6 de mai de 2015


Deputado César Pires repudia paralisação das obras de duplicação da BR-135
O deputado César Pires (DEM) cobrou da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (06), a aprovação de uma moção de repúdio ao governo federal e à presidente Dilma por conta da paralização da duplicação da BR-135 e demais obras que estavam em fase de execução no Maranhão. Num duro pronunciamento, o parlamentar cobrou mais empenho da classe política e do Governo do Estado, junto ao poder central, pela continuidade dos serviços. ”Se não gritarmos, fiquem certos de que o que sobra do recurso desse contingenciamento irá para outros estados, não virá para o Maranhão”.

César Pires comparou a paralisação das obras da BR-135 à mesma situação da refinaria Premium. Lembrou que há dois anos subiu à tribuna para falar do desmonte e desmantelo que presenciou ao visitar o local em que deveria ser construída a refinaria. Disse que naquela ocasião anunciou o fracasso que estava por vir, além de reclamar da leniência e do silêncio de muitos políticos e de vários segmentos do estado. César chegou a chamar a refinaria de “esqueleto desidratado”.

O deputado César Pires disse que não minimiza a importância da vinda do superintendente regional do DNIT à Assembleia para prestar esclarecimentos, mas que até agora não ouviu, por parte do governo do Estado e nem da bancada federal, manifestações contrárias a esta paralisação.

Ele comparou a apatia da classe política com relação à paralisação da obra de duplicação da rodovia ao silêncio dos monges franciscanos. “Nada, apenas orações e silêncio. Os gritos desta Casa nós não escutamos. Não sei com medo de quê”, disse César.

Na avaliação do deputado César Pires, este silêncio é algo que ultrapassa os limites das fronteiras partidárias e das cores políticas. Ele avalia que o interesse tem que se coletivo e recriminou os discursos isolados. “Vou propor uma Moção de Repúdio ao governo federal e fazer como fizeram em Alagoas, onde o Rotary se manifestou, o Lions Clube se manifestou, as maçonarias se manifestaram”.

Na avaliação de César Pires, o pouco recurso que o governo federal disporá do seu contingenciamento só vai para aqueles estados que gritam mais e não para aqueles que ficam em silêncio como se estivessem aceitando os mortos. “Temos que lutar em relação a isso, caso contrário não vamos ser escutados e os nossos apelas não terão ecos. Consequentemente os recursos irão para outro lugar”.
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