3 de jun de 2015

O deputado Cabo Campos, em pronunciamento na tribuna, na manhã desta quarta-feira (3), comparou o vídeo da execução, a sangue frio, de um homem suspeito de ter assalto um comércio em Vitória do Mearim, por um funcionário da prefeitura que estava numa viatura da Polícia Militar, ao vídeo montado nas vésperas da eleição 2012 sobre uma suposta “Milícia 36", número do partido do então candidato a prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que iria espalhar o terror no dia da eleição.  

“Este deputado que vos fala, quando policial, no ano de 2012, para que um candidato à Prefeitura de São Luís pudesse se sobrepor ao atual prefeito da cidade, fizeram um vídeo, chamado vídeo da Milícia 36. Prenderam 10 pais de famílias, 10 trabalhadores da Segurança Pública, entre policiais militares e bombeiros militares, com o fino e total objetivo de desqualificar, em primeiro lugar, os trabalhadores e de fazer uma reversão naquilo que as pesquisas apontavam. Posteriormente, viram que o vídeo era totalmente montado, totalmente editado”, observou.

“O vídeo de 1min57s que se observado atentamente, teremos essa percepção que os PM’s não estavam no local da execução. Os PM’s chegaram segundos depois sem ouvir os disparos. Atentem para os 3 primeiros segundos do vídeo, ele começa com a câmara girando e rapidamente mostrando o outro lado da rua, notem que o outro lado da rua está vazio, não há viatura ali, notem que ao fim do vídeo, a VTR está exatamente naquele local que, inicialmente, estava vazio do outro lado da rua, ou seja, chegou depois dos disparos. Essa constatação isenta os PM’s de omissão criminosa ou cumplicidade. Outra coisa; ninguém disse para eles, quando eles retornaram com o segundo suspeito preso e ferido com o tiro, que o vigilante havia executado o suspeito no chão”.

Campos disse ainda que os policiais recolheram o suspeito, achando que estava apenas ferido e levaram para o hospital. “Ninguém dos populares disse que o vigilante teria atirado no homem que estava caído no chão, ninguém. Ele pediu que o caso seja apurado com imparcialidade.


Os dois policiais que participaram da desastrosa operação que culminou com o brutal assassinato filmado por populares e disponibilizado na internet, foram convocado a comparecer em São Luís e estão presos.  
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