5 de mai de 2015

O superintendente do DNIT no Maranhão, Gerardo Fernandes, informou ao deputado Eduardo Braide (PMN) que estão oficialmente paralisadas as obras de duplicação da BR-135. Segundo o parlamentar comunicou ao plenário na sessão desta terça-feira (05), a empresa responsável desmontou o canteiro e retirou todos os equipamentos do local.

Gerardo Fernandes explicou que a paralisação da obra estava prevista para ocorrer apenas durante o período de chuvas, mas foi agravada por uma falta de repasse de recursos. Ainda faltam R$ 100 milhões para a conclusão da duplicação. Desses R$ 100 milhões, R$ 50 milhões já foram empenhados, R$ 38 milhões foram pagos e R$ 12 milhões foram contingenciados pelo governo federal.

O superintendente informou, ainda, ao deputado, que na próxima semana vai a Brasília discutir com o DNIT nacional, juntamente com o governo federal, sobre a liberação dos R$ 12 milhões que estão contingenciados e sobre o empenho dos R$ 50 milhões que faltam para terminar a obra.

 “Fica claro, mais uma vez, a participação que a classe política do Maranhão terá, junto ao governo federal, no sentido de garantir o empenho desses recursos através do programa PAC, para que a obra de duplicação da BR-135 possa ser concluída”, declarou Braide.

Eduardo Braide fez um alerta para que a Assembleia Legislativa se movimente no sentido de sensibilizar a bancada federal maranhense -  deputados e senadores -  para que, juntos, consigam, o mais rápido possível a aprovação do descontingenciamento dos R$ 12 milhões que faltam para o pagamento da empresa que executa a obra.

Segundo ele, é necessário conseguir a garantia do empenho dos R$ 50 milhões para que a população do Maranhão e a classe política tenham a tranquilidade necessária de que a obra da BR -135 realmente será concluída.

Em aparte, o deputado Max Barros destacou a importância do pronunciamento de Eduardo Braide e concordou que a obra da duplicação da BR-135 tem sido realmente um grande problema. Max relatou dois entraves: o primeiro é que depois que foram viabilizados os recursos, o DNIT quis fazer a obra em cima da adutora, havendo  mobilização da classe politica e da comunidade, na época, para que isso não acontecesse.

Toda esta situação, segundo Max Barros, foi gerada em função da duplicação da linha férrea da VALE, a quem o DNIT queria atender. O segundo entrave foi o cancelamento da licitação que provocou o adiamento do início da obra por mais um ano. “E agora ocorre essa nova paralisação”, ressaltou.
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