2 de abr de 2015

Mãe e filho são acusados de desviar dinheiro da Prefeitura de Dom Pedro
Sem ter para onde correr, o empresário larápio Eduardo José Bastos Costa, vulgo “Imperador”, acabou se entregando à Polícia na tarde quarta-feira (01). Ele, a mães Arlene Barros Costa, ex-prefeita de Dom Pedro, assim como outros membros da família são suspeitos de liderar um grupo especializado em agiotagem, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

A prisão de “Imperador”, que encontra-se no Centro de Triagem, em Pedrinhas, segundo especulam nos bastidores da política, acendeu o alerta no grupo Sarney, a quem a ex-prefeita, presa na operação desencadeada pela Polícia Civil, era ligada politicamente, estando a frente da campanha do candidato Lobão Filho (PMDB) ao Governo do Estado em 2014.

Somente da Prefeitura de Dom Pedro, “Imperador” é acusado de desviar cerca de R$ 5 milhões, mas as investigações em torno de sua atividade clandestina poderão revelar a extensão dos seus tentáculos em outros municípios cujos os prefeitos ou ex-prefeitos constam em sua relação de clientes.

O medo de quem fez negócios com Eduardo Imperador é a chamada delação premiada, mecanismo pelo qual o acusado poderá ter a redução de sua pena em troca de informações que possam desbaratar as quadrilhas que atuam na agiotagem a políticos em épocas de campanhas eleitorais, os tornam refém após a vitória e roubam o dinheiro do município.  

A “Operação Imperador”, deflagrada em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, através do GAECO, tem o objetivo de investigar a participação de prefeitos e agentes públicos no desvio de recursos públicos em vários municípios maranhenses.

O inquérito estava paralisado desde 2013 e foi reaberto para garantir as investigações dos crimes de agiotagem praticados no Maranhão. Segundo o secretário Jefferson Portela, a reabertura do processo foi priorizada, após o governador Flávio Dino exigir a imediata retomada das investigações, para que os envolvidos fossem responsabilizados, no rigor da lei.

“Não tenham dúvida que, nos próximos meses, este trabalho vai alcançar quem quer que tenha cometido atos de corrupção. A nossa missão é recambiar de volta aos cofres públicos o que foi saqueado por pessoas travestidas de gestores públicos, mas que atuavam de forma lesiva e contrária à sociedade maranhense”, pontuou Jefferson Portela.
Reações:

3 comentários :

Design de NewWpThemes