26 de mar de 2015

Fernando Furtado diz que genro de Murad é pescador de dinheiro público
O clima no plenário da Assembleia Legislativa esquentou, nesta manhã de quinta-feira (26), por conta de uma intervenção grosseira do deputado Sousa Neto (PTN) tentando enquadrar e intimidar o deputado Fernando Furtado (PCdoB), presidente licenciado da Colônia de Pescadores de Pinheiro e autor de sucessivos pronunciamentos durante a semana denunciando as falcatruas na gestão do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, pai da deputada Andrea Murad (PMDB).

Genro de Ricardo Murad, Sousa Neto acusou Furtado de fazer parte do Palácio como “bobo da corte”, de não representar a categoria dos pescadores e atacou: “Se para obter alguma vantagem com o governo quer fazer graça aqui no parlamento, que tenha respeito e tenha moral para chegar aqui. Deputado, vou lhe esperar aqui. V. Exa. não se encontra vou esperar V. Exa. chegar para falar na sua frente que V. Exa., como presidente da colônia de pescadores lá de Pinheiro, não sabe nem o que é um anzol. E eu vou lhe mostrar e demonstrar isso, porque está aqui. Vou esperar V. Exa. Chegar”, disse em tom ameaçador.

Tão logo o parlamentar valente desceu da tribuna, Fernando Furtado entrou no plenário, se inscreveu e foi à tribuna falar algumas verdades que certamente Sousa Neto jamais pensou em ouvir. De forma simples e direta, Furtado disparou: “Eu estou aqui nesta Casa representando os trabalhadores da pesca por mérito, eu não tive milhões para gastar com minha campanha, o meu voto veio da base a qual eu represento. Agora, eu tenho que dizer ao nobre deputado que eu realmente não sei pescar é dinheiro público para fazer campanha, eu não precisei do meu pai, a não ser o voto da minha família, mas de pai, de mãe, de irmão para me trazer para cá, eu não precisei, eu vim para cá por mérito. Agora, realmente, pescar recursos públicos, grandes somas para estar aqui, eu não fiz e não faço”, enfatizou.

Segundo Fernando Furtado, “é importante frisar que na minha primeira eleição eu tive 500 e poucos votos. Na segunda, 11.446 e, na minha terceira eleição, eu tive 17.752 votos. A prova de que o meu trabalho, a minha dedicação e a minha luta só vêm fazendo com que eu cresça. Na minha campanha, nobre deputado Souza Neto, gastei R$ 27 mil. Foi o que tive para gastar. E quero dizer a V. Ex.ª que, no caixa do sindicato que eu dirigia e que agora entreguei para os companheiros em Pinheiro, eu deixei em torno de quase R$ 500 mil. Se eu fosse pilantra ou ladrão, eu teria ganhado a minha eleição porque esse dinheiro dava para comprar o restante dos votos que eu precisaria para completar a minha votação”, observou o deputado do PCdoB.

Quando todos esperavam que Sousa Neto fosse partir para cima do adversário mostrando o que disse anterior que teria para apresentar na presença do deputado, simplesmente o genro de Ricardo Murad amarelou. Ao usar a tribuna novamente mudou o tom do discurso, não apresentou nada que comprometesse a conduta de Fernando Furtado, se limitando a cobrar que o parlamentar apresentasse projetos ao invés de denunciar o sogro dele.   
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