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1 de jul. de 2013



Edivaldo Holanda reunido com representantes de movimentos sociais
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior apresentou 36 pontos de investimentos que serão realizados ao longo dos dois primeiros anos de governo para sanar problemas emergenciais da cidade. A apresentação do plano ocorreu na noite desta segunda-feira (1º) durante reunião, no auditório da Prefeitura de São Luís, com representantes dos movimentos sociais que participaram das mobilizações ocorridas na cidade.

Esta segunda reunião de trabalho contou com a presença de parte do secretariado do governo municipal e apresentou encaminhamentos a várias demandas apontadas pelos manifestantes durante a reunião do último dia 25. Foram destacados os investimentos na área da saúde e do sistema de transporte coletivo. O prefeito destacou a reforma do Hospital da Criança, Socorrão I e Socorrão II com conclusão para novembro de 2014.

“O Hospital da Criança será ampliado e modernizado sem deixar a desejar para qualquer outro hospital do país, ele terá a capacidade de 17.300 atendimentos por mês. Quero lembrar que cada item tem um gerente do projeto, que acompanhará o desenvolvimento da obra”, ressaltou o prefeito.

As ações para a área de transportes foram explanadas pela secretária de Trânsito e Transportes (SMTT), Fabíola Aguiar. Ela citou o Plano de Ação Imediata de Trânsito (PAIT) com licitação para setembro deste ano e que prevê obras que garantirão a melhor fluidez do trânsito em pontos e trechos críticos da cidade. Ela também anunciou que este ano será iniciado o plano de reestruturação do sentido de fluxos viários e sinalização horizontal e vertical das vias.

A secretária lembrou a necessidade de revisão da Lei nº 4.052 que dispõe sobre os pólos geradores de tráfego e da instalação de uma central automatizada de controle operacional de tráfego. “Essa é uma meta de médio a longo prazo porque envolve mais fatores a serem considerados. Mas, a licitação está prevista para o próximo ano e com a central automatizada poderemos visualizar o problema viário de forma mais adequada”, comentou Fabíola Aguiar.

Foram listadas várias outras ações como o plano de disciplinamento e fiscalização de tráfego e estacionamento de veículos, garantia de acessibilidade e redução de impactos viários, aquisição de equipamento tipo talão eletrônico para fiscalização efetiva com banco de dados sobre veículos, aumento do efetivo de agentes, entre outras medidas.

A reunião foi acompanhada por parte do secretariado municipal. Estiveram presentes Márcio Jerry (Comunicação); Allan Kardec Duailibe (Educação); José Silveira (Obras e Serviços Públicos); Fabíola Aguiar (Trânsito e Transportes); José Cursino (Planejamento); Raimundo Penha (Desporto e Lazer), Rodrigo Marques (Governo); Rodrigo Maia (Meio Ambiente); Breno Galdino (Segurança com Cidadania); Marconi Loiola (Instituto de Paisagem Urbana); Márcio Jardim (Representação Institucional no Distrito Federal); Fátima Ribeiro (Segurança Alimentar); Mittyz Rodrigues (Administração). A exemplo da primeira reunião, que contou com a presença do vereador Honorato Fernandes (PT) e Rose Sales (PCdoB), a Câmara Municipal esteve representada neste segundo encontro pelo vereador Professor Lisboa (PCdoB) e Rose Sales. O titular do Centro Operacional de Controle Externo Policial, promotor de justiça José Cláudio Cabral Marques, também participou da reunião.

CRIAÇÃO DO FÓRUM
Durante a reunião também foi dado o primeiro passo para a criação do Fórum Municipal de Transporte Coletivo. A primeira reunião está marcada para a próxima segunda-feira (8), às 15h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Maranhão (OAB/MA), na Rua Dr. Pedro Emanoel de Oliveira, Nº01, Calhau.

Os manifestantes também foram convidados a contribuírem com a pesquisa de opinião para o Plano Estratégico São Luís 2033 e a participarem do Conselho Municipal do Transporte Público e do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, cujo projeto já está tramitando na Câmara de Vereadores. O prefeito observou que todos esses processos têm como foco o diálogo com a sociedade e que essa participação democrática pode ser fortalecida através do Pacto por São Luís.

“O Pacto por São Luís é uma forma de governar pautada no diálogo. Sempre fiz política ouvindo as pessoas e espero que esses encontros sejam constantes. Isso é necessário para a construção coletiva da cidade”, relatou Edivaldo Holanda Júnior.

Durante a reunião foi reforçado que são objetivos do Pacto criar uma ambiência para desenvolvimento das ações em parceria com a Prefeitura, apoiar o processo de planejamento da cidade, fomentar a criação de espaços de diálogo e contribuir na construção de metas, monitoramento de ações e resultados estabelecidos em conjunto entre a o executivo e a sociedade civil organizada.

A participação no Pacto por São Luís será feita a partir de audiências públicas para elaboração do PPA 2014/2017 e da atualização da legislação urbanística, através do Plano Diretor e leis complementares. O Portal da Prefeitura de São Luís também será um espaço para contribuição com o Pacto por São Luís, através de pesquisas.


O blogueiro e dublê de lobista Robert Lobato viajou de mala e cuia para uma ligeira temporada no Rio de Janeiro.

Conforme ele mesmo divulgou na sua página, que daria um tempo nas postagens para se dedicar a uma “missão lúdico-revolucionária” na Cidade Maravilhosa.

O blogueiro foi ao Rio vender ilusões para os executivos da empresa Masan.

Robert se vende como blogueiro, mas vive de tráfico de influência usando os nomes do vice-governador Washington Oliveira (PT) e do vice-prefeito Roberto Rocha (PSB) para tentar manipular licitações tanto no Governo do Estado como na Prefeitura de São Luis.

Vamos explicar a “viagem lúdico-revolucionária”.

O lobista é tão trapalhão que divulga no próprio blog o trabalho sujo que pretende fazer.

Recentemente a Prefeitura de São Luís encerrou o contrato de merenda escolar com a empresa SP e vai abrir licitação para contratar uma nova empresa no mês de agosto.

Na agenda lúdica do “lobista”, ele aproveitou  com a esposa para vê de camarote a final da Copa das Confederações com  tudo pago.

Já na agenda nada revolucionária e pouco  republicana, o encontro é com os executivos da Masan - empresa que já tem  contrato com o Governo do Estado para fornecer alimentos nos presídios do Maranhão e pretende ganhar a licitação para fornecer  merenda escolar para Prefeitura de São Luis.

O contrato é de R$ 80 milhões de reais para distribuir diariamente cerca de 120 mil refeições por dia para alunos da rede municipal.

Na tentativa de negociação de propinas com os executivos da Masan, o blogueiro usa o nome e a influência que tem junto ao vice-prefeito Roberto Rocha (ninguém sabe se tem a autorização do vice-prefeito).

As trapalhadas do blogueiro são dignas de um lobista amador. As agressões gratuitas todos os dias no seu blog contra  a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior só podem ser interpretadas de duas formas:  Ou é chantagem barata ou mesmo trapalhada.

Na eleição passada para prefeito de São Luis, o blogueiro circulava pela coordenação financeira da campanha do candidato Washington Oliveira (PT) e manteve contato na época com os executivos da Masan.

Seria uma tentativa de viabilizar uma receita para a campanha do candidato e uma possível negociação antecipada da licitação da merenda escolar do município.

O certo é que o dinheiro não entrou no caixa da coordenação da campanha e mais tarde o blogueiro terminou comprando uma casa a vista no valor de R$ 180 mil reais e transformando numa mansão.

A empresa Masan já tinha contrato com o Governo do Estado onde fornecia alimentos para os presídios.

Robert tentava na campanha fazer lobby para levar também para a prefeitura, via Washington se chegasse a vencer a eleição.

Com o encerramento do contrato da Prefeitura de São Luis com a empresa  SP antes do final semestre letivo ficariam algumas semanas em aberto sem cobertura da alimentação escolar.

O blogueiro meteu na cabeça dos executivos da Masan, que teria o contrato certo, se eles cobrissem esses dias sem merenda escolar.

A empresa enviou 10 carretas de produtos para São Luis. Depois ficou no prejuízo.

O prefeito de São Luis disse que nunca autorizou ninguém a negociar em nome da prefeitura.


Roseana e Ricardo Murad, sempre alegres... Por que será?
Numa reportagem bombástica, a revista Carta capital, edição nº 775, de 1º de Julho de 2013, escancara para o país mais uma denúncia que atinge o âmago do governo Roseana e mostra as vísceras do grupo Sarney, o modus operandi da roubalheira que sustenta a oligarquia a eterniza no poder com muito dinheiro para comprar votos. Claro nenhuma novidade para os maranhenses, algo que já vem sendo denunciado pela oposição na assembleia, mas que ainda não havia ultrapassado os cancelos do Maranhão.

Enquanto a Polícia Federal, Ministério Público e a Justiça não tomam providencias, a saída é mesmo ir pras ruas, pelo menos protestar contra essa vergonha a que uma família submete a tanto tempo o povo Maranhense. 

A Carta Capital não disponibiliza o texto na internet, o que fez o jornalista Josué Moura digitar  e disponibilizar no seu blog para aqueles que não têm acesso à revista. Veja a matéria na íntegra que reproduzo abaixo:
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Um crime doentio, febril
Maranhão: A  Reforma do Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís, deveria ter sido concluída em 2010. Não foi e já consumiu 108 milhões de reais dos cofres públicos.


Há pouco mais de 20 dias, meia dúzia de deputados estaduais de oposição foi à Justiça Federal do Maranhão cumprir um dos mais antigos e inúteis rituais de ação política no estado: denunciar um esquema de fraude administrativa de desvio de dinheiro público. As operações suspeitam os oposicionistas, podem ter sido montadas para alimentar o caixa 2 do grupo político do Senador José Sarney, no comando do Maranhão há décadas.

Nas páginas da denúncia apresentada pelos parlamentares descortina-se um esquema irregular de repasses milionários a uma inexplicável, longa e cara reforma de hospitais. Iniciadas em 2009, as obras nunca concluídas do Carlos Macieira, a maior unidade pública do estado, custaram aos cofres maranhenses até agora, 108, 7 milhões de reais. Outro hospital público, o Aquiles Lisboa, especializado em pacientes com hanseníase, virou um sorvedouro de dinheiro do contribuinte graças a uma reforma que dura quatro anos ao custo de 11,4 milhões de reais. No centro dessa fantástica contabilidade está Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney, por ela nomeado secretário estadual  de Saúde em 20 de abril de 2009.

Irmão de Jorge Murad , marido de Roseana, Ricardo esperou oito meses para iniciar o esquema milionário de injeção de verbas no Carlos Macieira, instituição que, como quase tudo no Maranhão, homenageia um integrante do clã. O médico que dá nome ao hospital é sogro de Sarney, avô da governadora. Sob alegação jamais justificada de estado de emergência, o secretário contratou sem licitação em dezembro de de 2009, uma empreiteira do Ceará, a Fujita Engenharia. O contrato previa um investimento de 38,6 milhões de reais nas obras de reforma e ampliação do Hospital.

O prazo de execução: 180 dias. No mesmo mês o governo maranhense adiantou à construtora  cearense 2 milhões de reais. A partir dos termos do contrato, portanto, as obras do hospital deveriam estar prontas em junho de 2010. Em agosto daquele ano, contudo, o Diário Oficial do Estado publicou um aditivo para reduzir o valor do contrato a 26,5 milhões de reais, de modo a garantir o andamento da obra, apesar do atraso de dois meses.

Durante o ano de 2010, a Fujita Engenharia recebeu , além dos 2 milhões de reais pagos em dezembro de 2009, mais 23,6 milhões, embora a execução da obra continuasse lenta. Em 7 de junho de 2011, um ano depois de estourado o prazo de 180 dias do primeiro contrato firmado com a construtora, Murad decidiu abrir uma licitação para a mesma obra no hospital. A vencedora foi a Fujita, incrivelmente chamada a realizar o mesmo serviço, reforma e ampliação do hospital, a partir de um novo contrato, desta vez equivalente a 39,5 milhões de reais, com prazo estabelecido de 600 dias (um ano e oito meses) para entrega da obra. Ou seja, além de não ter sofrido nenhuma sanção do governo maranhense por ter recebido cerca de 26 milhões de reais para tocar uma obra emergencial que nunca saiu do papel, a construtora acabou vitoriosa no processo licitatório aparentemente montado para favorecê-la.
Deputado, secretário de saúde Ricardo Murad (PMDB)
Um ano depois, em 6 de julho de 2012, a Fujita seria contemplada com uma prorrogação do prazo de 120 dias, além de um adicional de 6 milhões de reais a título de aditivo contratual. Assim, o valor total do contrato subiu a 45,6 milhões de reais. Tanta generosidade passou a causar desconfiança entre a oposição e os poucos blogs de jornalismo que conseguem furar o controle da mídia no estado, quase toda nas mãos dos Sarneys e aliados, sem falar na forte influência do clã sobre o judiciário, a polícia e o Ministério Público locais. Antes da realização de uma auditoria nas obras, capaz de verificar como foi aplicado a dinheirama repassada à Fujita  Engenharia , um misterioso incêndio 45 dias depois do aditivo repassado à empreiteira transformou em cinzas provas da reforma que nunca existiu. Dali a dois meses, em outubro de 2012, Murad decidiu rescindir o contrato com a empreiteira. para a Fujita nenhum problema: a construtora já havia recebido todos os pagamentos.

A partir de então, iniciou-se um processo licitatório que beneficiaria outra empresa do Ceará, a Star Construções, com o novo contrato de reforma e ampliação do Carlos Macieira. Coincidentemente, a Star funciona no mesmo endereço da Fujita em Fortaleza. e não por acaso: os donos de ambas as empresas são os irmãos Carlos Roberto e Lisandro Fujita. Em 9 de janeiro passado, a Star Construções foi contratada a partir de um pregão presencial aberto pela Secretaria de Saúde. Para essa nova fase da interminável reforma do hospital, o governo maranhense destinou mais de 35, 5 milhões de reais. Ao mesmo tempo, Murad abriu uma nova licitação para construção de hospitais de cem leitos em quatro municípios maranhenses: Imperatriz, Caxias, Pinheiro e Santa Inês. Ganha um prato de arroz de cuxá quem advinhar o vencedor da concorrência. A Star levou e vai tocar os projetos avaliados em 41,8 milhões de reais.

Em Outro Hospital, o Aquiles Lisboa , a ONG de um aliado dos Sarneys recebe 5 milhões de reais.
 
Deputado Antonio Pereira (DEM), "um dos principais operadores"
Processo semelhante ocorreu no Hospital  Aquiles Lisboa, também de São Luís. Em 3 de novembro de 2009, a Secretaria de saúde fechou sem licitação contrato de 5,1 milhões de reais com a Cruz Vermelha Brasileira para a prestação de serviços médicos no hospital. Em 9 de abril de 2010, outro contrato no valor de 803,7 mil reais para o mesmo hospital, desta feita para serviços de reforma, foi acertado com a empreiteira Coteb. Não parou por ai. Em 2011, após o encerramento do contrato com a Cruz vermelha, Murad firmou um termo de parceria com Associação Tocantina para o desenvolvimento da Saúde - Bem Viver no valor de 5,1 milhões de reais, com pagamentos mensais de 429 mil reais. O responsável pela Bem Viver é o deputado estadual Antonio Pereira (DEM), um dos principais operadores da família Sarney na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 10 de maio de 2012,  a parceria da Associação de Pereira com o governo estadual foi corrigida para 5,5 milhões de reais para o mesmo serviço no hospital Aquiles Lisboa.

Apesar de tanto dinheiro disponível, o lugar está quase em ruínas e funciona apenas em uma das casas do complexo. Homens, mulheres e crianças dividem o mesmo espaço e ha um único banheiro para todos, inclusive para os visitantes. Ainda assim, o gasto mensal de manutenção do hospital é de 500 mil reais. Embora o Mal de Hansen, conhecido popularmente como Lepra, seja uma enfermidade dos tempos bíblicos, o Maranhão é o quarto estado brasileiro com maior índice de incidência da doença no país. Perde apenas para Mato Grosso, Tocantins e Rondônia. Em 2012, dos 29 mil casos de hanseníase detectados no Brasil, 3.302 ocorreram no Maranhão, 305 deles em menores de 15 anos de idade.

"Tudo isso é mais um escândalo", afirma, resignado, o deputado estadual Marcelo Tavares, do PSB, um dos autores das denúncias. Segundo ele, graças ao prestígio de Sarney no governo federal, a governadora Roseana conseguiu 1 bilhão de reais do BNDES, de um total de 3,8 bilhões a serem emprestados no médio prazo, com a justificativa de reformar hospitais no estado. Procurado por Carta Capital, Murad preferiu não prestar informações sobre as obras.


Fialho colocou ainda mais dúvidas sobre os convênios
Pálido e nervoso, ao ponto de não conseguir responder objetivamente nenhuma das perguntas formuladas pelos deputados de oposição, o secretário de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho (PMDB), compareceu nesta tarde de segunda-feira ao plenário da Assembleia legislativa e colocou ainda mais suspeitas sobre os convênios realizados com entidades fantasmas para fazer “caixinha” para a campanha eleitoral em 2014.    

Ao contrário do que o plenário esperava, Fialho nada soube informar sobre o critério para a escolha do Instituto Ação Social Vera Macieira para execução de obras de melhoria de caminhos de acesso ao povoado fantasma “Trechos”, no município de Raposa, no valor de R$ 5 milhões e nem sobre esclarecer nada sobre as empresas que venceram a licitação, uma vez que o endereço fornecido pela Vera Macieira simplesmente não existe.

O secretário confirmou todas as denúncias da oposição ao afirmar que houve erro material na elaboração dos contratos. Para o líder da oposição, o convênios feito com a Vera Macieira não se trata de erro formal porque não foi sequer publicado no Portal da Transparência para evitar que alguém fiscalizasse.

A sinecura com a entidade Vera Macieira, ao que tudo indica, foi feita sem transparência. No ato da assinatura do contrato, o governo repassou para o Instituto R$ 1,8 milhão e uma segunda parcela no valor de R$ 1,2 milhão. Um detalhe, porém, chama a atenção: os dois pagamentos não constam no Portal da Transparência.  

Acuado pela oposição e sem ter como responder aos questionamentos, não restou a Fialho outra alternativa senão anunciar que autorizou uma auditagem no convênios e que, caso seja comprovada a irregularidade, poderá cancelar o contrato.

O secretário tomou a atitude após ser confrontado com a verdade e ver o líder da oposição, Deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) solicitar a revogação do título de utilidade da entidade por fraudar informações. Rubens Júnior mostrou a Fialho que no local onde deveria funcionar a Vera Macieira existe apenas um terreno com mato e que o CNPJ pertence a outra empresa.

Diante do que foi exposto, o deputado Marcelo Tavares disse está seguro de que a Vera Macieira é uma entidade fantasma que recebeu R$ 5 milhões do governo Roseana.  Marcelo denunciou ainda outros 105 convênios suspeitos que não foram publicados no Portal da Transparência e que somente após a denúncia da oposição é que publicaram uma série de erratas no Diário Oficial.

“Duvido que V.Exª tenha feito misso sem ordem superior. Estou lhe usando para fazer caixa para a eleição que não é sua. Não deixe que lhe utilizem e nem permita ser utilizado por quem não está preocupado com V.Exª. Estão lhe usando para fazer eleição. Ele vão se eleger e V.Exª como é que vai ficar? Acho que V.Exª está sendo mais uma vítima”, observou Tavares.

Ao final do seu pronunciamento, Marcelo Tavares advertiu que se Fernando Fialho continuar pagando contratos suspeitos estará sendo conivente. Na mesma pegada, Othelino Neto (PPS) lamentou que o governo tenha dado preferência a conveniar com entidades fantasmas ao invés de conveniar com as prefeituras. Essa foi outra pergunta que ficou sem resposta.   

No momento em que o secretário prestavam seu depoimento, um grupo de manifestantes se concentrou em frente ao Palácio Manoel Bequimão gritando palavras de ordem contra a corrupção. O movimento "Dia do Basta! Marcha Contra a Corrupção" foi às ruas no final da tarde de hoje para protestar contra a falta de honestidade do governo.


Samir Murad está fora da disputa pela vaga de desembargador
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil agora a pouco, por unanimidade, acabou de negar recurso do advogado Samir Murad, cunhado de Roseana Sarney, que pretendia concorrer à vaga de desembargador no Tribunal de Justiça pela chamado quinto da OAB.

Samir teve sua candidatura negada pelo Conselho Seccional da OAB Maranhão, com empenho pessoal do presidente Mário Macieira, que conduziu o processo e convenceu o Conselho Seccional que a candidatura de Samir Murad, pelo fato de ser cunhado de Roseana Sarney, caracteriza flagrante nepotismo, e por isso foi indeferida.

Samir Murad recorreu ao Conselho Federal da OAB contra o indeferimento de seu nome, mas a coisa foi ainda pior. O total de 27 conselheiro federais negaram o recurso de Samir Murad, e reconheceram que sua candidatura seria nepotismo, pois ele seria nomeado pela própria cunhada governadora.

Este é mais  duro golpe na Oligarquia que pretendia que um membro da família Sarney/Murad obtivesse assento no Tribunal de Justiça do Maranhão.

Vitória da moralidade e da democracia, e especialmente do presidente Mário Macieira, que  tomou para si combater a candidatura de Samir Murad.


Do Vias de Fato

A TV da Assembleia Legislativa do Maranhão não transmitiu a audiência pública, onde o advogado Rafael Silva, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, denunciou o deputado estadual Roberto Costa (PMDB) “de comandar um esquema de corrupção no DETRAN-MA”, que envolveria “mais de 20 milhões de reais” que seriam pagos pela população maranhense.

A audiência, ocorrida na Comissão de Administração Pública no dia 19 de maio deste ano, foi mudada de lugar, antecipada em uma hora e, ao contrário do que acontece normalmente, não foi veiculada na TV Assembleia. Segundo a versão oficial, houve “problemas técnicos”. Porem, segundo apurou o Vias de Fato, existe hoje uma ordem expressa no poder legislativo maranhense “de não transmitir nada que atinja o grupo Sarney, o governo Roseana e seus representantes”. A TV é pública, mas comandada por interesses privados!

O advogado Rafael Silva, em sua denúncia, atingiu o governo de Roseana (PMDB) e um deputado estadual que é afilhado do senador João Alberto (PMDB), ironicamente, o atual presidente da Comissão de “Ética” do Senado. Na Assembleia, que é presidida por outro peemedebista (o deputado Arnaldo Melo), a comunicação social é dirigida por Dulce Brito, figura de confiança do Sistema Mirante e do Marafolia. Dulce foi indicada por Fernando Sarney, o filho e tesoureiro de José Sarney.

Como a audiência sobre o DETRAN-MA não foi transmitida ao vivo pela Assembleia, uma cópia do vídeo foi solicitada para a assessoria de comunicação da casa. Esta cópia veio com cortes. Porém, uma gravação feita via celular, nos permitiu ouvir toda a denúncia, censurada pela Assembleia, para servir a oligarquia. Vejam aqui, nesta postagem, as imagens junto com o audio, captado pelo celular. Este assunto também foi divulgado na edição impressa do nosso jornal (edição de junho), num artigo do advogado Rafael Silva.

Secretário Fernando Fialho
Convocado a depor sobre convênios e obras fantasmas no plenário do Poder Legistivo, o secretário de Desenvolvimento Social, Fernando Fialho, ligou esta tarde para um deputado para externar sua preocupação com a menifestação de protesto contra a corrupção convocada para as 17h de hoje, em frente ao prédio da Assembleia, no Cohafuma.  
O “Dia do Basta! Marcha Contra a Corrupção” está convocada para acontecer justamente no momento em que o secretário Fernando Fialho estará prestando esclarecimento sobre convênios e obras fantasmas com entidades suspeitas.
No contato que teve com o parlamentar, Fialho confirmou que estará presente no horário marcado ( 16h), mas se mostrou apreensivo em relação aos protestos que estão convocados para esta tarde.
O secretário foi convocado a dar explicações sobre convênios suspeitos firmado com a entidade Grupo Ação Social Vera Macieira, no valor de cerca de R$ 5 milhões, destinado a obras de melhoramento de acesso no povoado inexistente “Trechos”, na Raposa, e outras entidades que receberam recursos dos convênios e não executaram os serviços contratados, embora tenham recebido o valor integral.
Além das obras inexistentes no município de Raposa, Fialho também terá que dar explicações sobre um convênio firmado com uma escola comunitária Nossa Senhora das Graças para obras de perfuração de poços e melhoramento de acesso, sem especificar onde seriam feitas as obras, consideradas fantasma pela oposição.
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