11 de out de 2014

Editorial – Jornal Pequeno

Há um vírus ideológico devastador, e que se transmite pelo ar, inoculado na população brasileira. Ainda sem nome científico e sem vacina previsível, ele age diretamente e mata as células da corrupção. Esse vírus foi identificado nas manifestações de junho de 2013, desapareceu por algum tempo, mas ressurgiu, ainda mais forte e imune, nas eleições de 2014. Quem quer que se aproxime de corruptos, mesmo estando eleito, sofrerá os efeitos dessa contaminação.

É o mesmo vírus ideológico que levou dezenas de milhões de brasileiros às praças públicas exigindo eleições diretas, liberdade de expressão, o fim da tortura e a volta do estado de direito nos idos da ditadura militar. Não se considere, portanto, que o escândalo da Petrobrás e outros tantos que macularam este país não terão efeito sobre o segundo turno desta eleição. Exigir que o governador eleito Flávio Dino faça declaração pública de apoio a uma candidatura do PT, no caso a de Dilma Rousseff, depois de uma eleição que venceu pregando a honestidade, não nos parece a melhor ideia. O povo brasileiro exige, a qualquer custo, o combate sincero e sem tréguas à corrupção.

Quando o dinheiro destinado à educação, saúde e segurança é dividido entre partidos políticos e homens públicos e os diretores da maior estatal do país são nomeados como capos de um cartel com a única função de dividir as finanças do país entre chefes políticos, não há mais o que discutir. Esta eleição mostrou que a ideologia nascente do povo brasileiro é varrer do país a corrupção, embora seja esta uma tarefa bem mais difícil que derrubar ditaduras. Mas é a vontade manifesta de uma população que foi às urnas do Oiapoque ao Chuí.

Só o infeccioso foro privilegiado ainda garante a proteção de alguns nomes (e não se sabe por quanto tempo) divulgados pelos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff nos inquéritos que correm na Polícia Federal e na Justiça Federal. A descrição detalhada, o modus operandi que emergem desses depoimentos não deixam dúvidas: o governo federal estava a par de tudo, se é que tudo não foi planejado em conexão direta com os principais gabinetes do governo federal.

Não se exija, pois, que o povo brasileiro, e menos ainda o povo maranhense, aceite, depois de tanta luta, qualquer que seja o transigir com a corrupção. O país está assustado. Nem se esperava que o loteamento da Petrobrás estivesse pagando a eleição de pessoas desonestas, que servisse à locupletação do banditismo político. São 10 bilhões de reais e talvez tanto dinheiro bastasse para por fim às intermináveis e agonizantes filas nos hospitais do país.

A verdade é que o Brasil precisa respirar. Não há oxigênio que baste para 50 anos entre ditadores armados e corruptos impunes. Em algum momento é preciso que sobre fôlego para virar as páginas da História. A transição entre um modelo político e outro faz parte da democracia. E já passou da hora de substituir esse modelo político que estafa o Brasil e sacrificou o desenvolvimento humano do Maranhão.

 
Parlamentares e dirigentes de partidos da Coligação Todos pelo Maranhão que apoiam a candidatura da presidente Dilma Rousseff se reuniram na tarde de sexta-feira (10) para definir a campanha no segundo turno. PCdoB, PDT, PP e PROS entendem que é necessário ativar a militância para assegurar que Dilma seja amplamente vitoriosa no Maranhão. 

Após trabalhar para eleger Flávio Dino governador e Roberto Rocha senador, as lideranças políticas do PCdoB, PDT, PP e PROS preparam-se para atuar na campanha pró-Dilma. A informação foi repassada pelo Secretário de Comunicação do PCdoB/MA, Egberto Magno, que representava a legenda na reunião. "O Maranhão reconheceu no primeiro turno o trabalho desenvolvido por Dilma dando a ela 70% dos votos. É preciso ampliar, ainda mais, a quantidade de votos a Dilma em nosso estado", disse. 

Para intensificar a campanha, foi definida uma agenda de mobilização entre as lideranças políticas presentes, dentre as quais, o deputado federal eleito Zé Carlos (PT), o deputado federal reeleito Waldir Maranhão (PP), bem como o vereador de São Luís Ivaldo Rodrigues (PDT) e Teresinha Fernandes, da "resistência petista". 

Entre as deliberações da campanha pró-Dilma, ficou definida para a próxima segunda-feira (13), 19h, no comitê da Beira Mar, a realização da plenária da campanha em São Luís com a participação de movimentos sociais e militantes. 

Na terça-feira (14), a agenda continua e deputados federais e estaduais com mandato e eleitos no último domingo, farão ato político anunciando a "Caravana Dilma 13 pelo Maranhão", em que será disponibilizada a agenda de campanha para todas as regiões do estado. 

Já na capital, estão previstas atividades que incluem panfletagem na Praça Deodoro na próxima terça-feira (14); caminhada na Rua Grande na sexta (17) e carreata dia 23, quinta-feira. 

10 de out de 2014

Por Osvaldo Bertolino
Com a eleição de um de seus quadros para o governo do Estado do Maranhão, o PCdoB dá mais um passo importante para consolidar sua experiência em cargos executivos. Sempre presente na vida democrática brasileira, os comunistas comprovam que uma tática política acertada tem grande importância para impulsionar o país no rumo das mudanças e do progresso social.
Em um encontro com empresários e produtores rurais do Maranhão, realizado dia 10 de setembro, Flávio Dino, o governador que acaba de ser eleito no Estado do Maranhão pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), resumiu as prioridades da sua virtual gestão: melhorar a infraestrutura e os índices de desenvolvimento humano, os piores do Brasil. Com sua característica fala mansa, mas incisiva, ele discorreu sobre os dados maranhenses, apresentou suas propostas e debateu com seu principal concorrente, Edison Lobão Filho, do PMDB. A reação do seu opositor foi uma espécie de síntese dos ataques sistemáticos que o candidato do PCdoB enfrentou.
Com sua habitual camisa social desabotoada e um blazer, Lobão Filho, que é empresário e filho do ministro de Minas e Energia Edison Lobão — um antigo ícone político da oligarquia cujo vértice é o ex-presidente da República José Sarney —, fez pose e disparou epítetos anticomunistas. Além de acusar Dino de pretender implantar o “comunismo” no Maranhão, ele defendeu uma plataforma abertamente neoliberal. “Achei estranha a visão do comunista, vai contra sua própria filosofia. Entendo que o Estado deve ter o mínimo de participação na vida privada”, discursou.
Segundo Lobão Filho, o Maranhão precisava de “visão empresarial, não comunista”. O público não passou recibo; ao contrário, aplaudiu Flávio Dino, de forma entusiasmada, quando ele comentou uma pesquisa que indicava o Maranhão e o Amapá (onde José Sarney se elegeu senador) entre os três piores Estados para investimentos estrangeiros. “O que ambos têm em comum?”, indagou, deixando implícita a conclusão de que a causa são os 50 anos de domínio quase total da oligarquia Sarney no Maranhão e a influência representativa do mandato de senador do ex-presidente no Amapá.
Episódio escabroso
Em um panfleto distribuído na capital do Estado, São Luís, Lobão Filho foi retratado como aquele que “tem fé em Deus”, ao passo que acusava Flávio Dino de acreditar “no comunismo”. No verso do panfleto, havia uma silhueta do agora governador eleito com a foice e o martelo estampados no peito. A campanha de Lobão Filho veiculou inserções na TV Mirante, ligada à família Sarney, nas quais dizia para os eleitores evitarem a transformação do Maranhão “no primeiro estado comunista do Brasil”. O canal reforçou o ataque em uma entrevista quando Dino foi perguntado se ele iria “implantar o comunismo”, caso eleito. Em resposta, o candidato do PCdoB reafirmou sua religiosidade.
Em outro episódio escabroso, dois diretores de uma das unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, foram afastados do cargo por terem gravado um vídeo com graves acusações falsas ao candidato do PCdoB. O vídeo, levado ao ar pela TV Difusora, pertencente à família de Edison Lobão Filho, foi um dos episódios que mais gerou tensão na campanha. “De forma irresponsável, a TV de propriedade do meu adversário passou a exibir um vídeo anônimo, armado, falsificado, com personagens que ninguém sabe quem são, inventando histórias absurdas e sem nenhuma prova”, denunciou Flávio Dino.
Envergadura política
O Maranhão, que já chegou a ser chamado de “sarneystão”, não acompanhou os avanços sociais, econômicos e políticos do país nesses 50 anos. Com esse dado, ficou relativamente fácil para Flávio Dino articular um amplo arco de alianças, que abarcou desde o PSB e o PSDB até consideráveis setores petistas (o PT optou por fazer aliança com o PMDB), sobretudo os ligados ao Movimento Sem Terra (MST) e a entidades sindicais. O dirigente petista Chico Gonçalves, um dos mediadores entre a campanha de Dino e a de seu partido, chegou a afirmar que derrotar o grupo de Sarney no Maranhão não era “uma questão política, mas humanitária”.
Com essa envergadura política, o governador eleito terá um lastro seguro para enfrentar o poderio da oligarquia agora na oposição. “Nossa expectativa é fazer parcerias com prefeituras, igrejas e sindicatos e criar uma rede de proteção e prevenir a capacidade de sabotagem mostrada pelo grupo de Sarney no mandato de Lago”, afirma Dino, referindo-se à cassação do mandato do ex-governador Jackson Lago, acusado de “compra de votos” de quatro eleitoras por R$ 100 reais. Segunda colocada nas eleições de 2006, a atual governadora, Roseana Sarney, filha do ex-presidente, assumiu o cargo.
Significado histórico
Para o PCdoB, a eleição de Flávio Dino tem um significado histórico. O Partido, com 92 anos de existência, pela primeira vez tem um de seus quadros eleito para um cargo executivo de âmbito estadual. Em sua longa trajetória, contudo, sempre que o país respirou democracia a legenda dos comunistas do Brasil esteve presente, dando a sua contribuição e combinando a atuação política tradicional entre as massas com as atividades parlamentares e executivas.
Em 1928, concorrendo pelo Bloco Operário e Camponês (BOC), os comunistas elegeram Octávio Brandão para intendente (vereador) no município do Rio de Janeiro. Já em 1945, quando a democracia emergiu com força no Brasil após a derrota do nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial — com a ativa colaboração dos comunistas brasileiros — o Partido elegeu 15 deputados e um senador, além de conquistar quase 10% dos votos na eleição presidencial, com o candidato Yeddo Fiúza. Golpeado pelas forças direitistas que jamais aceitaram a presença comunista na vida política do país, teve seu registro eleitoral cassado em maio de 1947 e perdeu os mandatos dos seus parlamentares em janeiro de 1948 por força de uma lei discricionária aprovada no Congresso Nacional.
Em janeiro de 1947, elegeu mais dois deputados federais por São Paulo (Pedro Pomar e Diógenes Arruda Câmara), que concorreram pelo Partido Social Progressista (PSP), e bancadas expressivas de deputados estaduais, eleitas pela própria legenda comunista. Em 1949, os comunistas elegeram, por outros partidos, expressivas bancadas de vereadores e dois prefeitos: Manoel Calheiros, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e Armando Mazzo, em Santo André (SP). Novamente golpeado, desta vez por uma manobra da Justiça Eleitoral, os comunistas perderam os mandatos dos vereadores eleitos em São Paulo e do prefeito andreense, que nem sequer tomou posse.
Juscelino Kubitscheck
O Partido voltou a figurar com destaque no cenário político nacional quando o candidato Juscelino Kubitscheck lançou a sua candidatura, em 1955. Para os comunistas, ele oferecia maiores garantias de respeito à legalidade constitucional do país. Segundo João Amazonas, à época já um histórico dirigente do Partido, ele e Lincoln Oest, também da direção partidária, conversaram com Juscelino. Amazonas conta que o candidato teria dito: “Vocês têm no Brasil uns trezentos mil votos? Numa eleição presidencial, trezentos mil votos não têm importância nenhuma. Agora, se eu for eleito vou mandar suspender essa perseguição jurídica que há aí contra vocês. Eu vou parar com isso.” Juscelino Kubitscheck acabou eleito com menos de trezentos mil votos de diferença em relação ao segundo colocado.
No período pós-ditadura militar, o PCdoB elegeu vários prefeitos, alguns em cidades de destaque, como Olinda (PE), Contagem (MG) e Jundiaí (SP). A eleição de Flávio Dino representa mais um passo na consolidação dos comunistas também no âmbito executivo. Ela reforça a força de uma corrente política e ideológica que tem na democracia sua principal plataforma de luta por um Brasil com justiça social sempre em progressão.


Deputado eleito pelo PTC, Edivaldo Holanda, ligou para deputado Humberto Coutinho para anunciar que é homem de grupo e que apoiará sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa, desfazendo assim uma onda de boatos sobre suas pretensões de comandar o Palácio Manoel Bequimão a partir de fevereiros de 2015.

Holandão, como é chamado por seus correligionários, tomou a iniciativa de ligar para Humberto, após uma série de especulações sobre sua suposta intensão de disputar a presidência da Casa, abrindo assim dissidência no grupo que apoiou a eleição de Flávio Dino para governador do Maranhão, que já manifestou o desejo na eleição do ex-prefeito de Caxias.

Considerado um grande articulador político e responsável pela vitória consagradora de Flávio Dino na região Leste do Estado, Coutinho, desde que oficializou sua candidatura à presidência da Casa, vem se articulando e conversando com parlamentares de várias colorações partidárias. “Ainda vamos ter que gastar muita saliva até o dia da decisão”, observa Humberto.

 

 
Flávio Dino apresenta Marcelo Tavares e Márcio Jerry  com futuros secretários
Em comunicado pelas redes sociais, o governador do Maranhão eleito do Maranhão fez o primeiro anúncio de quem deve compor seu secretariado. As pastas da Casa Civil e da Articulação Política e Assuntos Federativos serão ocupadas, respectivamente, pelo deputado estadual Marcelo Tavares e pelo jornalista Márcio Jerry. Ambos fizeram parte da coordenação da campanha que elegeu Flávio Dino com 63,52% dos votos.

O anúncio foi feito pelas redes sociais oficiais do próprio Flávio Dino, afirmando ainda que ficará sob a coordenação de Marcelo Tavares a condução da Equipe de Transição Administrativa – responsável pelo diagnóstico da conjuntura estadual e preparação para os primeiros dias de Governo em 2015.

Márcio Jerry organizará o diálogo com os partidos políticos, as lideranças sociais e municipais.

Outros nomes que vão compor o primeiro escalão do futuro governo de Flávio Dino serão anunciados ao longo dos próximos dias.

Veja o comunicado oficial de Flávio Dino:

 

Comunico à sociedade maranhense as seguintes indicações para nossa equipe de governo, a ser nomeada e empossada no dia 1º de janeiro de 2015:

1 - MARCELO TAVARES - Casa Civil

2 - MÁRCIO JERRY - Articulação Política e Assuntos Federativos

Informo que a Equipe de Transição Administrativa, a ser designada, será coordenada por MARCELO TAVARES. Tal equipe fará os contatos com o atual Governo, bem como irá elaborar diagnóstico sobre a conjuntura do Estado, abrangendo obras, contratos, serviços e situação financeira.

O diálogo com os partidos da coligação, com outros partidos políticos, lideranças municipais e com a sociedade civil, abrangendo consultas sobre a formação da equipe de governo, será coordenado por MÁRCIO JERRY.

São Luís, 10 de outubro de 2014.

FLÁVIO DINO
Governador eleito do Maranhão”

 

 

Jornal pequeno
Tucanos definem, hoje, agenda de campanha de Aécio no Maranhão
Lideranças maranhenses pró-Aécio Neves definem, hoje, em Imperatriz, a agenda de campanha do candidato tucano neste segundo turno. A reunião contará com a presença do coordenador geral da campanha tucana, Agripino Maia, do senador eleito Roberto Rocha (PSB), do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e da deputada reeleita  Eliziane Gama (PPS). A informação é do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, organizador do encontro.

O primeiro ato de campanha, suprapartidário, em favor de Aécio Neves está agendado para às 19h, no El Shadai, casa de eventos localizada na Rua XV de Novembro, no Centro de Imperatriz.

Madeira esteve ontem em São Luís para garantir a presença na reunião dos líderes dos partidos que já apoiam a candidatura de Aécio, e dos que já se decidiram, como é o caso do PSB de Roberto Rocha e de Marina Silva.      Rocha teve uma participação importante na reunião, em Brasília, que definiu, na tarde da ultima quarta-feira, o apoio da legenda a Aécio.

“Não vamos desistir do Brasil. Agora somos 45”, disse o senador eleito nas redes sociais, ainda antes do anuncio oficial do apoio. 

Sobre o encontro desta sexta-feira, Madeira informou que “estamos mobilizando não só as lideranças políticas, mas, também, os formadores de opinião dos mais diversos segmentos de Imperatriz e de toda a região tocantina para que juntos formalizemos as estratégias e a agenda de trabalho até o dia da eleição. O Aécio na atual conjuntura é o melhor para o Brasil e precisamos convencer o maior número possível de pessoas disso”, ressaltou.

Aécio Neves saiu de Imperatriz no primeiro turno com cerca de 25% dos votos. Contudo, com essa ofensiva, segundo Madeira, a pretensão é ampliar a margem de votos para que o candidato seja o mais bem votado, não só aqui mas em toda região tocantina.  

A convite das lideranças tucanas, Aécio Neves esteve duas vezes no Maranhão; uma, no inicio da campanha, em São Luís, no ato que formalizou a aliança do PSDB com o PCdoB, de Flávio Dino, e a outra em meados da campanha em Imperatriz, na inauguração de um comitê de campanha. Em Imperatriz, Aécio assumiu compromissos com o Maranhão e com a cidade de Imperatriz. 

“Ajudamos a mudar o Maranhão; agora, ajudaremos a mudar o Brasil. Elegemos no primeiro turno com uma votação histórica Flávio Dino como o próximo governador, e agora é a vez de nos juntarmos para eleger Aécio presidente do Brasil”, concluiu Madeira, que é membro do Diretório Nacional do PSDB e fundador do partido no Maranhão ao lado de João Castelo e do então deputado federal Jaime Santana.   

9 de out de 2014

RICARDO MENDONÇA

Folha de São Paulo 
O segundo turno da eleição presidencial começa com uma disputa extremamente acirrada. Pesquisa Datafolha finalizada nesta quinta (9) mostra empate técnico entre o senador Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). Mas, pela primeira vez, com o tucano numericamente à frente. Ele tem 51% das intenções de voto válido ante 49% da petista.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos. Dessa forma, Aécio pode ter entre 49% e 53%. Já Dilma pode ter entre 47% e 51%.

Considerando todas as pesquisas do instituto desde 1989, é a primeira vez que um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno aparece com mais intenções de voto que o vencedor num estudo de segundo turno. No 1º, Dilma alcançou 41,59% dos votos, ante 33,55% de Aécio; em terceiro, Marina Silva (PSB) teve 21,32%.

Analisando o histórico da polarização PT x PSDB, é a primeira vez também, desde 2002, que um tucano aparece numericamente à frente de um petista em simulação de turno decisivo.

Em votos totais, o placar é 46% para Aécio, 44% para Dilma, 4% dispostos a votar nulo ou em branco, e 6% de indecisos.

AVALIAÇÃO

A avaliação do governo Dilma revela uma situação de estabilidade para a presidente da República. Nesta última pesquisa Datafolha, 39% das pessoas ouvidas julgam que o governo é ótimo ou bom. Trata-se do mesmo patamar nas duas pesquisas anteriores. Em seguida, 38% avaliam o governo como regular e 22% dizem que o governo é ruim ou péssimo –um ponto a menos que na pesquisa anterior.


O Datafolha ouviu 2.879 eleitores em 178 municípios na quarta e nesta quinta. O nível de confiança da pesquisa é 95% (em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-01068/2014. 

A Prefeitura de São Luís, através da Secretaria de Trânsito e Transportes (SMTT), informa que em função do 22º Círio de Nazaré autorizou a alteração do trânsito neste sábado (11) e domingo (12) em vias do Cohatrac, Cohab-Anil e Avenida Jerônimo de Albuquerque. Os locais serão utilizados durante a Procissão da Luz e da Procissão de Encerramento organizadas pela Igreja Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac.

Devido ao evento, a intervenção do tráfego de veículos na rotatória próxima à Igreja Nossa Senhora de Nazaré será realizada a partir das 8h do sábado e seguirá até às 23h do domingo, quando será realizada a missa de encerramento. Durante os dois dias, a SMTT destacará agentes de trânsito para controlar o fluxo de veículos em frente à paróquia no horário das 18h20 às 0h.

O translado da Procissão da Luz, que ocorrerá no sábado, a partir das 17h30, com saída da Igreja Nossa Senhora de Nazaré, terá como percurso as seguintes vias: Avenida Leste Oeste/Contorno Leste/Rua 1800 (Alvorada), Avenida Um (Cohab-Anil), Rua Sete (Cohab-Anil), Avenida Três (Cohab-Anil), Rua VP23 (Cohab-Anil) e Avenida Jerônimo de Albuquerque.

Ao longo do percurso, será preservado o fluxo de veículos no sentido Cohab/Cohatrac e haverá agentes de trânsito organizando o tráfego no sentido contrário, onde os romeiros estarão se deslocando. No trecho da procissão em que os fieis passarão pela Avenida Jerônimo de Albuquerque, o fluxo de veículos será restringido a uma das faixas, com possibilidade de rotas alternativas que serão sinalizadas pelos agentes de trânsito.

No domingo, os romeiros farão o deslocamento da Cohab para o Cohatrac com concentração a partir das 15h em frente à Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O trajeto seguirá pela Avenida Jerônimo de Albuquerque, avenida de acesso ao Cohatrac, Avenida Principal, Avenida Leste Oeste e Rotatória. Assim como no dia anterior, o ordenamento do tráfego contará com a presença de agentes de trânsito. A previsão é que os religiosos cheguem à Igreja Nossa Senhora de Nazaré às 19h30.



Os 10 primeiros aviários construídos pela Prefeitura de Santa Inês foram entregues oficialmente na última quarta-feira (01/10). A solenidade de entrega aconteceu no sítio Santa Maria (Povoado Juçaral), zona rural de Santa Inês.

As unidades que beneficiarão famílias de produtores agrícolas do Povoado Juçaral do Capistrano foram construídas com recursos próprios da Prefeitura de Santa Inês, que denominou a iniciativa de “Projeto Gosto da Terra”.

Além da construção, o Município arca ainda com despesas de aparelhamento e instalação; distribuição dos pintos, ração, vacina, medicamentos e assistência técnica.

Além disso, a equipe da Secretaria de Agricultura da Prefeitura de Santa Inês está à disposição dos produtores para auxiliar na criação dos pintinhos até a idade de comercialização.

Outro ponto apontado como fator prioritário pelo prefeito José de Ribamar Costa Alves é que toda a produção advinda dos aviários implantados pela Prefeitura será adquirida pelo Município, através dos programas de aquisição de alimentos para a merenda escolar e órgãos mantidos pela Prefeitura de Santa Inês. “Iniciativas assim mostram a valorização e a atenção dada pela Administração Ribamar Alves aos produtores familiares”, enfatiza o prefeito.

Durante a solenidade de entrega dos 10 aviários no Povoado Juçaral do Capistrano, produtores e familiares demonstraram a satisfação em contar com a parceria da Prefeitura de Santa Inês nesse importante projeto.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Prefeitura de Santa Inês, Fabrício Morais Filho, além do Povoado Juçaral, o Município construirá aviários nas localidades Calango e São José do Aterrado.
Ex-coordenador da campanha majoritária vencedora da coligação “Todos pelo Maranhão”, o deputado Marcelo Tavares informou a um grupo de jornalistas na manhã de hoje que o governador eleito, Flávio Dino, vai anunciar a Comissão de Transição somente na próxima segunda-feira (13).  

O parlamentar não soube informar quantos e nem quem serão os escolhidos, mas adiantou que ele e o presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, deverão compor a Comissão que irá receber as informações sobre os vários setores do governo que se encerra dia 31 de dezembro.

 
Edson Vidigal

Desde a redemocratização na segunda metade do ultimo século à data de hoje o Maranhão só elegeu um Governador de bigode. Entre muitos políticos emergentes, a chave do sucesso, quem sabe, não estaria ali naquele estreito puxadinho de pelos?

O então jovem eleito foi imitado e por décadas seguiu imitado, mas como o sabão da família Martins – nunca igualado.

Entre os candidatos a Governador no ultimo domingo não havia nenhum de bigode. Apesar do medo espraiado por uns e outros na campanha, de bigode mesmo não se viu nem alma. Tampouco os fantasmas de outrora que votavam não só emprenhando as urnas como produzindo maiorias absolutas para os donos do poder de então.

Agora, passada a refrega - a festa, a lua de mel e as aspirações decorrentes. Depois, em muitas coisas a razão negando o sim aos adjutórios mais sonhados.

O endividamento maior que as possibilidades orçamentárias. A infraestrutura incipiente. Educação fundamental de mentirinha. Ensino médio deficiente. Saúde pública mais que enferma. Enfim, os lastimáveis índices desenvolvimento humano - os piores do Brasil.

Tenho sempre em mente a constatação de Goete que o doutor Tancredo costumava repetir – mais difícil que abater o monstro é remover-lhe os destroços. É o nosso caso no Maranhão.

Por que não uma Comissão da Verdade? No Maranhão se praticaram violências só comparáveis aos tempos de Trujillo na República Dominicana, Papa Doc e Baby Doc no Haiti.

Já nem me refiro às violências no campo, às grilagens de terras, às expulsões de famílias de lavradores e de indígenas, aos crimes de mando, às pistolagens, que inspiraram perseguições contra pessoas do bem como o Padre Vitor Asselin e o lendário Manoel da Conceição.

Há décadas, e não são poucas, se faz silencio como se todos nós fossemos cumplices do enriquecimento de famílias que, notoriamente, não herdaram fortunas, não ganharam prêmios bilionários nas loterias, não trabalharam duro em atividades licitas e que no tempo integral da politica acumularam contas bancárias no exterior, patrimônios imobiliários de valores incríveis aqui e alhures, faculdades, fazendas quilométricas, redes de rádio e de televisão.

Há um elenco de Governadores de origens familiares reconhecidamente humildes que acabaram donos de estações rádios e de televisões impondo pelo coronelismo eletrônico a manipulação das informações para confundir a população e cravar mentiras contra os que se lhes opõem – eis uma boa pauta, dentre outras, para uma Comissão da Verdade no Maranhão.

Como justificava aquele jurado do programa do Silvio Santos antes de dirigir ao apresentador uma pergunta incômoda – Seu Silvio, o Povo quer saber...

 

8 de out de 2014

A deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã de hoje, para parabenizar o governador eleito Flávio Dino (PCdoB), o senador eleito Roberto Rocha e os deputados federais eleitos, Rubens Júnior (PCdoB), Eliziane Gama (PPS), André Fufuca (PEN), Victor Mendes (PV) e Zé Carlos (PT), afirmando que serão as grandes revelações no Governo do Estado, no Senado e na Câmara Federal.     

Emocionada, Cleide parabenizou o deputado estadual eleito Humberto Coutinho, que após superar sérios problemas de saúde, ficou profundamente agradecida ao constatar que o marido conseguiu uma eleição tão bonita, justa e correta, conseguindo conquistar 67.982 votos e se destacar como o sexto candidato mais votado nas eleições de 2014.

Na oportunidade citou os versos do saudoso cantor Raul Seixas, que diz: “Não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vence a vida”. A deputada Cleide Coutinho conclamou todos os deputados federais e estaduais eleitos a trabalharem pelo povo.

Combate ao câncer – Ao ouvir os pronunciamentos dos deputados Victor Mendes e César Pires (DEM), responsabilizando o governo pelo sofrimento de centenas de portadores de câncer, Cleide Coutinho pediu a todos que lutem, acreditem, vençam e superem a doença, como fez o deputado eleito Humberto Coutinho e o pai do deputado estadual Victor Mendes.

Em mais um apelo para conseguir a estrutura necessária para vencer o câncer no Estado do Maranhão, a deputada lembrou que pediu à governadora Roseana Sarney, por meio de uma Indicação, uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) para a cidade de Caxias, mas infelizmente não foi atendida.

A parlamentar destacou que a Unacon só foi instalada em Caxias por meio de uma Emenda Parlamentar de autoria do então Deputado Federal Flávio Dino. “A Unacon está sendo construída. Com fé em Deus, a partir do próximo ano nossos pacientes terão um ponto de referência no tratamento do Câncer na cidade de Caxias”, afirmou.

  
No pronunciamento, Cleide Coutinho disse que tem certeza que a luta para combater o câncer terá o apoio do governador eleito Flávio Dino, uma pessoa sensível que certamente vai olhar não apenas seus eleitores, mas a população do Estado do Maranhão, que precisa dos benefícios vetados pela governadora Roseana Sarney.    
O Globo
Depoimento de Meire Poza compromete a governadora Roseana Sarney
A contadora Meire Pôza, que trabalhou para Alberto Youssef, afirmou que o doleiro se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para acertar investimentos do fundo Postalis, dos Correios, em uma empresa de Youssef. O encontro ocorreu em 12 de março deste ano, cinco dias antes da prisão do doleiro, conforme a contadora afirmou em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras nesta quarta-feira.
O montante envolvido é de R$ 25 milhões, referente à metade de uma debênture lançada no mercado para arrecadar dinheiro ao empreendimento de Youssef. Esses R$ 25 milhões seriam aportados pelo Postalis. Os outros R$ 25 milhões, pelo Funcef, da Caixa Econômica Federal.
— Eu estive com Youssef no café da manhã no dia 14. Ele afirmou ter vindo a Brasília dois dias antes e ter resolvido com o PT a aprovação da operação. Ele também disse ter conversado com Renan para acertar a ponta que era do PMDB e que até o fim do mês a operação com o Postalis iria sair. Não saiu porque Youssef foi preso — afirmou Meire.
O GLOBO revelou a história em 12 de setembro. Uma reportagem mostrou que a contadora, em depoimento à Polícia Federal (PF), afirmou ter havido uma reunião entre Youssef e Renan para tratar de investimentos de fundos de pensão. Segundo Meire, na reunião foi fechado um “acordo verbal” para que fundos de pensão investissem em ações de uma das empresas do doleiro.
No depoimento, Meire afirmou que parlamentares do PT e do PMDB fizeram as negociações pelos aportes dos fundos Postalis, dos Correios, e Funcef, da Caixa Econômica Federal (CEF), mediante uma suposta partilha de comissões com integrantes dos dois partidos. Pelo PT, as negociações teriam sido conduzidas pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR). A proximidade e negócios conjuntos do deputado com o doleiro já foram citados nas investigações da Lava-Jato.
Em nota, a assessoria do Senador Renan Calheiros afirma que “não conhece a pessoa mencionada no noticiário como ‘doleiro’ Alberto Youssef e que só soube da existência do mesmo após as informações publicadas pelos jornais’. Ainda segundo nota, Renan “nunca esteve, agendou conversas e nunca ouviu falar de Alberto Youssef e de sua contadora”.
O valor dos aportes dos fundos de pensão, ainda segundo o depoimento, seria de R$ 50 milhões. “Corretores” — intermediários que fariam o dinheiro chegar aos partidos —ficariam com 10%.
A contadora também citou no depoimento à CPI uma suposta participação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), no recebimento de propina por conta do pagamento de precatórios do governo do estado à Constran. Meire afirmou ter se reunido, juntamente com Youssef, com o então secretário da Casa Civil do Maranhão, João Guilherme Abreu. O interesse da Constran era receber R$ 123 milhões em precatórios.
Segundo a contadora, ficou acertado o pagamento de propina de R$ 6 milhões, por conta de um acerto para parcelamento dos precatórios em 24 vezes. Uma das remessas foi levada por Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. O valor foi de R$ 300 mil. A pessoa que recebeu o dinheiro teria reclamado da quantia e consultado a governadora Roseana se o montante deveria ser recebido.
— Adarico esteve no meu escritório depois da prisão do Alberto. Ele disse que foi ao Maranhão levar o dinheiro e que a pessoa afirmou que era pouco. Ela então teria entrado em contato com a governadora para saber se ela concordaria em receber os R$ 300 mil, e ela teria concordado — disse a contadora.
VACAREZZA TAMBÉM É CITADO
Meire afirmou ainda ter sido procurada por um assessor do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), João Lima, para operar investimentos do Igeprev, instituto de previdência do governo de Tocantins. Segundo o que o assessor teria relatado à contadora, “eles precisavam da comissão para pagar dívida de campanha’.
Naquela ocasião, segundo Meire, não havia qualquer relação com os negócios de Youssef. Posteriormente é que houve um aporte de R$ 13 milhões do Igeprev nas empresas do doleiro. Ela negou ter sido procurada diretamente pelo deputado.
— Não sei se João Lima pagou dívida de campanha. O que sei é que esses mesmos personagens fizeram a operação dos R$ 13 milhões do Igeprev. Como são os mesmos personagens, posso supor que o assessor de Vaccarezza tenha participado dessa intermediação entre o fundo de Youssef e o Igeprev — afirmou.
YOUSSEF TERIA CONTATOS COM EX-MINISTRO
A contadora contou também que o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, mantinha contatos com o doleiro, e chegou a orientá-lo sobre a compra de uma empresa de controle de monitoramento de veículos em Goiânia. Negromonte, que renunciou ao cargo de deputado federal para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia em junho deste ano, foi ministro da presidente Dilma Rousseff, entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.
O ex-ministro era visto com o doleiro num restaurante em São Paulo comprado por Youssef, segundo a contadora. De acordo com Meire, Negromonte indicou a doleiro a compra da empresa de monitoramento, pois haveria a aprovação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O Denatran é vinculado ao Ministério das Cidades. O irmão do ex-ministro, Adarico Negromonte, foi citado pela contadora como responsável por transportar o dinheiro das empresas do doleiro.
Em depoimento, a contadora Meire Poza elencou quatro empresas como clientes de uma das empresas dele, a GFD Investimentos: Mendes Júnior, Sanko Sider, Engevix e Paranasa. Ela confirmou que a GFD não exercia qualquer atividade e que a principal fonte de receita do empreendimento eram repasses dessas empreiteiras, em troca de notas fiscais frias.
Meire Poza afirmou não ter “informações diretas” sobre os contratos das empreiteiras com a Petrobras. Ela disse ser possível, no entanto, que o doleiro tenha presenteado outros servidores da estatal, além do ex-diretor Paulo Roberto Costa.
Costa ganhou uma Land Rover de presente do doleiro. Meire também confirmou que Youssef deu um helicóptero ao deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), no valor de R$ 800 mil. Ainda segundo a contadora, o doleiro presentou uma amante com apartamentos e restaurantes, de nome Taiana. Quebras de sigilos telefônicos mostram diversas conversas entre Youssef e Taiana de Sousa Camargo, que trabalhou no gabinete da deputada federal Aline Corrêa (PP-SP).
— O Youssef recebia o dinheiro das empreiteiras e usava para comprar um terreno no Rio de Janeiro, por exemplo — disse Meire no depoimento, em resposta aos primeiros questionamentos do relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS).
Meire já prestou depoimento no Conselho de Ética da Câmara, que abriu processo para investigar a relação de Youssef com o deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA). Na ocasião, ela confirmou que o parlamentar recebeu dinheiro do doleiro, disse que Youssef fez pagamentos a outras pessoas e o definiu como “banco”.
A contadora decidiu colaborar com a Justiça do Paraná, onde tramitam os processos relacionados à Operação Lava-Jato, que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo um montante de R$ 10 bilhões. Ela confirmou a emissão de notas fiscais frias a empreiteiras, por meio das empresas de Youssef, com o objetivo de dissimular a prestação de serviços. Meire falou em “malas de dinheiro” movimentadas pelas empresas.



O deputado eleito Humberto Coutinho larga na frente na corrida pelo comando da Assembleia Legislativa, a partir de 2015. Liderança consolidada no Leste do Maranhão, Humberto teve papel fundamental na vitória de Flávio Dino em toda região. 

Experiente e conhecedor de como se mexe o tabuleiro legislativo, o ex-prefeito de Caxias observa que trata-se de “um período de muito diálogo” e adverte que “a presidência não se define por imposição”.

“Vamos conversar com os 41 deputados. Eu sou uma pessoa que trato as coisas com conversa e tenho boa relação com todos. Vamos gastar muita saliva”, afirmou cheio de otimismo.

Encontro em Caxias - O atual líder do governo, deputado reeleito, César Pires, esteve esta semana com Humberto Coutinho, mas nada vazou da conversa entre os dois parlamentares.

Nos bastidores da sucessão do Poder Legislativo, no entanto, são fortes os comentários de que Pires teria sido o primeiro deputado a manifestar apoio à candidatura de Humberto. 
“Certamente, daqui a muitos anos, falarão sobre a eleição de 2014. A eleição que marcou a vitória do primeiro governador eleito pelo PCdoB. Uma vitória que marcou o fim de um ciclo político, de um grupo que durou 49 anos no poder e que foi liderado pelo ex-presidente José Sarney e pela governadora Roseana Sarney.” Afirmou com alegria o deputado federal eleito, Rubens Pereira Jr. (PCdoB).

Durante a sessão plenária desta terça-feira (08), o líder do bloco parlamentar de oposição na assembleia destacou a indiscutível vitória popular, que elegeu Flávio Dino o novo governador do Maranhão, com quase 900 mil votos de diferença para o segundo colocado. 63% dos votos que iniciaram um novo ciclo na história maranhense e que foi abraçada pelo sentimento de mudança da população.

“O legado deixado pela governadora Roseana é pesadíssimo. O estado com o menor número de médicos e policiais por habitantes, a menor cobertura de banheiro e água encanada e esgotos do Brasil. Temos o maior número de analfabetos do país, temos a maior concentração de riquezas da nação. Esse legado deixado é que tem que ser constantemente lembrado, combatido e superado pelo próximo governador Flávio Dino.” Lembrou o parlamentar.

Rubens Jr. agradeceu ainda os 118.115 votos que o elegeram o terceiro deputado federal mais votado de todo o estado, com destaque para a cidade de Caxias, cidade em que o deputado teve a maior votação com 17.232 votos, e a cidade de Matões, onde Rubens Jr. teve a maior votação proporcional com 52,9% dos votos válidos.

O deputado parabenizou a atual legislatura da casa, que credenciou cinco de seus atuais deputados estaduais, para mandatos de deputados federais na Câmara Federal. Rubens Jr. Eliziane Gama, André Fufuca, Zé Carlos e Victor Mendes se elegeram por partidos diferentes e comprovaram a força política e a pluralidade desta legislatura.

Para finalizar o discurso de agradecimento, Rubens Jr. destacou a transição entre os governos Roseana e Flávio Dino. O parlamentar afirmou que falta na constituição do estado algo que discipline qualquer transição entre governos, mas de acordo com a emenda constituição n° 031/2000 que disciplina a transição municipal das cidades do Maranhão:

No prazo de 10 dias o prefeito municipal deve entregar ao sucessor o relatório da situação administrativa municipal, que conterá obrigatoriamente, 1° relação de dívidas do município, por credor, com as respectivas datas de vencimento; 2° Medidas necessárias a regularização das contas junto ao TCE, referentes aos processos que se encontram pendentes, se for o caso; 3° Situação dos contratos com as empresas concessionárias dos serviços públicos; 4° Relação dos contratos por execução de obras, já em andamento ou apenas formalizados, informando o que foi realizado, pago, bem como o que há para executar e pagar referente aos mesmos; 5° Transferências a serem recebidas da União ou qualquer entidades referentes a convênios; 6° Relação dos servidores efetivos e comissionados com as referidas lotações e remunerações.

“Não é hora de caça às bruxas, é hora de olhar para o futuro, com muita responsabilidade e tendo convicção de que o programa apresentado por Flávio Dino será executado e irá favorecer aqueles que realmente necessitam.” Concluiu Rubens Jr.
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