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Deputado Simplício Araújo: "o Brasil nunca será o mesmo" |
O
deputado federal Simplício Araújo (PPS) afirmou que não vai ser
possível a presidente Dilma Rousseff ou o Congresso abafar, calar e parar o que
está acontecendo nas ruas. Para o parlamentar, nunca mais o país voltará
a ser o mesmo.
"Precisamos
respeitar as manifestações, abrir um diálogo franco entre os parlamentares e o
Executivo. O movimento não para mais. Mesmo que o calor das passeatas esfrie, o
que é natural, a população irá continuar cobrando de nós e do governo federal
propostas efetivas para solucionar as mazelas que assolam o país. E essa
cobrança é salutar", disse o deputado.
Simplício
criticou também o comportamento de alguns parlamentares que estão tentando
“tirar uma casquinha, surfar na onda das manifestações que vêm ocorrendo pelo
Brasil”. Segundo o deputado muitos políticos não estão entendo “o recado das
ruas ao parlamento e ao Poder Executivo. Os manifestantes vão analisar os
deputados e saberão como se posiciona cada um que ocupou a tribuna para se
aproveitar dos protestos", apontou.
Governo
Dilma - Simplício afirmou que a
presidente usa o Legislativo para justificar a falta de competência política
para fazer as reformas essenciais que o Brasil precisa. "Ao desviar o foco
do Executivo, a presidente joga para a plateia e tenta colocar no colo do
Congresso a responsabilidade pelas mazelas do país", criticou o deputado.
Depois
dos pronunciamentos negativos da presidente, o parlamentar disse esperar que o
Congresso abandone, de uma vez por todas, a situação de submissão em que se
encontra perante o Palácio do Planalto. Para Simplício, o parlamento precisa
mostrar para a sociedade que muitas matérias de interesse do país não foram
votados porque o governo, com sua ampla base política, não deixou votar.
Na
avaliação do deputado, o desgaste do Congresso perante a opinião pública se dá
por conta da subserviência ao Executivo. "A casa tem uma atividade
intensa, que grande parte da população desconhece. Está na hora de
reformularmos a nossa relação com a sociedade. Poderíamos aproveitar a
oportunidade e colocar na pauta de votação uma série de projetos que não avançaram
porque foram colocadas em segundo plano", finalizou.
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