27 de abr de 2015

O governador Flávio Dino tem boa sintonia com o prefeito Edivaldo
Antes que façam má interpretação das postagens do governador Flávio Dino sobre sucessão municipal, na internet, é bom esclarecer que o chefe do Executivo advertiu que o Governo do Estado não apoiará candidatos a prefeito nas eleições de 2016, mas que ele enquanto cidadão participará das campanhas que achar conveniente.

O esclarecimento se faz necessário até para evitar especulações sobre a sucessão em São Luís, onde o governador, além de aliado e parceiro do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, tem deixado claro a seus aliados que estará ao seu lado na disputa pelo comando da capital, maior colégio eleitoral do Estado comandado pelo PTC.

“Eu participarei das eleições municipais como militante político, em nome pessoal. O Governo do Estado não terá candidatos oficiais”, postou o governador no Twitter, numa clara demonstração de que a máquina administrativa não será utilizada para massacrar adversários de aliados que estarão disputando as eleições 2016, como ocorria nos governos da oligarquia.

A declaração de Dino mostra quanta mudança de comportamento em relação a antecessora Roseana Sarney (PMDB), que usava descaradamente a estrutura governamental para perseguir adversários, sufocando administrações que não rezavam na cartilha do Palácio dos Leões. A cidade de São Luís é o maior exemplo de perseguição contra um governante.

O prefeito Edivaldo Holanda passou dois anos clamando por uma audiência, sem resposta, com a ex-governadora. No período, nenhum convênio foi assinado com a Prefeitura de São Luís, embora o governo tenha feito inúmeros convênios com prefeituras aliadas para pavimentação de ruas. A intenção era sufocar a administração Edivaldo para tentar atingir a candidatura de Flávio Dino.

Apesar da perseguição, o prefeito Edivaldo mostrou fidelidade ao candidato, não abriu mão de suas convicções, segurou as pressões e teve a felicidade de contar com apoio da população na vitoriosa campanha que varreu da vida pública a oligarquia Sarney, responsável por levar o Maranhão a alcançar os piores indicadores econômicos e sociais do país.

A postagem de Dino, portanto, está estritamente relacionada a não utilização do governo para favorecer candidaturas, embora sendo aliado. O governador, no entanto, deixou bem claro que vai para a campanha como cidadão e não como governador pretendendo formar base de apoio para eleições futuras, como era uma prática em governos anteriores.
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