19 de dez de 2013

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) continua cobrando do Governo do Estado uma solução para evitar as frequentes crises no Sistema Penitenciário do Maranhão.

Bira se referiu a rebelião terça-feira(17), em Pedrinhas. A segunda, em menos de 60 dias, que resultou na morte de quatro detentos, sendo que três tiveram suas cabeças decepadas. E, classificando o fato como uma tragédia, alertou que o povo espera que a Governadora tome uma providência.

“O que se observa é que essas rebeliões extrapolam os muros da penitenciária, e se articulam, levam o medo e o pânico para todas as cidades. Então, é preciso que a gente realmente enfrente essa situação e, infelizmente, o governo do Maranhão está se mostrando absolutamente incapaz, incompetente para resolver essa situação. Na última rebelião a Governadora anunciou que faria investimento de cinquenta e três milhões de reais para melhorar o sistema penitenciário. Eu queria saber o que foi feito efetivamente, porque de lá para cá outra rebelião estoura e a gente não consegue perceber.”, questionou.

O parlamentar, mais incisivo, cobrou a ampliação da penitenciária de Pedrinhas, onde a lotação de presos muitas vezes ultrapassa a quantidade permitida.  E, comparando a situação da penitenciária ao caso do Carandiru em São Paulo, alertou, “A solução não é essa, todos os especialistas, estudiosos, criminalistas, juízes de execução, todos dizem a só coisa: tem que pulverizar o sistema penitenciário, tem que abrir as pequenas penitenciárias no interior do Estado, desconcentrar, tirar essa quantidade imensa de presos que ficam tudo em um lugar só e transferi-los para municípios onde eles possam cumprir suas penas, o mais próximos inclusive de suas famílias e não da forma que é hoje, mas estão lá”.

A crítica de Pindaré cabe a um possível projeto que visa a construção do segundo andar da penitenciária de Pedrinhas. Segundo ele, não só a crise do sistema penitenciário como também as soluções para que esta fosse evitada, já tinha sido discutida em Audiência Pública na própria Assembleia Legislativa.

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