27 de set de 2014

O prefeito Edivaldo reuniu-se com pastores na manhã deste sábado (27). Durante o encontro, organizado pelos líderes religiosos, no Grand São Luís Hotel, foi apresentada a programação da Marcha para Jesus, que será realizada no dia 29 de novembro, evento já consagrado no calendário religioso ludovicense. Os pastores também aproveitaram o momento para aprofundarem o conhecimento das ações da gestão e estreitarem o diálogo.

Na ocasião, o prefeito também destacou a participação da sociedade civil como forma de integrar a população nas decisões da cidade e na construção coletiva das melhorias. “É característica da nossa gestão promover o envolvimento da sociedade com as ações da Prefeitura de São Luís. É por meio de diálogos como esse que a gente consegue avançar e desenvolver outros projetos que beneficiem ainda mais a população”, afirmou o prefeito.

Também foram citadas algumas iniciativas de programas que enfatizem a gestão compartilhada. Ações que reforçam o trabalho da Prefeitura em desenvolver atividades que envolvam a população em ações que favoreçam o resgate do amor pela cidade.

O pastor Francisco Moraes apontou que a reunião despertou essa importância de maior valorização de São Luís por parte dos seus moradores. “O encontro foi muito proveitoso. Além de estarmos reunidos agradecendo a Deus pela vida fomos sensibilizados a olhar para a nossa cidade com mais amor e buscar cada vez mais ser um bom cidadão ludovicense, contribuindo para a construção de uma cidade melhor”, afirmou o líder religioso.
As ruas das cidades de Caxias e Coelho Neto ficaram cheias de esperança e desejo de dias melhores para todos os maranhenses. Foi assim que os candidatos a governador Flávio Dino e senador Roberto Rocha foram recebidos nesta sexta-feira (26).

Em Caxias, o trabalho de Flávio Dino pela cidade foi lembrado pela dona de casa Paula Regina Alves, 24 anos. O compromisso com a região foi um dos pontos marcantes para definir o voto dela no dia 5 de outubro. "Ele destinou muito recurso para ginásio esportivo, campo de futebol, posto de saúde, Veneza, unidades habitacionais. Nas palavras dele tem muita verdade", disse.

As propostas para a área da saúde chamaram a atenção do enfermeiro Hyago Bezerra, 22 anos. Destaque para o Mais Médicos Estadual, que vai estimular a formação de profissionais e garantir a presença em todas as regiões com estabilidade, remuneração adequada e promoção por mérito. "É um bom programa", definiu. Sobre a recepção em Caxias, Hyago resumiu: "É uma campanha calorosa".

“A esperança é muito grande”

Observando também a participação popular no movimento de mudança política no Estado, o estudante Weberth Marques, 27 anos, disse estar cheio de expectativa com o novo governo. Ele espera a retribuição ao povo do Maranhão com trabalho. "A esperança é muito grande. Vai acabar a era Sarney e começar a era do povo", acredita. Weberth é morador de Duque Bacelar, cidade vizinha a Coelho Neto, mas fez questão de participar do comício para ouvir as propostas de melhoria da qualidade de vida dos maranhenses.

Citando um problema crônico de grande parte da população do Estado, a dona de casa Francisca Sousa, 35 anos, destacou a importância do Programa Água para Todos. "Já vi os outros e nunca muda, agora quero ver Flávio Dino", apontou.

Quem também destacou o Programa de Governo foi a agente comunitária de endemias Francinete Leal. Ela ressaltou as garantias de melhoria das condições de trabalho e a contrapartida do Estado quanto ao piso salarial. "É o candidato que tem proposta e compromisso com o povo, de ajudar não só os coelhonetenses, mas todos os maranhenses", concluiu.

O poder passa

Na visita às cidades, faltando nove dias para as eleições, Flávio Dino voltou a defender que não basta apenas mudar os políticos. "Não penso no exercício do poder, porque o poder passa. Importante é cuidar das pessoas e não vou envergonhar o povo do Maranhão", disse sob aplausos. Na mesma linha, o candidato ao Senado acredita que o dia 5 de outubro será a vez de a população dizer que o Estado não tem dono.

As atividades foram acompanhadas pelos candidatos a deputado estadual Humberto Coutinho, Rafael Leitoa, Fernanda Morais, Albino, Levi Pontes, Fábio Macedo, Américo de Sousa, e a federal Zé Reinaldo, Rubens Júnior, Simplício Araújo e Cláudio Furtado.
O Estado de S.Paulo

Os distraídos decerto não se deram conta, mas a República correu grave risco na madrugada da quinta-feira. Pelo menos é o que se poderia deduzir dos estridentes pronunciamentos com que o vice-presidente Michel Temer e o seu companheiro de caciquia no PMDB, o presidente do Senado Renan Calheiros, reagiram a um obscuro episódio ocorrido a altas horas no aeroporto maranhense de Imperatriz, a cerca de 500 quilômetros da capital São Luís. Ao que parece, uma equipe da Polícia Federal (PF), mobilizada a partir de uma suposta denúncia anônima e chefiada pelo delegado regional do órgão, invadiu um avião de campanha do senador Edison Lobão Filho, candidato ao governo do Estado - pelo PMDB, claro.

Alegadamente de armas em punho, os federais revistaram o aparelho, os carros e a bagagem da comitiva do suplente de senador que exerce o mandato desde que seu pai, o titular da cadeira, se licenciou para ocupar o Ministério de Minas e Energia. A propósito, ao que se divulgou semanas atrás, o nome do genitor teria sido citado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa entre os envolvidos no festival de corrupção na área da estatal que o delator comandava. Desde então, o ministro não tem sido visto em Brasília. Em Imperatriz, os federais estariam atrás de dinheiro de caixa 2 da candidatura de Lobão Filho. A diligência deu em nada e os policiais se retiraram, deixando como encontraram os bens vistoriados.

Nada nem remotamente parecido, portanto, com os devastadores resultados de outra incursão da PF em terreno politicamente minado no Maranhão. Em 1.º de abril de 2002, agentes do órgão acharam e apreenderam R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo no escritório do marido e sócio da então governadora Roseana Sarney, filha do oligarca nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa. O escândalo acabou com as pretensões de Roseana de conquistar a cadeira que já foi do pai, no Palácio do Planalto. Mas não impediu que no mesmo ano ela se elegesse senadora, juntamente com uma cria da família, Edison Lobão. O clã serviu fielmente ao regime militar, mas para o PT de Lula e de Dilma isso são águas passadas.

O ainda senador Sarney, de 84 anos, e a atual governadora Roseana, 61, não participarão mais de disputas eleitorais. O futuro do soba, de qualquer forma, estará em causa no pleito próximo. Ele corre o risco de sofrer uma rara derrota se as urnas confirmarem a dianteira do adversário histórico do clã, o ex-presidente da Embratur e ex-deputado federal Flávio Dino, do PC do B. Ele aparece nas pesquisas com 42% de intenções de voto ante 30% de Lobão Filho. Daí, quem sabe, o teor desproporcional ao incidente das notas emitidas por Temer e Renan sobre o que teria sido a instrumentalização de forças policiais para "atingir candidaturas legitimamente constituídas", no dizer do vice-presidente, como se a legitimidade das aspirações de Lobão Filho estivesse em dúvida.

De seu lado, o titular do Senado advertiu que as instituições não podem "descambar para a exploração político-partidária". De fato, não podem, mas, pelo seu retrospecto amplamente conhecido, Renan Calheiros está longe de ser a figura pública mais credenciada a invocar esse princípio. A indignação ostentada por ambos em face de uma ocorrência de dimensões afinal restritas - embora, ainda assim, precise ser plenamente esclarecida, como promete o Ministério da Justiça - contrasta com a indiferença dos aliados e agregados do clã Sarney diante da baixaria cometida contra o oposicionista Flávio Dino, numa tentativa, que se revelaria aloprada, de favorecer a candidatura de Lobão Filho, mediante falso testemunho.

Um presidiário do notório complexo penal de Pedrinhas, em São Luís, revelou que foi induzido por duas autoridades do setor, com a promessa de receber uma paga e regalias na cadeia, a gravar um vídeo acusando o candidato do PC do B de ligações com o crime organizado. Os maranhenses não merecem o que a oligarquia Sarney faz há décadas do Estado, enquanto os priva do acesso a serviços públicos minimamente aceitáveis. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Maranhão é o segundo pior do País. É a obra de um sistema de poder.
Os 427 alunos concludentes de 11 cursos realizados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) receberam certificados na noite da última quinta-feira, 25, durante cerimônia realizada no auditório da Prefeitura de Santa Inês.

A certificação foi possível através da parceria Prefeitura de Santa Inês, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Com o incentivo do Pronatec, os alunos recém-formados estão aptos a entrar no mercado de trabalho, atuando em diversos setores tanto do comércio como em serviços oferecidos pela indústria.

Para a coordenadora do Pronatec em Santa Inês, Kátia Cristina Nabate, a formação de mão-de-obra é um importante passo para esses jovens, pois a qualificação é imprescindível para que eles sejam inseridos no mercado de trabalho.
Kátia Nabate diz que a parceria Pronatec, Prefeitura de Santa Inês, Senai, Ifma e o Senac, já qualificou mão-de-obra de mais de mil pessoas somente este ano em Santa Inês.

 
A sórdida armação de dois diretores do Complexo de Pedrinhas, integrantes da ala podre do PT, comandada pelo ex-vice-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, acelerou o processo de convencimento do eleitorado maranhense sobre a falta de preparo do candidato Edinho Lobão em lidar com questões delicadas, como honra e dignidade humana.
 
O representante do PMDB na sucessão estadual, mesmo após o marginal ter afirmado que gravou o vídeo mediante oferta de dinheiro e regalias, ainda assim usou suas emissoras de rádio e televisão para tentar envolver Flávio Dino, um homem de conduta ilibada, com a bandidagem que a governadora que ele apoia não consegue combater. Edinho Lobão tentou levar a campanha para a lama e teve como resposta o repúdio da população.
 
Somente uma mente insana poderia tentar associar Dino com assaltos a banco e tráfico de droga. O tresloucado Edinho Lobão, no entanto, fez pior. Numa tentativa desesperada de reverter o quadro de rejeição usou suas emissoras de rádio, televisão e blogs para semear uma mentira como se fosse verdade, revelando sua verdadeira face “lobo mau”, capaz de inventar qualquer história de ficção para tirar proveito político. Só que desta vez quebrou a cara.
 
A população maranhense, já cansada destas palhadas da oligarquia Sarney a cada vez que se sente ameaçada de perder o poder, simplesmente fez ouvido de mercador, repudiou a farsa do vídeo encomendado pela turma do PT sarneista a um marginal preso em Pedrinhas. Diante da repercussão negativa, até o bandido teve a dignidade de revelar toda a trama e seus autores, mas mesmo assim Edinho continuou usando suas emissoras e até o horário eleitoral para afirmar que Dino comandou assalto a carro forte.
 
O tiro saiu pela culatra, a resposta da população foi imediata. O repúdio à campanha de baixo nível do candidato do PMDB foi externado na pesquisa realizada pelo Instituto Exata, contratada pela TV Guará/Fiema. Flávio subiu, foi na 60% da preferência do eleitorado, enquanto Edinho com seus marqueteiros de quinta categoria, especialistas apenas em desconstruir imagem, caiu e viu boa parte dos seus aliados o abandonarem e pularem para o palanque adversário.

Até a revista que levou da Polícia Federal em Imperatriz, na noite de quarta-feira, por suspeita de estar transportando dinheiro para a compra de voto, tentou envolver Flávio Dino. Seus aliados na blogosfera foram procurar saber quem seria a família do delegado, descobriram que o pai também quer mudança no Maranhão e vota em Flávio, para tentar associar Dino à ação da Polícia Federal. Diante do absurdo, mais uma vez a população torceu o nariz.

Edinho está perdido, sem rumo, atirando para todos os lados, mas não consegue acertar o alvo. Enquanto isso, consolidado na preferência do eleitorado, Flávio Dino marcha a passos largos para vencer a eleição logo no primeiro turno. Já o tresloucado Edinho, sem o pai ministro e envolvido no propinoduto da Petrobras, e com Sarney e Roseana aposentados, terá que acertar contas com a justiça tão logo volte à condição de suplente.   

Embalados pelo resultado da pesquisa Exata/TV Guará/FIema, que apresenta Flávio Dino com 60 por cento da preferência do eleitorado, apoiadores do candidato da coligação Todos pelo Maranhão realizam, neste domingo (28), uma passeata pela avenida Litorânea. O encontro tem sido chamado de "Caminhada 65 pela Paz" e está programada para percorrer a orla de São Marcos a partir das 9h30.

O ponto de encontro é a descida do Barramar para a Litorânea e a chamada pede que os apoiadores de Flávio Dino vão para a caminhada e podem levar bicicletas, skate ou patins para percorrer a avenida na manhã de domingo.

Na reta final da campanha, o evento vai pedir paz ao Maranhão e acrescenta que os apoiadores de Flávio Dino se encontrem na Litorânea vestindo branco. A mobilização visa contrapor os ataques desferidos pelo programa eleitoral do adversário e reunir apoiadores em uma corrente pela paz no estado.

A praticamente uma semana do dia das eleições, Dino segue firme na liderança das intenções de voto. Com 68% dos votos válidos, Flávio Dino pode vencer no primeiro turno contra 28% do segundo colocado, conforme revelou a pesquisa.

26 de set de 2014

Pesquisa realizada na semana do escândalo de um vídeo divulgado pela campanha da família Sarney mostra que Flávio Dino voltou a subir chegando a 60% das intenções de voto. Já Edinho Lobão, que chegou a exibir o vídeo em sua emissora de TV caiu de 29% para 24%.

A diferença aumentou de 29 pontos para 36 pontos na pesquisa Exata/TVGuará/Fiema. Considerando os votos válidos – que excluem brancos e nulos e são os contabilizados para efeito legal – Flávio Dino tem 68,2%. Os candidatos Antonio Pedrosa (PSOL), Professor Josivaldo (PCB), Saulo Arcângeli (PSTU) e Zéluis Lago (PPL) têm um ponto cada um. Branco ou nulo somam 7% e os indecisos são 5%.

A pesquisa do instituto Exata foi encomendada pela TV Guará e pela Fiema (Federação das Indústrias do Estado do Maranhão) e está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob protocolo número MA-00054/2014. A sondagem ouviu 1.400 eleitores em diversos municípios maranhenses, com a margem de erro máxima de 3,2% para mais ou menos.

Roberto sobe 4 pontos e abre vantagem sobre Gastão

Na pesquisa Exata sobre cenário para o Senado, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão Roberto Rocha tem 36% das intenções de voto – o que representa um aumento de quatro pontos em relação ao último levantamento, na semana passada. O candidato da família Sarney, Gastão Vieira, variou dentro da margem de erro para 29%.


Marcos Silva (PSTU) tem 4% e Haroldo Saboia (PSOL) tem 3%. Gersão (PPL) tem 1% das intenções de voto e Evan de Andrade (PCB) não pontuou. Cerca de 12% pretendem votar em nulo ou branco, enquanto 15% estão indecisos ou não sabem responder.
Representantes do PCB e PSTU ingressaram na justiça, com pedido de liminar, solicitando a inclusão dos seus candidatos no debate que a TV Mirante realizará no próximo dia 30. Os candidatos Saulo Arcangeli e Josivaldo Correa acusam a direção da emissora de excluí-los do debate eleitoral de forma autoritária e pedem a suspensão do programa até que seja revista a posição de convidar apenas os candidatos Flávio Dino, Lobão Filho e Antônio Pedrosa.

Para compensar a não participação no debate a Mirante ofereceu em troca entrevista de três minutos no dia subsequente, mas os dois candidatos não aceitaram e recorreram à justiça para tentar, segundo eles, uma posição que vá ao encontro de uma verdadeira democracia.

Os dois partidos alegam que “em reunião realizada na sede da emissora representada foi arguido o motivo da exclusão dos demais candidatos, vez que tal conduta, retira do eleitor o direito de conhecer todos os candidatos, bem como suas ideias e propostas; sendo respondido por representantes da emissora, que era determinação da Rede Globo, da qual é afiliada, e ainda, que se não fosse assim, não haveria debate algum e frente a manifestações de outros partidos de que seria importante a participação de todos, de forma ditatorial foi respondido ser este critério inegociável.

Diante do impasse, PSTU e PCB estão requerendo: a concessão de tutela antecipada, determinando à ré a obrigação de Garantir a participação dos candidatos do PSTU- Saulo Arcangeli e do PCB- Professor Josivaldo no Debate que será promovido na data de 30/09/2014 na emissora representada-TV MIRANTE, ou que determine a suspensão do debate até a emissora requerida convocar todos os candidatos ao referido cargo, assim como o fez a TV GUARÁ; No mérito, a confirmação da tutela antecipada com a procedência do pedido, garantindo-se, em definitivo, a participação no debate dos Candidatos do PSTU-SAULO ARCANGELI e do PCB-PROFESSOR JOSIVALDO, eliminando-se o tratamento privilegiado oferecido aos demais candidatos

Requer ainda a condenação de multa nos termos do Art. 28, § 2º da Resolução 23.404 do TSE, por já estar praticando conduta discriminatória quando exclui o candidato do Debate; que a Emissora Representada seja notificada para manifestar-se se assim quiser e o encaminhamento ao Ministério Público Eleitoral, para que venha a se manifestar.
iG

O iG apurou que, ao contrário do que afirmou o PMDB, denúncias contra adversário de Sarney partiram da Polícia Civil e foram informadas à Justiça Eleitoral maranhense. Procedimento é considerado rotineiro

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) defendeu, na manhã desta sexta-feira, a atuação do delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior, responsável pela abordagem ao candidato ao governo do Maranhão, Lobão Filho (PMDB) na noite de quarta-feira para averiguar denúncias de crime eleitoral no Estado. A ADPF classificou a revista do avião de Lobão Filho como “procedimento de rotina” e o iG apurou que a denúncia que originou a ação da PF partiu da Polícia Civil do Maranhão e não de denúncia anônima, como alegou o PMDB.

Nesta quinta-feira (26), o presidente nacional do PMDB e vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgaram notas oficiais condenando a ação da PF. Segundo o PMDB, seis homens identificados como policiais federais abordaram Lobão Filho e o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB), candidato ao senado no Maranhão, no aeroporto de Imperatriz. Os policiais revistaram Lobão e Vieira e a aeronave na qual eles embarcariam em busca de dinheiro. Nada foi encontrado. Tanto Temer, quanto Calheiros classificaram a ação como “inadmissível” e “intimidatória”.

“O procedimento foi baseado em denúncia anônima durante o curso da disputa eleitoral intensa”, disse Temer. “Ações desencadeadas com base em denúncias anônimas, em pleno processo eleitoral, só se prestam a explorações políticas”, reiterou Calheiros. Nesta sexta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que o diretor-geral da Policia Federal, Leandro Daiello Coimbra, investigue a abordagem do órgão.

O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio Ribeiro, afirmou ao iG, no entanto, que “havia fundada suspeita que foi por dever legal apurada ou não a veracidade dessa informação”. “Em ato contínuo, (o procedimento de abordagem) foi informado à Justiça Eleitoral e aos superiores da Polícia Federal. Algo absolutamente dentro da rotina policial. Isso não é um procedimento isolado”, confirmou Marcos Leôncio Ribeiro. “A Polícia Federal não intimida e nem se deixa intimidar”, complementou.

Ribeiro explicou que no caso específico não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão já que a PF tem legitimidade de fazer varreduras em aeronaves estacionadas em aeroportos que contam com a segurança de agentes da corporação. “Neste caso, o que temos é o exercício regular e legítimo da função de Polícia Judiciária Eleitoral pela Polícia Federal. Entendemos o lado dos partidos políticos, e cada um dos partidos políticos envolvidos nas eleições precisam compreender o papel da Polícia Federal”, disse o presidente da ADPF

Ribeiro vai além e disse que se o delegado não fizesse a abordagem ao avião poderia cometer o crime de prevaricação, crime cometido por funcionário público que consiste em retardar ou deixar de fazer uma função que é de sua competência. No início da tarde desta sexta-feira, da ADPF lançou uma nota em defesa do delegado responsável pela operação contra Lobão Filho.

Denúncia da Polícia

O iG apurou que, ao contrário do que alegou o PMDB, a denúncia que resultou na abordagem a Lobão Filho não foi anônima e sim partiu da Polícia Civil do Maranhão. Além disso, o delegado responsável pela ação informou ao superintendente da Polícia Federal no Estado, Alexandre Saraiva e a Justiça Federal maranhense.

O delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior explicou, internamente, que poderia cometer crime de prevaricação caso não averiguasse a denúncia de um órgão como a Polícia Civil do Maranhão. Como se tratava de uma denúncia de um órgão oficial e não de terceiros , com a possibilidade de realização de um flagrante de crime eleitoral, não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão, segundo explicou o delegado a colegas. O delegado Paulo Júnior citou o chamado “senso de oportunidade” típico de situações propícias para flagrantes de crimes eleitorais. A denúncia contra Lobão Filho surgiu a menos de três horas da realização da abordagem, na noite de quarta-feira.

Além disso, o iG também apurou que a abordagem ocorreu sem truculência ou veemência. Na noite do dia 24 de setembro, o delegado, com sua equipe, fez antes a revista na aeronave de Lobão Filho. Durante a revista da aeronave, Lobão Filho estava na ante-sala do aeroporto de Imperatriz. E somente no aeroporto, na presença de Lobão Filho, foi feita a revista das bagagens dele e de Gastão Vieira. O delegado negou truculência ou tentativa de intimidação durante a revista.

Nesta quinta-feira, o PMDB no Maranhão acusou que a ação teria partido ou do pai do delegado, Paulo Cruz Viana, ex-prefeito da cidade de Sítio Novo do Maranhão ou do próprio ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão. Abrão declarou apoio à candidatura de Dino durante essa semana. Lobão defendeu até o abastamento de Abrão do cargo.

O delegado Paulo Cruz Viana, no entanto, reiterou a colegas delegados que sequer manteve contato com o pai ou com Abrão na noite de quarta-feira, quando desencadeou a operação.

 
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal distribuiu nota à imprensa manifestando solidariedade ao trabalho desenvolvido pelo delegado Paulo de Tarso Cruz Viana, na revista que fez ao avião do candidato Edinho Lobão, na noite de quarta-feira, no aeroporto de Imperatriz. No comunicado a ADPF avisa que não intimida ninguém, mas que também não se deixa intimidar. Veja abaixo a íntegra da nota.
Nota Pública da ADPF

Associação vem a público manifestar apoio ao Delegado Federal Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) vem a público manifestar apoio ao Delegado de Polícia Federal, PAULO DE TARSO CRUZ VIANA JÚNIOR, diante de sua atuação na abordagem de um avião, ocorrida no aeroporto de Imperatriz/MA, na noite do dia 24 para a madrugada do dia 25 de setembro de 2014.

Para a ADPF, a repercussão dada ao episódio é própria e comum ao período eleitoral e em nada compromete a atuação eficiente e isenta do Delegado de Polícia Federal.

É natural que alguns partidos façam uso político de fatos que nada mais são do que o regular trabalho de Polícia Judiciária Eleitoral atribuído legalmente à Polícia Federal.

A ADPF faz questão de deixar claro que no exercício de suas atribuições constitucionais a Polícia Federal, enquanto órgão de Estado, não persegue, não intimida, mas também não se deixa intimidar.
Brasília, 26 de setembro de 2014.
Claudio Humberto

A Polícia Federal não tentava “intimidar” o senador Lobão Filho (PMDB), candidato do clã Sarney ao governo do Maranhão, quando realizou buscas no seu avião, em São Luís.
A PF apenas cumpria seu papel legal de averiguar grave denúncia. Há informações de que se tratava de suspeita de transporte de grande quantia de dinheiro.

O Maranhão está no centro das atenções da PF desde que prendeu em São Luís o megadoleiro Alberto Youssef, na Operação Lava Jato.

 
Interrogado pela Polícia Federal, o preso André Escócio de Caldas revelou mais detalhes sobre os motivos que o fizeram gravar vídeo forjado contra Flávio Dino. Ele relata que, no dia do vazamento do vídeo, foi procurado pelos ex-diretores de Pedrinhas Carlos Aguiar e Elenilson Araújo para que mantivesse o teor do depoimento.

Em esclarecimento ao delegado da Polícia Federal Ronilson Rebelo e ao procurador da República Thiago Ferreira de Oliveira, o presidiário André relatou que, logo ao prestar o depoimento forjado, foi colocado em uma cela separada em que recebia tratamento diferenciado – acesso a “cigarro, comida e até dinheiro”, segundo depoimento prestado à Polícia Federal.

Após o vazamento, os dois ex-diretores de Pedrinhas pediram a André que mantivesse a versão sobre o vídeo, sob a garantia de que “estava blindado e que estavam juntos até o final”. André resolveu voltar atrás e revelar que o depoimento foi forjado ao tomar conhecimento das proporções da divulgação em rede de rádio e TV. “Resolveu falar a verdade pois estava lidando 'com gente grande' e não queria puxar mais cadeia por uma coisa que era mentira”, diz o depoimento.

Ao gravar o vídeo, o preso afirma que não sabia que ele seria usado para fins políticos. Carlos e Elenilson, segundo o presidiário, foram responsáveis pela indução para que o depoimento envolvesse os nomes de Flávio Dino, Weverton Rocha e Patrícia Vieira.

André Escócio de Caldas afirmou ainda que os diretores do presídio o orientavam gestualmente durante a gravação do depoimento, pedindo que ele falasse mais alto e que tocasse no nome de Flávio Dino.

Segundo o preso, existem ainda outras duas gravações feitas por Carlos Aguiar e Elenilson Araújo e, em todas elas, foi estimulado a tocar no nome de Flávio Dino. Em troca, receberia regalias e seria solto de Pedrinhas. No início do mês, outro diretor da penitenciária foi preso por facilitar fuga de presos mediante pagamento.

O preso cita ainda uma terceira pessoa que, dois dias antes do vídeo, seria levada a Pedrinhas para falar com ele por Carlos e Elenilson. No entanto, o tumulto do presídio impediu a tal visita. A pessoa não foi identificada.

Candidato à reeleição pelo Partido Solidariedade, Domingos Dutra, está, de fato, correndo atrás de votos para garantir seu retorno à Brasília. Após percorrer mais de 400 quilômetros, a pé, pelo interior do Maranhão, o deputado, praticamente pele e osso, mas com língua afiada, diz que a caminhada é a forma mais eficiente de manter o contato direto com a população.

“Isso equivale a cerca de 200 horas de caminhada e uma média de 450 discursos em ruas, avenidas, praças, feiras, rodoviárias e centros comerciais de 80 cidades do Maranhão, abrangendo todas as regiões do Estado”, comemorou o deputado, que integra a Coligação “Todos Pelo Maranhão”, liderada por Flávio Dino.

As caminhadas são a marca de todas as campanhas de Dutra. Acompanhado por um boneco gigante, o deputado sai às ruas com um carro de som e um microfone nas mãos, divulgando suas propostas e falando dos seus projetos na Câmara Federal que contemplaram vários municípios maranhenses em diversas áreas (equipamento de Conselhos Tutelares, implantação de Agências do INSS, máquinas agrícolas, etc) e das conquistas que estão beneficiando diferentes categorias profissionais em todo o Brasil, a exemplo dos agentes de saúde e de endemias, trabalhadores(as) rurais, mototaxistas, profissionais dos setor de beleza, quebradeiras de coco, além dos garimpeiros maranhenses que trabalharam ou trabalham na Serra Pelada, e outras.

“A campanha à pé é uma forma de termos um contato mais direto com a população, e de se combater o poder econômico, para conquistarmos um mandato livre, sem amarras com  o governo e para que o mesmo seja utilizado em defesa dos que não tem direito e clamam por justiça social”, afirmou Domingos Dutra.

Por onde passa, Dutra também tem criticado severamente o descaso do governo do Maranhão para as populações do interior do estado, nas mais diversas áreas (como saneamento básico, educação e saúde); os desmandos praticados pelo Grupo Sarney em mais de cinco décadas de Oligarquia; e os escândalos, em nível nacional, como o desvio de dinheiro da Petrobras, envolvendo o ministro (licenciado) de Minas e Energia, Edison Lobão, e a governador Roseana Sarney.

Dentre as cidades que Dutra promoveu caminhadas à pé estão: Vitória do Mearim , Arari, Viana, Cajari e Pinheiro - na Baixada Maranhense; Santa Luzia e Santa Inês - Região do Pindaré; Montes Altos, Porto Franco e Imperatriz – Região Tocantina; Pastos Bons, Nova Iorque e São João dos Patos – Região Sul; Buriti Bravo, Passagem Franca, Paraibano, Colinas e São Domingos do Maranhão – Sertão Maranhense; Caxias, Presidente Dutra, Tuntum, Barra do Corda e Grajáu – Região dos Cocais; Chapadinha e Mata Roma – Baixo Parnaíba; Morros, Icatu e Barreirinhas – Munim/Lençóis Maranhenses.

25 de set de 2014

← Posts mais antigosAgência Brasil, com edição do Marrapá

Ligado a Washington, Elenilson foi afastado da direção de Pedrinhas após
participar da farsa para incriminar o candidato do PCdoB, Flávio Dino
Dois diretores de uma das unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, foram afastados hoje (25) do cargo. O afastamento foi motivado pela denúncia de um preso, que afirmou ter recebido dos diretores proposta para gravar um vídeo acusando o candidato do PCdoB ao governo do Maranhão, Flávio Dino, de ter participado de um roubo. A denúncia do detento foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) determinou o afastamento imediato de Carlos Eduardo Sousa Aguiar, diretor da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), e de Elenilson Araújo, diretor administrativo da CCPJ, até que sejam concluídas as investigações sobre o vídeo, levado ao ar no começo desta semana, durante um programa de grande audiência da TV Difusora, pertencente à família do senador Edison Lobão Filho, candidato do PMDB ao governo estadual. Há apenas 11 dias, outro diretor de Pedrinhas, Cláudio Barcelos, foi detido preventivamente, por suspeita de facilitar a fuga de presos em troca de dinheiro.

Em depoimento prestado na tarde de quarta-feira (24), André Escócio de Caldas revelou que tudo não passou de uma armação. Caldas acusou os dois diretores de lhe prometerem dinheiro e outros benefícios, como um possível alvará de soltura, caso ele aceitasse aparecer em um vídeo acusando Flávio Dino de participação em um roubo e de ter ligações com uma organização criminosa. A denúncia está sendo investigada pela Polícia Federal (PF), pela Superintendência de Investigações Criminais da Secretaria de Segurança Pública e pela corregedoria da Sejap.


Segundo o Estado de S. Paulo, no depoimento, Caldas confirmou que conhece os criminosos que participaram do roubo, mas negou o envolvimento de Dino. O preso também afirmou que o vídeo contra o candidato foi feito na própria sala de Aguiar, registrado por uma câmera e um celular.  Ainda de acordo com o jornal, o diretor da CCPJ também prestou depoimento, confirmando ter gravado o vídeo, mas com o intuito de registrar a denúncia do preso, a quem chegou a dizer que, caso pudesse provar a denúncia, poderia receber benefícios do Poder Judiciário por meio da delação premiada. Caldas negou ter atuado em nome de partidos políticos.


Flávio Dino disse que o vídeo é parte dos ataques que vem sofrendo de seus principais adversários na campanha eleitoral. “De forma irresponsável, a TV de propriedade do meu adversário passou a exibir um vídeo anônimo, armado, falsificado, com personagens que ninguém sabe quem são, inventando histórias absurdas e sem nenhuma prova”. O candidato do PCdoB informou que já pediu à PF para investigar a origem do vídeo a fim de processar os responsáveis.
 
O prefeito Edivaldo recebeu, nesta quinta-feira (25), o Plano Municipal de Cultura, elaborado pelo poder público municipal e sociedade civil, que juntamente com outros instrumentos, consolidarão o Sistema Municipal de Cultura em São Luís. O documento foi entregue ao prefeito pelos presidentes da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, e do Conselho Municipal de Cultural, Elizandra Rocha, na presença de diversos representantes de segmentos culturais.
A elaboração do Plano Municipal de Cultura remonta mais de uma década. Há dois anos, o trabalho foi intensificado, sendo impulsionado com a adesão da Prefeitura de São Luís ao Sistema Nacional de Cultura oficializado em janeiro deste ano em acordo de cooperação técnica. No ano passado, por meio da Func, a Prefeitura promoveu a 4ª Conferência Municipal de Cultura.

No conjunto de instrumentos que devem ser encaminhados à Câmara Municipal ainda este ano, constam duas alterações de leis, como da Lei de Incentivo à Cultura, desativada há mais de 10 anos, e da Lei do Fundo Municipal de Cultura. Ao todo foram apresentadas ao prefeito cinco minutas de projetos de lei a serem encaminhados ao Legislativo após parecer da Secretaria de Governo.

Entre os documentos entregues ao prefeito Edivaldo, há a sugestão da criação da Secretaria Municipal de Cultura. “Este é um dos nossos compromissos com a cidade. Ainda na nossa gestão criaremos a Secretaria de Cultura. Estamos estudando a superação de limitações orçamentárias para encaminharmos a proposta à Câmara”, disse o prefeito.

O presidente da Func, Francisco Gonçalves, destacou que o Plano Municipal de Cultura estabelece metas para os próximos dez anos. “Estamos entregando ao prefeito um conjunto de documentos e minutas de projetos que regulamentam todo o Sistema Municipal de Cultura”, afirmou.

A presidente do Conselho Municipal de Cultural ressaltou que o plano resultou de um pacto entre sociedade civil e poder público municipal. “Com a aprovação de todos estes instrumentos, São Luís estará apta a receber recurso direto do Ministério da Cultura fundo a fundo”, esclareceu Elizandra Rocha. A partir da aprovação dos instrumentos, São Luís passa a constar na lista de municípios em posição de prioridade para receber recursos do governo federal.
Li no blog do Marcos D’eça uma tentativa desesperada de desvirtuar o maior escândalo da política eleitoral do Maranhão: o famigerado caso Reis Pacheco. D’eça ainda estava na fralda quando e, certamente por isso, se esqueceu de informar que quem fez a denúncia, com a ar de indignado, foi o próprio senador José Sarney, na reta final da campanha, no Jornal da Manhã, da TV Mirante, de sua propriedade.

Ao contrário do que o blogueiro afirma, Cafeteira aumentou a diferença para Roseana Sarney na reta final da campanha e todos davam como certa sua eleição quando José Sarney o acusou de ter sequestrado, matado e ocultado o cadáver do mecânico da Companhia Vale do Rio Doce, Raimundo dos Reis Pacheco, que havia se envolvido num acidente automobilístico em que faleceu o vereador Hilton Rodrigues, sogro de Cafeteira.

Posso afirmar, pois fui o assessor de imprensa daquela campanha da oposição, que toda farsa foi praticada pelo senador José Sarney, com ajuda do advogado Miguel Cavalcante Neto, o popular “Braço de Judas”, que registrou num cartório de Fortaleza que um tal Anacleto dos Reis Pacheco (figura fictícia), suposto irmão da suposta vítima, teria acusado o senador Cafeteira de ter sequestrado, matado e  ocultado o cadáver de Reis Pacheco.

Foi com esse registro forjado que Sarney foi para a televisão, ele em pessoa, denunciar que o Maranhão não poderia ser governado por um “assassino”. A partir daí, o jornal o Estado do Maranhão, a TV Mirante, a Rádio Mirante e todas as emissoras do interior do Maranhão ligadas à oligarquia Sarney passaram a repetir a mentira.

O estrago foi grande. Como não havia internet, os únicos meios de comunicação eram rádio, jornal, televisão e a lei era branda, correram para desmontar a farsa. Raimundo Reis Pacheco foi localizado no interior do Pará e o então presidente do Sindicato dos Ferroviário, Miguelzinho, levou uma equipe de TV para gravar seu pronunciamento avisando que tudo era mentira e que estava vivo.

O depoimento de Reis Pacheco chegou a tempo de ser exibido no último programa do horário eleitoral, mas para a decepção geral, a TV Mirante cortou o link que permitiria o interior do Maranhão tomar conhecimento da verdade. Com a atitude rasteira da Mirante, o programa foi assistido apenas pelos eleitores de São Luís. Ainda assim Roseana perdeu a eleição, coube ao TRE-MA a tarefa de transferir 100 mil votos em braço para ela, o que lhe deu uma vantagem sobre Cafeteira de apenas 18 mil votos.

O radialista Roberto Fernandes, hoje âncora da Mirante, com certeza, lembra daquela tarde de 1994 em que comentava a eleição na Rádio Educadora, quando o deputado Sarney Filho, bêbado, invadiu o estúdio para anunciar que Roseana havia vencido por 18 mil votos de diferença, antes mesmo do Tribunal Eleitoral anunciar o resultado da votação. Posteriormente o então senador Alexandre Costa confessou a Cafeteira que ele havia ganhado o pleito com 79 mil votos de diferença.

Cafeteira, talvez a maior vítima das maldades do Sarney, está vivinho e poderia dar uma grande contribuição para população maranhense, antes de se aposentar da vida pública, dando seu testemunho sobre este episódio que já se passaram 20 anos, mas que continua vivo na memória de quem viveu aquele período. Deveria falar também sobre o “Granville”, em que foi acusado, de forma covarde, de ter transportado para o Rio de Janeiro US$ 1 milhão através de uma transportadora de valores.    

Tudo mentira, mas que acabou enganando os incautos.
Após pedidos da coligação de Flávio Dino, da Corregedoria do Tribunal de Justiça e da Ordem dos Advogados do Brasil, o Tribunal Regional Eleitoral aprovou por unanimidade a presença de Forças Nacionais para acompanhar as eleições do Maranhão.

Os magistrados entenderam que, diante dos últimos fatos de violência e da tentativa de vinculá-los ao processo eleitoral, podem trazer prejuízos ao dia das eleições, que acontecem daqui a 10 dias.

Os representantes da Justiça Eleitoral também mostraram preocupação quanto ao acesso ao transporte público nas eleições e oficiaram a prefeitura de São Luís para que garanta ônibus na capital no dia das eleições.

A decisão foi tomada no início da tarde desta quinta (25) na reunião do pleno do Tribunal Regional Eleitoral. A aprovação definitiva depende do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, que deve analisar a decisão maranhense já nos próximos dias.

 

Ricardo Noblat
Há pouco mais de um mês, Edson Lobão Filho, senador do PMDB e candidato da família Sarney ao governo, usou a emissora de televisão de sua família para acusar Flávio Dino, o adversário do PC do B apoiado pelo PSB e o PSDB, de querer implantar o comunismo no Estado.

Agora, Lobão Filho, também conhecido como “Edinho 30%”, valeu-se de sua emissora de televisão para divulgar uma farsa. No passado, Flávio teria participado de um assalto a um carro forte no campus da Universidade Federal do Maranhão.
Prova disso?

O depoimento, gravado em vídeo, de André Escócio Caldas, um preso da Penitenciária de Pedrinhas onde mais de 60 presos foram assassinados do ano passado para cá.
Uma vez que seu depoimento alcançou grande repercussão, e com medo de ser retaliado por outros presos, André Escócio confessou que mentira para prejudicar Flávio.

Mentira a pedido do diretor da penitenciária, Carlos Aguiar, no gabinete do qual fora gravado o depoimento. Em troca seria solto e receberia uma grande quantidade de dinheiro.
Carlos confirmou o que André Escócio disse. Só negou que estivesse a serviço do candidato do PMDB.
Está bem. Me engana que eu gosto.

                                                     
Estadão
BRASÍLIA – A campanha do candidato da família Sarney ao governo do Maranhão, senador Edison Lobão Filho (PMDB), tem usado ônibus escolares com a identificação do programa Caminho da Escola, do governo federal, para espalhar propaganda eleitoral pela capital do Estado, São Luís.
O Estado teve acesso a um vídeo que flagrou o uso de um desses veículos pela campanha. A gravação mostra o ônibus sendo abastecido com cartazes de Lobão Filho no pátio de seu comitê eleitoral situado na Avenida São Luís Rei de França, uma das mais movimentadas da capital maranhense, no bairro de Turu. O veículo que aparece no vídeo não tem placa, mas sua lataria está caracterizada como a dos veículos do programa federal. O caso desencadeou uma investigação do Ministério da Educação sobre seu suposto uso eleitoral.
A governadora Roseana Sarney (PMDB), que lançou Lobão Filho como candidato à sua sucessão, já fez ao menos dois eventos públicos neste ano para divulgar sua parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação responsável pelo Caminho da Escola.
Em maio, no Palácio Henrique La Rocque, sede da Casa Civil maranhense, ela anunciou a entrega de 75 ônibus para diversas prefeituras. Depois, em agosto, no Palácio dos Leões, sede do governo, anunciou a entrega de mais de 60 ônibus.
“O investimento é da ordem de R$ 29.861.280,00, recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação”, divulgou o site do governo do Maranhão na notícia sobre a cerimônia de agosto. O FNDE, questionado pela reportagem, afirmou que, em 2014, fez um investimento de R$ 44,6 milhões para enviar 203 ônibus do programa Caminho da Escola para o Maranhão.
Sem placa. Entre uma entrega e outra, o acúmulo de ônibus escolares sem placa no pátio da Secretaria Estadual de Educação foi tema de embate entre apoiadores e opositores de Roseana. A informação de que havia uma frota com mais de 70 ônibus escolares parados ganhou repercussão depois que oito estudantes morreram num acidente de trânsito no interior do Estado. O acidente aconteceu no fim de abril no município de Bacuri, a cerca de 550 km de São Luís. Um veículo modelo picape que transportava 30 estudantes, de acordo com a Prefeitura de Bacuri, chocou-se com um caminhão.
A oposição levou o caso para a Assembleia Legislativa e acusou a gestão de Roseana Sarney de represar ônibus enquanto estudantes não tinham transporte adequado. Em 15 de maio, o deputado estadual governista Roberto Costa (PMDB) saiu em defesa da governadora e reconheceu que havia ônibus sem placa estacionados no pátio da secretaria. “Os ônibus que estão hoje no pátio da Secretaria de Educação precisam passar por um processo de regularização, necessitam passar por uma vistoria”, disse.
Após essa discussão, uma comitiva de deputados estaduais foi inspecionar o pátio da secretaria e constatou que, realmente, os ônibus sem placa estavam ali armazenados. O governo do Estado do Maranhão informa que os ônibus já foram entregues.
De acordo com o FNDE, o programa Caminho da Escola tem por objetivo “renovar a frota de veículos escolares, garantir segurança e qualidade ao transporte dos estudantes e contribuir para a redução da evasão escolar”. Estados e municípios podem comprar os ônibus do programa com recursos próprios, em parceria com o FNDE ou por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Veja o vídeo no link:


Editorial – Jornal Pequeno

Sendo esta, hoje, uma impossibilidade científica e matemática, mesmo que viesse o grupo Sarney, por força da fraude, do abuso de poder econômico ou outra mistificação qualquer, a vencer esta eleição, estão conscientes de que o Maranhão não lhes pertence mais. Aliás, o Maranhão nem sequer mais é sua terra de origem e nascimento. Nunca mais haverá clima para que governem esta terra.

As tropas federais estão chegando para garantir que as eleições aconteçam sem crimes e sem bandidos soltos nas ruas; a Procuradoria Geral da República assumiu a responsabilidade da investigação de um vídeo criminoso produzido sob custódia do “Bonde dos 40”; a Secretaria da Segurança Pública desconhece o vídeo criminoso dos criminosos, a Associação dos Magistrados, que reúne juízes de todo o Maranhão, dispara sua indignação contra “a divulgação de calúnias, notícias inverídicas e vídeos que patrocinam o terror eleitoral no Estado”.

A Ordem dos Advogados do Brasil, em níveis nacional e local, prepara-se para fiscalizar as eleições e as organizações da sociedade civil, apavoradas, constrangidas e humilhadas, lamentam a corrupção, a ingerência administrativa e a violência que rondam o Estado e ameaçam a democracia.

É correto pensar que o poder civil estiolou-se no Maranhão, e nem a tentativa de implantar aqui um estado policial nos últimos dias que antecedem o 5 de outubro jamais daria certo, porque as polícias também não gostam deles.  

Nós assistimos ao horror das cabeças decepadas, às crianças queimando em praça pública, aos ônibus e carros particulares incinerando e ao espetáculo triste de um povo aterrorizado com medo de sair de casa e de voltar para casa também.

A cidade de São Luís sobrevive conflagrada por um poder político sem qualquer aliança com o povo, apenas com a vontade de ser poder. Por último, descobrimos que os assassinos mais violentos tiravam férias remuneradas para “passear” (leia-se roubar e matar) ao lado dos cidadãos de bem.

Ao extremo de todas as insanidades, tentam, agora, usar a sanha assassina do mais vil rebotalho das sociedades humanas para reverter uma realidade eleitoral. E não se envergonham disso. Os cofres cheios, os bilhões sumidos, o patrimônio do povo enterrado em paraísos fiscais não lhes satisfazem mais a ganância. Querem se vingar do povo. Querem que o povo sofra pela máxima culpa de exigir a alternância de poder natural em todos os espaços sociais do mundo.

Mas não teriam mais com quem governar. Porque estão agredindo a própria História e o povo maranhense, no mais singular espetáculo de civismo, está conseguindo sobreviver, com determinação e coragem, a toda essa tirania e humilhação.

 

 

 
Design de NewWpThemes