7 de abr de 2015

O titular do blog teve acesso ao relatório que respaldou a autoridade policial solicitar prisão temporária contra a ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros da Costa e seu filho Eduardo José Barros da Costa, vulgo Eduardo DP ou Imperador, acusados de desviar dinheiro público mediante licitações fraudulentas e crimes de agiotagem. Mãe e filho foram libertados no feriado da Páscoa, mas ainda poderão terem seus pedidos de prisão preventiva solicitados no curso da investigação.

Os dois estão em liberdade desde o último final de semana, mas inquérito policial que investiga o crime de desvio de verba pública ocorrido durante a gestão da prefeita Arlene Barros, no período compreendido entre 2009 e 2012, continua. Conforme o relatório que serviu de base para o pedido de prisão temporária, Eduardo DP utilizou um método convencional entre os estelionatários e falsários para integrar uma Organização Criminosa que tinha como objetivo desviar recurso públicos da Prefeitura de Dom Pedro.

Segundo os investigadores, tal método consistia em possuir vários registros de identidade, vários CPF’s, múltiplos títulos de eleitor e múltiplas filiações. “Eduardo DP, o Imperador, está registrado no mínimo em nome de três mães, possui três CPF’s, duas Carteiras de identidade, dois títulos de eleitor, participação em quatro empresas, carros de luxo e inúmeros endereços.

A investigação aponta ainda que “a família Barros da Costa especializou-se na prática de fraudes em cadastro da Receita Federal e junto a identificação feita na Polícia Civil, para com tais fraude criar inúmeras empresas com o único intuito de saquear os cofres de Dom Pedro, lavar dinheiro e aumentar seus patrimônios”.

A polícia chegou a Eduardo DP e sua mãe investigando o assassinato do jornalista Décio Sá e seus mandantes envolvidos em crimes de agiotagem. Ao prender o principal suspeito de ter contratado a morte do jornalista em plena Avenida Litorânea, em 23 de abril de 2012, os investigadores encontraram com os agiotas Gláucio Alencar e seu pai José de Alencar Miranda Sampaio comprovante do financiamento da campanha de Arlene Barros. Após a vitória, os dois se tornaram fornecedores de merenda escolar para a prefeitura.

Conforme o relatório apresentado ao desembargador Raimundo Melo, que decretou a prisão temporária de mãe e filho, “tal esquema que num primeiro momento refere-se à prática de agiotagem depois da eleição desemboca na prática dos mais diversos crimes contra o Erário e a população de Dom Pedro. Diz ainda o relatório que foram encontrados em poder de Gláucio notas promissórias emitidas por Arlene.

“De início, analisando o valor considerável da nota promissória (R$ 150.000,00) e a data do seu vencimento (fevereiro de 2009), coincidindo com o segundo mês de mandato de Maria Arlene da prefeitura, notadamente esta prefeitura foi entregue nas mãos dos agiotas e do próprio Eduardo DP para a prática dos mais diversos desvios de dinheiros público, desvios mascarados na forma de licitações para fornecimento de merenda, medicamentos e aluguéis de máquinas pesadas.    
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