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Reunião da Comissão de Segurança realizada hoje pela manhã foi criticada |
O
ex-secretário de Segurança do estado, deputado Raimundo Cutrim (PC do B) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na
manhã desta terça-feira (29), para protestar contra forma como aconteceu uma
reunião, hoje, em que a Comissão de Segurança Pública da Casa ouviu o depoimento
do secretário de Segurança do Estado, Aluisio Mendes, sem que os demais
parlamentares fossem avisados. “Como é que a Assembleia convoca um secretário de
Estado pra vir pra cá e os deputados não sabem?”, questionou.
Membro
da Comissão de Segurança, Cutrim denunciou que não foi comunicado da reunião
com a cúpula da Segurança Pública, convocada pelo presidente, deputado Roberto
Costa (PMDB) e abriu o verbo contra a falta de transparência da comissão.
“Convoca-se um secretário, com todos os comandantes da Polícia Militar, com
todos os seus assessores, secretário de Segurança com todos seus assessores, o
comandante do Corpo de Bombeiros com todos os seus assessores, para assistir ao
secretário de Segurança mentir cinicamente”, condenou.
Raimundo
Cutrim, após a atitude de Roberto Costa em esconder o secretário, voltou a
tecer severas críticas ao sistema de segurança do Estado do Maranhão e ao
secretário que, segundo ele, tem recebido muito investimento do governo do
Estado, no entanto o crime continua aumentando. “Só esse projeto de
videomonitoramento custou milhões de reais, centenas de carros foram comprados
e o crime continua aumentando. Então é falta de gestão, é falta de
credibilidade”, observou.
Segundo
Cutrim, o Maranhão vive hoje uma verdadeira guerra civil e, se não fosse a
colaboração da comunidade em passar informações para a polícia, a situação estaria
muito pior. “Só em 2013, já estamos próximos de 15 policiais assassinados. A
situação da segurança, hoje, no Maranhão, é gravíssima. Temos mais de 20
homicídios em uma semana e isso é vergonhoso”, revelou.
Para
Cutrim o Maranhão é o único estado que anda na contramão da história e por este
motivo acontecem aqui coisas absurdas, como um soldado comandar um coronel e um
agente comandar um delegado. Ele ressaltou as mortes ocorridas em Pedrinhas no
último final de semana para afirmar: “Se o Estado não tem condições de
preservar a vida, a integridade física de quem está sob sua custódia, avaliem
de quem está fora”, arrematou.
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