a quem Milhomem quer agradar”, protestou.
A oposição comemorou, agora terá as explicações sobre as farras homéricas numa barraca de dois andares construída na Lagoa da Jansen regada a Wisk, cerveja e muita comida típica, assim como a gastança feita em um arraial comandado pelo secretário de Saúde, Ricardo Murad, em Coroatá.
Os parlamentares de oposição vão também abrir a caixa preta que envolve um misterioso contrato entre governo do Estado a Beija Flor do Rio de Janeiro. Finalmente a população vai saber quanto terá que pagar para ver a Escola de Samba desfilar os 400 anos da fundação de São Luís no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
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