27 de mai de 2015

Refeição balanceada, de qualidade e com valor simbólico. Essa é a proposta da Cozinha Comunitária da Vila Cascavel, equipamento de segurança alimentar da Prefeitura de São Luís, que atende - de forma direta e indireta - mais de três mil pessoas por mês. No primeiro quadrimestre deste ano, os atendimentos ultrapassaram a média e somaram 17 mil. Além da alimentação, o espaço oferece capacitação à comunidade do bairro e adjacências.

Esta é a primeira cozinha comunitária do Município. São servidas 200 refeições por dia, com cereais, sementes, vários tipos de carnes e acompanhadas de saladas diversas e frutas. "Temos investido em políticas públicas de segurança alimentar que alcancem a população e temos obtido resultados positivos, como com a Cozinha Comunitária da Vila Cascavel. Lá, servimos refeições saudáveis e balanceadas, oferecendo mais qualidade de vida aos moradores da área", disse o prefeito Edivaldo.

Além da alimentação, o espaço oferece capacitação à comunidade do bairro e adjacências. Todos os dias, o espaço lota com pessoas que vêm comprovar a qualidade da refeição servida no local.

"O prefeito Edivaldo Holanda Júnior foi sensível a essa necessidade e hoje temos este importante equipamento da segurança alimentar funcionando e atendendo a população. Temos cumprido a meta de levar alimentação de qualidade a baixo custo à população", disse Fátima Ribeiro. A cozinha foi inaugurada em dezembro do ano passado e tem o trabalho coordenado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa).

Frequentador assíduo do espaço, Francisco José Ferreira Junior, 31 anos, almoça todos os dias na Cozinha Comunitária. Ele elogia o atendimento e o tratamento dispensado também aos colegas, um grupo de deficientes visuais, que se sente em casa na hora do almoço. "É um serviço muito bom, que está servindo para mim e muita gente. Aqui a gente vem para comer e ainda conversa, é acolhido por todos os funcionários", disse ele.

A integração dos servidores com os usuários é uma prerrogativa disseminada pela direção do espaço. A coordenadora geral, Denise Prione, ressalta que ninguém vai à cozinha apenas para se alimentar, mas em busca de acolhimento e de interação. "Nós temos um contato muito estreito com os nossos usuários. Conhecemos a família, muitas vezes conversam conosco em busca de orientação. Aqui é também um bom espaço de convivência", disse a coordenadora.

O horário de almoço é a partir das 11h, e à tarde os usuários participam de cursos de capacitação. Os cursos são da área alimentar, com foco na educação alimentar, aproveitamento integral dos alimentos, alimentação saudável, Boas Práticas de Manipulação de Alimentos (BPMA) e Boas Práticas de Fabricação (BPF). Esta semana, é realizado o curso de salgados e lanches, cujas aulas práticas têm início nesta terça-feira (26). O espaço recebe ainda grupos de idosos e cadeirantes e os funcionários são treinados para prestar o atendimento adequado e de acessibilidade.

A cozinha oferece ainda atendimento nutricional. Segundo a titular da Semsa, o objetivo é atender à população estimulando a geração de emprego e renda com inclusão no mercado de trabalho. As cozinhas comunitárias são uma das políticas mais importantes da Segurança Alimentar, destinadas à alimentação e nutrição destinadas ao preparo de refeições saudáveis e variadas. Alimentos estes a preços acessíveis para a população em situação de vulnerabilidade social. Tem como objetivo ainda garantir direito humano à alimentação adequada.


O público-alvo são pessoas em situação de insegurança alimentar e/ou vulnerabilidade social, preferencialmente aquelas indicadas pelos Centros de Referência em Assistência Social (Cras). As cozinhas comunitárias são instrumentos que integram o Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) e contribuem para erradicação da fome e pobreza extrema.
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