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Marcelo Tavares diz que governo esconde a realidade |
Contra os votos da oposição, a
bancada da governadora Roseana Sarney (PMDB) rejeitou nesta tarde de
segunda-feira (20) a convocação do secretário de Segurança Pública do Estado,
Aluísio Mendes, proposta pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), para dar
explicações sobre o elevado índice de criminalidade que assola o Maranhão,
principalmente a cidade de São Luís, onde somente entre os meses de abril e
maio deste ano foram registrados 122 assassinatos.
Ao comandar a rejeição do
requerimento, que convocaria o secretário para dar informações sobre o planejamento
estratégico para combater a criminalidade, o líder do governo sugeriu que uma
comissão de deputados fosse até o gabinete do secretário para que ele
apresentasse o plano do governo e o sistema de videomonitoramento, mas a
oposição rejeitou o convite e manteve a convocação, no que foi derrotada.
Na avaliação do deputado Marcelo
Tavares (PSB), a bancada governista rejeitou a convocação para evitar que o
secretário seja confrontado com a realidade. A interpretação de Tavares faz
sentido, uma vez que somente em abril ocorreram 76 assassinatos. Comparado com
o mesmo período do ano passado, houve um acréscimo de 64 por cento. Neste mês
de maio já foram registrados outros 46 assassinatos, 119% superior em relação a
maio de 2012.
Conforme denuncia a oposição, o
Maranhão é o único Estado em que a governadora se recusa discutir segurança
pública com a sociedade, não permitindo sequer que a população tome
conhecimento dos seus planos para combater a criminalidade. “Até parece que Roseana
não mora aqui, pois não dar um pio sobre o assunto, embora São Luís viva clima
de intranquilidade”, observou o deputado Bira do Pindaré (PT).
Marcelo justificou a rejeição da
sugestão do líder do governo, para que uma comissão de deputados fosse até o
secretário, afirmando que não se trata apenas de ver como funciona o sistema de
videomonitoramento, mas sim de discutir a questão da segurança no Maranhão.
Segundo Marcelo Tavares, é
lamentável que dos R$ 2,4 bilhões que o governo gastou ano passado, apenas R$
84 milhões tenham sido usado na Segurança Pública. “Em contrapartida, pagou R$
80 milhões para empresas de segurança privada fazerem a segurança nas escolas
da rede”, lamentou.
Apesar das denúncias dos
parlamentares da oposição, a bancada do governo nada respondeu, apenas acompanhou
a orientação do líder César Pires pela rejeição da convocação, mantendo a
determinação da governadora de não permitir que seus auxiliares prestarem
esclarecimento a quem deveria fiscalizar as ações da administração mais obscura
da história política do Estado, mas simplesmente fecha os olhos.
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