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O Hospital Carlos Macieira há quatro anos está em reforma |
A matéria
da revista Carta Capital, que está nas bancas, com o titulo “Um crime doentio,
febril”, que trata da eterna reforma do Hospital Carlos Macieira, teve forte
repercussão nesta manhã de terça-feira no plenário da Assembleia Legislativa. O
líder da oposição, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), em inflamado discurso,
na tribuna, condenou a atuação da dupla Roseana Sarney/ Ricardo Murad no setor
de saúde pública do Maranhão.
Logo após
o golpe judicial que cassou o ex-governador Jackson Lago (PDT) e devolveu o
governo do estado à oligarquia Sarney, a governadora determinou a reforma do
hospital com prazo de 180 dias para a conclusão. No entanto, inexplicavelmente,
até hoje nunca se concluíram definitivamente as obras no Hospital Carlos
Macieira, sendo que o valor gasto já ultrapassa R$ 108 milhões.
O líder
da oposição, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), diante da denúncia
veiculada pela revista de circulação nacional, observa que R$ 108 milhões seria
dinheiro suficiente para construir todos os hospitais regionais anunciados pela
governadora. Para o parlamentar, o mais interessante é o direcionamento para
determinadas empresas, no caso específico a Fujita Engenharia que ora vence por
dispensa de licitação, ora vence por ser concorrente único.
Segundo Rubens
Júnior o esquema de beneficiamento funciona assim: quando a Fujita sai do
contrato, chega outra empresa, a Star, que vem ser irmã da Fujita, as duas são
desmembradas de uma empresa originária chamada Estrela que se desmembrou em
Fujita e Star. Então, quando não vence a Fujita no Carlos Macieira, vence,
entre aspas, a Star, o que, inclusive, já foi fruto de uma representação.
Para
Júnior, o único equívoco que consta na matéria é quando diz que foi um grupo de
deputados estaduais, pois desta vez não foi. Até poderia ter sido, mas, para
que o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal (porque ali
também há dinheiro do SUS, recurso público federal, portanto) possam investigar
a reforma interminável com direcionamento para determinadas empresas, há um
custo altíssimo que demonstra um problema muito grave no governo Roseana Sarney
que não consegue controlar o seu secretário de Saúde, o qual deita e rola, e
faz o que bem entende.
“Todos os
senhores deputados sabem perfeitamente o que acontece, além disso, a reportagem
cita que em outro hospital, o Aquiles Lisboa, uma ONG ligada a um aliado do
senador Sarney recebe R$ 05 milhões, quer dizer, aqui é só uma ponta do
iceberg. Então, se fosse fazer uma investigação a sério do que as OSCIPS recebem
hoje do Maranhão, numa forma de terceirizar e precarizar a saúde pública do
nosso Estado que é um absurdo, descobrir-se-ia que são quantias vultosas. Então
fica aqui o nosso registro. Isso já havia sido inclusive denunciado pelo
deputado Marcelo Tavares anteriormente e é mais um dos tantos absurdos que nós
encontramos nessa gestão da governadora Roseana Sarney, infelizmente”, condenou
o líder oposicionista.
Na mesma linha seguiu o deputado Marcelo Tavares. Ele destacou que não existe ação dos deputados na justiça e esclareceu que existe
uma ação popular feita por um cidadão, contra o Governo e que pede a suspensão desse
imoral empréstimo de R$ 3,8 bilhões, feitos para fazer obras que não
representam os anseios maiores da população do Maranhão, só serve para
endividar o Estado e deixar o Maranhão mais pobre e dependente do Governo
Federal.
"Essa que é a verdade dos fatos, mas no mérito em relação às
reformas todos nós já condenávamos isso há muito tempo, mas não foi a oposição
que buscou a Justiça Federal para tentar parar essa sangria deslavada dos
empréstimos, infelizmente até os aprovados por esta Casa, que só servirão para
empobrecer o Estado do Maranhão. Essa é a verdade dos fatos. Essa é a verdade
dos fatos e torcendo para que esse cidadão consiga de fato, na Justiça Federal
bloquear acionando o Governo Federal no Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico Social como foi feito na Justiça Federal. Vamos esperar agora a
decisão da Justiça, saber se suspende ou não os empréstimos.
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