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Campos naturais da Baixada Maranhense |
Aproveitei o feriadão para atravessar
a baia e comer uma Piába na Baixada Maranhense. Voltei com a sensação que
aquela região parou no tempo, nem Jaçanã existe mais por lá. Não fosse a
providencial dragagem do Rio Aurá, conseguida na década de 1990 pelo
ex-prefeito de São Bento, Isaac Dias, junto ao governo federal, os campos
naturais já teriam desaparecidos.
Como este ano as chuvas chegaram
com atraso, só choveu praticamente em maio, a vargem que serve de alimento para
a Jaçanã não floresceu e a ave sumiu da região. Agora os campos estão
verdinhos, porém, cheios de búfalos, que continuam degradando o meio ambiente
sem que aja qualquer intervenção das autoridades competentes.
Chamou atenção também o fato do
município de Pinheiro, considerado a “Princesa da Baixada”, administrada por
Filuca Mendes, político da cozinha da Oligarquia Sarney, tratar a administração
com tanto descaso. A cidade mais parece uma tábua de pirulito e não se observa
uma única intervenção da prefeitura para melhorar a qualidade de vida da
população.
São Bento, que fica a 24 quilômetros
de Pinheiro e possui uma população muito menor, conseguiu organizar até guarda
municipal para orientar o trânsito e a cidade está limpa. Filuca também poderia
se espelhar na administração de Palmeirândia onde o prefeito Nilson Garcia
mantém a pequena cidade em condições dignas de receber visitante.
Nos três municípios visitados não
passei sequer na porta das prefeituras e não possuo relação de amizade com os
prefeitos. Minha viagem foi apenas de lazer, mas a impressão que tive que é que
o governo simplesmente abandonou a região.
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