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A deputada brigou para ser candidata e agora quer desistir |
Não passou de puro jogo de cena a
insistência da deputada Eliziane Gama em se impor como candidata à sucessão
municipal pelo PPS. Após mover mundos e fundos para convencer o presidente
nacional, deputado Roberto Freire, de que seria a melhor opção para o partido
na capital, a deputada, agora, tem revelado a alguns dirigentes locais que não
tem condições de ser candidata sem estrutura, que estaria disposta a abrir mão
da candidatura, mas desde que a legenda faça coligação com o ex-prefeito Tadeu
Palácio (PP), de quem pretende ser vice.
Na reunião de ontem à noite,
indiferente as pretensões política da deputada, o PPS sequer chegou a discutir
a proposta de aliança com Tadeu e resolveu jogar nas mãos dela a responsabilidade
de ser ou não candidata. O que os dirigentes do partido não aceitam é que a
deputada conduza o processo e afirmam que se ela desistir de disputar a eleição,
o PPS vai reunir para definir entre João Castelo, Edivaldo Holanda e Tadeu
Palácio quem terá o apoio da legenda.
Eliziane, na verdade, nunca pensou
em ser candidata e sim em tomar o PPS das mãos dos atuais dirigentes. Isto
porque, segundo apurou o blog, a parlamentar já havia conseguido junto a direção
nacional uma intervenção no diretório municipal, caso lhe fosse negada a
legenda. Como a deputada tinha consciência das dificuldades internas que
enfrentaria, até por ser ausente das atividades partidárias, a intervenção era
tida como certa e ela seria nomeada presidente da comissão provisória.
O jogo da deputada começou a definhar
quando um representante da executiva nacional ligou para São Luís para
comunicar sobre a intervenção, caso fosse negada a legenda para Eliziane
disputar a eleição. Ciente do jogo rasteiro nos bastidores, a direção do PPS
local deu o troco, aclamando Eliziane, mesmo contra a vontade dos candidatos
proporcionais, e colocou nas mãos dela a decisão de ser ou não candidata.
Se desistir por vontade própria,
zera o processo no partido e uma nova reunião será convocada para deliberar
sobre o assunto. A parlamentar tem até quinta-feira para anunciar sua decisão,
pois tudo parou na preparação da nominata por falta do candidato majoritário,
pois para os dirigentes do Eliziane é candidata a prefeita até que ela diga o
contrário.
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